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Em MT, vítimas de trabalho análogo à escravidão são presas com armas

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05 Maio 2016

Trabalhadores foram resgatados e acabaram presos por porte ilegal de arma. Operação flagrou desmatamento ilegal em área de preservação ambiental.

Dois irmãos, de 59 e 60 anos, foram presos nesta terça-feira (3) em uma operação contra desmatamento ilegal de uma área de preservação ambiental, em <São José do Rio Claro, a 325 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, os irmãos foram contratados para trabalharem no local e estavam em uma situação de trabalho análogo à escravidão. No entanto, eles acabaram presos por porte ilegal ao serem flagrados com armas.

imgVítimas de trabalho escravo, dois irmãos foram presos com armas durante operação (Foto: Assessoria/Polícia Civil de MT)O flagrante de desmatamento ocorreu na Operação Floresta. Quatro armas de fogo e munições foram apreendidas, além de diversas toras de madeiras. A mulher que contratou os funcionários flagrados foi identificada e deve ser indiciada também pela prática de trabalho escravo.

Situação de trabalho escravo foi descoberta durante operação em Mato Grosso (Foto: Assessoria/Polícia Civil de MT)Situação de trabalho escravo foi descoberta durante operação em Mato Grosso (Foto: Assessoria/Polícia Civil de MT)


Segundo o delegado Nilson Farias de Oliveira, outras pessoas estavam trabalhando no local e fugiram ao perceberem a chegada da polícia. “Essas duas pessoas presas estavam sendo submetidas a uma condição sub-humana. Eles não tinham uma alimentação adequada, não tinham veículos e ficavam presos nesse local. Eles recebiam pagamento, porém, tudo era descontado, desde o local de dormir até a alimentação, que ainda era precária”, explicou ao G1.


A polícia acredita que o número de pessoas vítimas de trabalho análogo à escravidão nesse local possa ser maior, já que os investigadores identificaram dois acampamentos e uma casa na área.

“Eles foram presos por estarem com as armas ilegais. Os irmãos foram interrogaram e confessaram a extração ilegal de madeira”, disse o delegado. Os dois trabalhadores foram levados para a Cadeia Pública de São José do Rio Claro.

Perto dos acampamentos que foram montados os policiais encontraram 32 montes de toras cortadas.

O Código Penal define uma pena de reclusão de dois a oito anos e multa para quem “reduz alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto”.

Polícia prendeu dois irmãos que trabalhavam no local; eles não tinham porte de arma (Foto: Assessoria/Polícia Civil de MT)Polícia prendeu dois irmãos que trabalhavam no local; eles não tinham porte de arma (Foto: Assessoria/Polícia Civil de MT)

 

Última modificação em Quinta, 05 Maio 2016 11:26

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