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Triplica grupo de jovens que não estudam, não trabalham nem buscam emprego

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30 Setembro 2018

Passou de 445 mil, em 2014, para quase 1,4 milhão, este ano, o número de "nem-nem" que desistiu de procurar trabalho

O desalento, condição em que desempregados desistem de buscar uma vaga, é maior entre os jovens, que enfrentam taxa de desemprego mais alta que a média, mas cresceu especialmente entre pessoas como Vitória. O número de jovens que não estudam, não trabalham e nem procuram emprego triplicou desde o início da crise econômica, há quatro anos. Depois do mínimo histórico em meados de 2014, os “nem-nem-nem” saltaram de 445 mil para quase 1,4 milhão de pessoas de 15 a 29 anos em junho deste ano. O levantamento foi feito pela consultoria IDados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE.

Carlos Corseuil, pesquisador do Ipea que estuda o tema, lembra que, historicamente, os jovens são os primeiros a serem demitidos em crises econômicas devido à pouca experiência. E têm mais dificuldades de achar uma vaga. O pesquisador teme pelo futuro desses jovens. Quanto mais tempo ficam fora do mercado de trabalho e da educação formal, mais terão seu capital humano depreciado, dificultando a inserção profissional e comprometendo sua renda. Ruim também para a economia do país, que abre mão do que deveria ser a principal força de trabalho para sustentar crescimento econômico.

— São brasileiros que talvez nunca atingirão seu pico de produtividade, que geralmente ocorre entre os 35 e 40 anos de idade — diz o economista do Ipea.

Para Bruno Ottoni, pesquisador do IDados, o alto desemprego desestimula a procura:

— No ano passado tivemos crescimento econômico, mas ainda estamos saindo da crise em um ritmo lento, com pouca geração de empregos.

No segundo trimestre de 2018, a taxa de desemprego no grupo de 18 a 24 anos estava em 26,6% — mais que o dobro da média geral do país no mesmo período (12,4%). Isso ajuda a explicar porque muitos jovens que desistiram de procurar emprego não avançaram na escola além do ensino médio, observa a economista do Ipea Maria Andréia Parente:

— Muitos deles usavam os rendimentos para pagar os estudos. Sem emprego, param de estudar. O efeito seguinte, diante da dificuldade de se reinserir, é parar de procurar trabalho, já que boa parte ainda não é chefe de família.

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