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Sindicalistas debatem aumento da violência doméstica e adoecimento da saúde mental
20 Outubro 2020

Escrito por 

Só no Google, empresa multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos, foram mais de 48 milhões de buscas sobre o tema “violência doméstica”, o maior aumento nos últimos cinco anos.

“O Aumento da Violência Contra Mulher e o Adoecimento da Classe Trabalhadora em tempos de Pandemia” foi o tema da Modal-Live #13 promovida pela CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), no dia 18 de agosto.  O bate-papo foi mediado pela secretária da Mulher da CNTTL, Mara Meiry, aeroportuária, diretora de formação do SINA (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), e presidente da ONG AMA (Associação da Mulher da Aviação).

Durante uma 1 hora, dirigentes dos sindicatos de trabalhadores em transportes ( condutores, rodoviários e da aviação civil) e especialistas em saúde pública e dos direitos das mulheres abordaram o cenário preocupante do aumento da violência doméstica e do adoecimento mental dos trabalhadores e, principalmente, das mulheres trabalhadoras. 

O presidente em exercício da CNTTL, o portuário Eduardo Guterra, parabenizou  o nível dos debates promovidos pela CNTTL nas últimas lives, destacando que é fundamental sempre debater temas de interesse das mulheres.

Aumento das pesquisas na internet

Só no Google, empresa multinacional de serviços online e software dos Estados Unidos,  foram mais de 48 milhões de buscas sobre o tema “violência doméstica”, o maior aumento nos últimos cinco anos. Estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) explica que mesmo antes da disseminação global do novo coronavírus, as estatísticas mostraram que um terço das mulheres em todo o mundo foram vítimas de violência em suas vidas.

“Queremos registrar que todas as formas de violência contra as mulheres e meninas aumentaram durante o confinamento. Temos o projeto Acolhidas da Universidade Federal de Uberlândia e o  Movidas, voltado para as vítimas de violência sexual,  e notamos que os casos de violência praticamente triplicaram”, conta a professora na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia e advogada, Dra Flávia de Oliveira, pesquisadora sobre o tema violência contra mulher há 30 anos.

Dra Flávia elenca os fatores que desencadearam esse aumento preocupante, tais como: além das questões históricas, a crise econômica. “As mulheres ganham menos no mercado,  se tornam arrimo de família e hoje são chefes de família. Em uma estrutura machista, o homem que está desempregado ou teve o salário reduzido  se sente humilhado e compensa o poder físico contra a mulher. Outro grave problema é esse Governo Federal que é uma tragédia e uma vergonha para o nosso país”, pontua.

Saúde mental na pandemia 

A especialista em saúde pública, Claudia Rejane de Lima, falou dos impactos na saúde mental das trabalhadora. “Os impactos na saúde também são uma forma de violência. Os assédios sexual e moral nas relações de trabalho são  condições impostas lamentavelmente nos ambientes de trabalho, que precisamos denunciar e combater”. 

A especialista conta que a pandemia elevou o medo de morrer das pessoas, bem como a ansiedade.

“Vivemos incertezas com relação ao futuro e pandemia trouxe uma grande ansiedade, um grande medo. Quase 200 mil vidas foram ceifadas pela COVID-19 . É uma doença que não sabemos as sequelas”.

Claudia citou o ramo dos transportes como exemplo, que é a segunda categoria que está exporta à contaminação do coronavírus e, portanto, o medo do adoecimento é preocupante.

Ações em defesa das mulheres

O terceiro e último bloco da LIVE da CNTTL mostrou algumas ações que os sindicatos dos trabalhadores em transportes filiados à Confederação vêm desenvolvendo em defesa dos direitos e combate à violência contra mulheres e meninas.  “Aqui na cidade de São Bernardo já desenvolvemos cursos de políticas públicas e de capacitação e empoderamento para as mulheres. Faço questão que tenha representação das mulheres nos eventos”, disse a diretora da Confederação e do Sindicato dos Rodoviários do ABC, Cleide Tameirão.

A diretora do Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e da CNTTL, Kelly Cristina, falou do Coletivo de Mulheres Rodoviárias do Sindicato e do compromisso do presidente licenciado da CNTTL, Paulo João Estausia, que sendo eleito na eleição municipal 50% do secretariado da Prefeitura de Sorocaba será formado por mulheres. Paulinho concorre como vice-prefeito na chapa PT-PSOL na cidade.

Na aviação civil, a diretora do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru), Débora Cavalcanti, que também é Conselheira Municipal de Política para Mulheres de Guarulhos, disse que é preciso realizar mais encontros como esse da CNTTL para conscientizar as mulheres a participarem das lutas sindicais.

“Com esse governo atual, aumentou o preconceito ao sindicalismo, também existe a competição com os homens e isso é prejudicial ao trabalho. Nós mulheres precisamos nos unir mais e falar da importância da Sororidade”, finaliza.

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