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O valor social do trabalho

O valor social do trabalho (Foto: Divulgação)
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24 Agosto 2014
Artigo do formador da CUT-SC, Edegar Generoso, sobre as relações de valores dos trabalhos.

O documentário Os Quatro Cavaleiros do Novo Apocalipse*, que faz uma análise bastante crítica da crise financeira de 2008, traz um dado interessante sobre a política de salários: Platão argumentava que a relação ideal entre a maior e menor remuneração não pode ultrapassar 6 X 1; em 1923 o  banqueiro J. P. Morgan declarou ser 20 x1 a ideal. A crise de 2008 revelou que os pagamentos feitos a altos executivos nos conglomerados financeiros chegavam a ser 500 vezes superiores à menor remuneração.

A clássica divisão do trabalho entre quem pensa e planeja e quem executa é sem dúvida a maior e mais danosa obra do capitalismo. Impediu-se o trabalhador de pensar sobre o seu próprio trabalho: sobre como fazê-lo e decidir em que condições realizá-lo levando-se em consideração principalmente a vida de quem o executa. Karl Marx chamou isso de alienação, pois o trabalhador é impedido de se reconhecer no fruto de seu próprio trabalho. No capitalismo ao trabalhador não cabe decidir nada, ele não é pago para pensar é pago para executar, exclui-se assim da política de remuneração o valor social do trabalho.

Mas o que é valor social? Podemos entendê-lo com um simples exemplo: a greve dos motoristas de ônibus. O impacto que a mesma causou na vida população demonstra que o trabalho de motoristas e cobradores é fundamental para o funcionamento do cotidiano das cidades. Imagine agora uma greve dos executivos dessas empresas, que impacto teria sobre a mesma população?  Qual dos dois tipos de trabalho nas mesmas empresas tem maior valor social? Quais são os melhores remunerados?

Aplico aqui o termo valor social como sendo o impacto direto que este trabalho possui sobre a vida da população e não apenas como a importância do trabalho para o desenvolvimento dos indivíduos em si. E tanto no sentido quanto noutro, o capitalismo não reconhece o valor social do trabalho, como não o faz de muitas outras coisas fundamentais à vida coletiva. Basta olhar a degradação ambiental provocada por inúmeras empresas em várias partes do mundo. A destruição de rios, de matas e a poluição do ar só recentemente sofreram algum revés porque a existência da própria espécie humana está ameaçada. Mas mesmo assim, o capitalismo tratou de monetarizar a ecologia, criando, por exemplo, os tais créditos de carbono.

Última modificação em Segunda, 25 Agosto 2014 13:15

Mídia

À medida que a economia mundial continua em queda livre, um maior número de vozes críticas tenta encontrar a solução para o problema. Vinte e três pensadores de todo o mundo juntaram-se nesta série documental para quebrar o silêncio e explicar como o mundo realmente está concebido. Os seus pontos de vista transcendem nos principais meios de comunicação e descrevem em termos simples o que é necessário abordar nas nossas universidades, nos governos e nas estruturas corporativas, se não quisermos enfrentar um futuro ainda mais sombrio. No entanto, não incidiremos no mesmo de sempre, não colocaremos a culpa nos banqueiros, não criticaremos os políticos nem procuraremos teorias conspiratórias. Examinaremos os sistemas sob os quais decidimos viver e sugeriremos fórmulas que podemos mudar. Esse documentário oferece um interessante debate sobre as medidas que seriam necessárias tomar para a chegada de uma nova ordem econômico-mundial, um sistema que permitiria melhorar substancialmente a qualidade de vida em todos os países. Assista o documentário Os Quatro Cavaleiros do Novo Apocalipse

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