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	<description>Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis</description>
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		<title>Maus patrões pagam rescisões com cheques sem fundo. Saiba como procurar seu direito</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2022 18:51:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego e Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[direitos do trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[Homologação]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois da reforma trabalhista, que desobrigou empresas a fazerem homologações nos sindicatos, aumentou o número de cheques sem fundos que trabalhadores recebem nas rescisões. Veja como proceder nesses casos &#160; A reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer acabou com a obrigação das empresas  homologarem a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Depois da reforma trabalhista, que desobrigou empresas a fazerem homologações nos sindicatos, aumentou o número de cheques sem fundos que trabalhadores recebem nas rescisões. Veja como proceder nesses casos</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>A reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer acabou com a obrigação das empresas  homologarem a rescisão de trabalho nos sindicatos e os trabalhadores ficaram mais expostos aos maus patrões que não pagam os seus direitos ou pagam, mas com cheques sem fundos, golpe que tem aumentado nos últimos anos.</p>
<p>A legislação prevê o pagamento de rescisões com cheques, desde que o cheque seja visado, em nome do trabalhador. Ou seja, o dinheiro já foi bloqueado da conta bancária da empresa justamente para que o pagamento seja realmente efetuado.</p>
<p>Um desses casos aconteceu há três anos com um trabalhador de Santa Catarina que reclamou em uma emissora de TV, em um quadro sobre direitos, mas a situação é tão chocante que o print da imagem vem sendo compartilhado até hoje. O que mais impressiona os internautas é que na hora da homologação o representante do sindicato aconselhou o trabalhador a não aceitar o cheque, mas ele aceitou, depositou e recebeu a triste notícia de que não tinha fundos.</p>
<p>“Infelizmente muitos trabalhadores desconhecem a lei e se tornam presas fáceis para maus patrões. Por isso, independentemente do trabalhador fazer uma homologação no sindicato ou não ele deve procurar o sindicato antes de receber a rescisão para que saiba quais seus direitos, inclusive confirmar se os cálculos estão corretos e levar em consideração a orientação que o dirigente sindical der. O sindicato pode fazer essas contas e o dirigente é preparado para dar a orientação certa. Quando for ao sindicato, basta levar toda a documentação”, aconselha o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional, Valeir Ertle.</p>
<p>Segundo o dirigente, os casos de pagamentos com cheques sem fundos têm aumentado e muito, mas os sindicatos não têm esses dados até por que o trabalhador ludibriado raramente conhece seus direitos e não sabe que o sindicato pode ajudá-lo juridicamente a reaver seu dinheiro.</p>
<p>“A pessoa assina na boa fé acreditando que o patrão vai depositar na conta e nunca o faz, e ainda pode alegar que entregou em dinheiro pois tem o documento assinado”, alerta Valeir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Entenda os seus direitos</strong></p>
<p>O artigo 477 da CLT determina que a empresa precisa efetuar o pagamento das verbas em até dez dias após o término do contrato. Caso isso não ocorra, o parágrafo 8º da lei define que o empregador deve pagar multa em favor do trabalhador no valor equivalente ao salário dele. Esse também é o prazo para o patrão enviar a Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF) e declarar o fato ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).</p>
<p>A multa, no entanto, não se aplica a empresas falidas, de acordo com a súmula nº 388 do Tribunal Superior de Trabalho (TST).</p>
<p>A advogada especialista em Direito do Trabalho, Samantha Guedes, do escritório LBS que atende a CUT Nacional, explica quais são os direitos que os patrões têm de pagar e como o trabalhador deve proceder. Ela alerta que o trabalhador pode assinar a papelada depois do cheque ser compensado.</p>
<p>“O trabalhador pode esperar a compensação do cheque antes de fazer a homologação. Normalmente uma compensação demora dois, três dias, e não há necessidade de assinar a rescisão sem receber antes seus direitos”, diz Samantha.</p>
<p>Ela esclarece ainda que caso a homologação seja feita em cheque, e outro direito qualquer não tenha sido pago na hora, o sindicato deve colocar uma ressalva na documentação, dizendo quais os direitos não foram quitados. De acordo com a advogada, é normal marcar a homologação somente após o pagamento e, por isso, o trabalhador não precisa se antecipar.</p>
<p>Caso uma das partes não compareça no dia da homologação é o sindicato que emite uma certidão afirmando que o trabalhador ou a empresa não compareceu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ação por danos moral</strong></p>
<p>No caso de pagamento com cheques sem fundo, a Justiça do Trabalho tem dado ganho de causa por dano moral ao trabalhador, mas é preciso comprovar que o valor não pago da rescisão tem caráter alimentar e afeta a sobrevivência do empregado.</p>
<p>“Infelizmente, com o aumento do trabalho informal e os ataques aos sindicatos com a reforma Trabalhista, milhares de trabalhadores estão desamparados”, diz Samantha.</p>
<p>Já o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT Nacional, ressalta que em muitos acordos coletivos de trabalho está incluída uma cláusula que obriga a homologação no sindicato ao qual o trabalhador pertence.</p>
<p>“Dependendo da convenção coletiva é obrigatório fazer a homologação no sindicato a partir de três meses de contrato, outros projetam seis meses e até um ano. Nosso conselho é que todo o trabalhador, independentemente de ser associado ou não procure o seu sindicato, antes de assinar a homologação”, diz Valeir.</p>
<p>Outra recomendação, esta da advogada trabalhista, Samantha Guedes, é que o trabalhador ao entrar com ação na Justiça do Trabalho procure a orientação de um especialista na área.</p>
<p>“O Tribunal de Justiça não tem a gratuidade nesses casos. A defensoria Pública atende apenas casos relacionados aos empregados domésticos e algumas particularidades”, ressalta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Seus direitos</strong></p>
<p>O trabalhador antes de assinar a homologação deve ficar atento aos seguintes direitos:</p>
<p>&#8211; pagamento de 13º salário e férias proporcionais com acréscimo de 1/3;</p>
<p>&#8211;  multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);</p>
<p>&#8211; horas extras e,</p>
<p>&#8211; pagamento do salário proporcional aos dias trabalhados</p>
<p>É ainda importante discriminar na homologação trabalhista o motivo do término contratual (demissão por justa causa, por exemplo), porque as diferentes modalidades refletem no pagamento das verbas rescisórias.</p>
<p>Caso haja erros no pagamento das verbas rescisórias e assinadas na homologação, eles podem ser futuramente contestados pelo trabalhador dentro do prazo prescricional de 2 anos, conforme artigo 11 da CLT. Sindicatos e o Ministério Público do Trabalho (MPT) também podem recorrer à Justiça quando houver irregularidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://www.cut.org.br/" target="_blank" rel="noopener">CUT Brasil</a> | Escrito por: Rosely Rocha | Editado por: Marize Muniz | Imagem: Reprodução</em></p>
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		<title>Governo Bolsonaro acaba com política de valorização do salário mínimo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2019 03:57:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[salario minimo]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto apresentado nesta segunda-feira estabelece que valor em 2020 será de R$ 1.040, sem levar em conta aumento real; política de valorização foi negociada por sindicatos com o governo Lula O governo Bolsonaro anunciou o valor do salário mínimo para 2020, de R$ 1.040, aumento de R$ 42 sobre...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Projeto apresentado nesta segunda-feira estabelece que valor em 2020 será de R$ 1.040, sem levar em conta aumento real; política de valorização foi negociada por sindicatos com o governo Lula</h3>
<p class="" style="text-align: justify;">O governo<strong> Bolsonaro</strong> anunciou o <strong>valor do salário mínimo</strong> para 2020, de R$ 1.040, aumento de R$ 42 sobre ao atuais R$ 998. O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apresentado nesta segunda-feira (15) pela equipe econômica leva em conta somente a reposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional do Preços ao Consumidor), <strong>sem aumento real</strong>.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">De acordo com o <a class="external-link" title="" href="https://www.dieese.org.br/notatecnica/2019/notaTec201SalarioMinimo.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Dieese</a>, estima-se que <strong>48 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo</strong>. Quando subiu para R$ 998, em 2019, o incremento de renda na economia foi de R$ 27,1 bilhões. Na arrecadação tributária sobre o consumo, esse incremento foi da ordem de R$ 14,6 bilhões.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Assim, o governo coloca um fim na política de valorização do salário mínimo adotada desde 2004 e estabelecida por lei desde 2007. A fórmula, negociada pelas centrais sindicais com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previa um mecanismo de valorização que repunha as perdas inflacionárias desde o último reajuste, pelo INPC; concedia aumento real de acordo com o crescimento do PIB referente ao ano anterior; e antecipava gradativamente, a cada ano, a data de reajuste, até fixá-la em 1º de janeiro.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Além disso, estabeleceu-se um longo processo de valorização que de 2004 a 2019 significou reajuste acumulado de 283,85%, enquanto a inflação (INPC-IBGE) foi de 120,27%. Em janeiro, terminou a validade da Lei 13.152, de 2015, <a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/01/salario-minimo-aguarda-reajuste-e-definicao-de-regras" target="_blank" rel="noopener noreferrer">que fixava essas regras para o piso nacional.</a></p>
<p class="" style="text-align: justify;">A proposta de LDO do governo Bolsonaro segue para votação do Congresso Nacional onde passa primeiro pela Comissão Mista de Orçamento. Após apreciação de deputados e senadores, o texto deve ser sancionado por Bolsonaro até 17 de julho.</p>
<p class=""> </p>
<h3><b>Participação social</b></h3>
<p class="" style="text-align: justify;">A política de valorização do salário mínimo foi conquistada graças à <a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2019/04/extincao-de-conselhos-sociais-reforca-linha-autoritaria-de-bolsonaro" target="_blank" rel="noopener noreferrer">participação socia</a>l, em ação conjunta das centrais sindicais, por meio das Marchas a Brasília, realizadas anualmente entre 2004 e 2009.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">As duas primeiras, em 2004 e 2005, conquistaram reajustes expressivos para o salário mínimo nos anos seguintes. Com a terceira Marcha, no final de 2006, foram conquistados o aumento do valor do salário mínimo de 2007 e a adoção de uma política de valorização desta remuneração, que passou a vigorar a partir de 2008.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Assim, entre maio de 2005 e janeiro de 2016, o aumento real acumulado do salário mínimo foi de 72,98%. Nos dois anos subsequentes, entretanto, o percentual de reajuste que recaiu sobre o salário mínimo foi inferior ao INPC-IBGE (menos 0,1%, em 2017, e menos 0,25, em 2018), impondo-lhe perda de 0,34%.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Com o valor fixado em janeiro de 2019, o salário mínimo acumula, desde maio de 2004, aumento real de 74,33%. Essa valorização teve impacto direto no aquecimento da economia nacional, já que esses reajustes atingem a base da pirâmide social, refletindo-se em aumento de consumo e da atividade econômica.</p>
<p class=""> </p>
<h3>Sem concursos públicos em 2020</h3>
<p style="text-align: justify;">No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem também não há previsão e realização de qualquer concurso público. “A prerrogativa, nesse momento, é sem previsão de concursos públicos”, declarou o secretário-adjunto da Fazenda do Ministério da Economia, Esteves Colnago.</p>
<p style="text-align: justify;">Também não há previsão de reajustes para o funcionalismo público, exceção feita aos militares, que terão ganhos de acordo com a reestruturação da carreira proposta pelo governo.</p>
<p><em>Fonte: RBA | www.redebrasilatual.com.br | Foto: Agnaldo Azevedo/CUT</em></p>
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		<title>Bolsonaro ignora realidade do mercado de trabalho e põe em risco a Previdência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2019 20:33:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Se a reforma da Previdência for aprovada, com a atual realidade do mercado de trabalho e da economia brasileira, daqui a 30 anos o resultado será o fim do financiamento Previdência Social, diz Fagnani O governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer impor aos trabalhadores e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><em>Se a reforma da Previdência for aprovada, com a atual realidade do mercado de trabalho e da economia brasileira, daqui a 30 anos o resultado será o fim do financiamento Previdência Social, diz Fagnani</em></h3>
<p>O governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer impor aos trabalhadores e trabalhadoras uma reforma da Previdência com regras equivalentes ou até mais duras do que as praticadas em países desenvolvidos, desconsiderando completamente a situação do mercado de trabalho brasileiro, que registra recordes nos números de desemprego e de contratações precárias.</p>
<p>As consequências desta reforma neste cenário, segundo o economista e professor da Unicamp, Eduardo Fagnani, serão o fim do financiamento da Previdência Social e a extinção do direito à proteção na velhice.</p>
<p>“Essa reforma quer impor regras de países desenvolvidos, com IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] elevado, e desconsidera completamente que essa não é a realidade do Brasil, que ocupa a 9ª posição em desigualdade numa relação de 198 países, com um mercado de trabalho cada vez mais precarizado”, diz o professor.</p>
<p> </p>
<p><strong>A realidade do mercado de trabalho brasileiro</strong></p>
<p>Atualmente, 52,6% dos trabalhadores brasileiros estão fora do sistema pleno de proteção social, isso sem considerar os 13,1 milhões de desempregados e os 4,9 milhões de desalentados, que desistiram de procurar emprego depois de muito procurar.</p>
<p>Esses trabalhadores (52,6%) não têm vínculo empregatício e, portanto, não têm proteção para o futuro, não têm acesso aos benefícios do INSS e não têm direito a FGTS. Trabalham por conta, são contratados de forma precária ou como Pessoa Jurídica, os chamados PJ’s.</p>
<p>Já os empregados com carteira assinada respondem por apenas 38,9% da força ocupada e os servidores públicos, 8,5%.</p>
<p>Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do IBGE, e foram compilados pelos economistas José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), e Juliana Damasceno de Sousa, pesquisadora do Ibre/FGV.</p>
<p> Segundo o professor Eduardo Fagnani, o Brasil tem hoje 170 milhões de pessoas entre 14 e 65 anos em idade ativa. Desse total, 100 milhões fazem parte da População Economicamente Ativa (PEA), que estão no mercado de trabalho ou tentando se inserir, e 70 milhões estão fora, são aqueles que não trabalham nem estudam, que estão fora do mercado e outros, que é uma minoria, só estudam.</p>
<p> </p>
<p>Do total da PEA, 27,9 milhões de trabalhadores estão subutilizados, segundo o IBGE – 13,1 milhões desempregados, 9,9 milhões subempregados e 4,9 milhões que não conseguem procurar empregos. Portanto, “estamos falando de uma população ocupada de aproximadamente 72,1 milhões de pessoas e de uma população excluída de 100 milhões”, diz Fagnani.</p>
<p>“Desse total, mais da metade trabalha sem carteira assinada e sem proteção. Com a reforma Trabalhista que ainda está sendo implementada, aqueles que ainda têm alguma proteção podem perdê-la a qualquer momento e terão dificuldade de contribuir com a Previdência Social”, explica Fagnani.</p>
<p> </p>
<p><strong>Desmonte do financiamento</strong></p>
<p> Para o professor da Unicamp, se a reforma de Bolsonaro passar, daqui a 30 anos o resultado será o fim do financiamento do caixa da Previdência Social.</p>
<p> Isso porque, explica Fagnani, com a difícil realidade do mercado de trabalho sem proteção social, mais a proposta que pretende instituir o regime de capitalização, não existirá no futuro quem continuará pagando o Regime Geral de Previdência Social (RGPS).</p>
<p> “A Previdência Social como conhecemos pode simplesmente acabar. Aí teremos uma massa de trabalhadores numa corrida de obstáculos que jamais conseguirá vencer”, diz o professor.</p>
<p> </p>
<p><strong>BPC</strong> </p>
<p>A consequência do desmonte, diz Fagnani, será a migração de cerca de 70% a 80% da população para a proteção social, o chamado Benefício de Prestação Continuada, que, segundo a proposta de Bolsonaro, terá o valor rebaixado de um salário mínimo para R$ 400.</p>
<p>“E além do valor rebaixado, há o risco de não haver correção monetária, ou seja, o governo poderá deixar esse valor congelado por 5, 7 ou até 10 anos. E o que era R$ 400 pode se transformar ainda em R$ 250”.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: CUT Brasil, 04 de abril de 2019</p>
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		<title>Para juiz, MP sobre financiamento &#8216;cassa a liberdade sindical&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 12:47:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[Desembargador do TRT paulista concedeu liminar a sindicato, em mais uma decisão que anula efeitos da medida editada pelo governo Dezenas de entidades já conseguiram liminares para barrar a Medida Provisória (MP) 873, do dia 1º, sobre financiamento sindical. Nesta sexta-feira (29), saiu uma decisão...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="nitfSubtitle">Desembargador do TRT paulista concedeu liminar a sindicato, em mais uma decisão que anula efeitos da medida editada pelo governo</h3>
<p>Dezenas de entidades já conseguiram liminares para barrar a Medida Provisória (MP) 873, do dia 1º, sobre financiamento sindical. Nesta sexta-feira (29), saiu uma decisão em segunda instância, do vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), desembargador Rafael Pugliese, a favor do Sindicato dos Motoristas de São Paulo.</p>
<p>A liminar refere a uma das empresas da base, a Mobibrasil Transportes, no sentido de garantir o desconto das mensalidades dos sócios do sindicato diretamente na folha de pagamento. Pela convenção coletiva da categoria, desde que autorizadas pelo empregado as empresas devem efetuar o desconto, que corresponde a 2% do salário-base.</p>
<p>A MP do governo permite apenas cobrança por meio de boletos bancários, dificultando o repasse e onerando as entidades. Algumas ações diretas de inconstitucionalidade aguardam julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator, ministro Luiz Fux, encaminhou as ações para o plenário.</p>
<p>O desembargador Pugliese – que foi contra decisão dada em primeira instância – considerou a medida do governo uma intromissão do Estado na vida sindical. &#8220;Interdita qualquer liberdade de escolha dos respectivos procedimentos, como ainda institui uma única fórmula para a arrecadação por meio dos boletos. Não há nada que possa estar mais em desacordo com o sentido de liberdade do que o ato que cassa as liberdades. E aqui é a liberdade sindical que está sendo cassada&#8221;, declarou.</p>
<p>Ele também citou garantias consolidadas na Constituição de 1988 e disposições da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tratam da liberdade sindical e do reconhecimento da negociação coletiva.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fpara-juiz-mp-sobre-financiamento-cassa-a-liberdade-sindical%2F&amp;linkname=Para%20juiz%2C%20MP%20sobre%20financiamento%20%E2%80%98cassa%20a%20liberdade%20sindical%E2%80%99" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fpara-juiz-mp-sobre-financiamento-cassa-a-liberdade-sindical%2F&amp;linkname=Para%20juiz%2C%20MP%20sobre%20financiamento%20%E2%80%98cassa%20a%20liberdade%20sindical%E2%80%99" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fpara-juiz-mp-sobre-financiamento-cassa-a-liberdade-sindical%2F&amp;linkname=Para%20juiz%2C%20MP%20sobre%20financiamento%20%E2%80%98cassa%20a%20liberdade%20sindical%E2%80%99" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fpara-juiz-mp-sobre-financiamento-cassa-a-liberdade-sindical%2F&amp;linkname=Para%20juiz%2C%20MP%20sobre%20financiamento%20%E2%80%98cassa%20a%20liberdade%20sindical%E2%80%99" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fpara-juiz-mp-sobre-financiamento-cassa-a-liberdade-sindical%2F&amp;linkname=Para%20juiz%2C%20MP%20sobre%20financiamento%20%E2%80%98cassa%20a%20liberdade%20sindical%E2%80%99" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fpara-juiz-mp-sobre-financiamento-cassa-a-liberdade-sindical%2F&#038;title=Para%20juiz%2C%20MP%20sobre%20financiamento%20%E2%80%98cassa%20a%20liberdade%20sindical%E2%80%99" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/para-juiz-mp-sobre-financiamento-cassa-a-liberdade-sindical/" data-a2a-title="Para juiz, MP sobre financiamento ‘cassa a liberdade sindical’"></a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Quem já está aposentado também corre riscos com reforma de Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 11:59:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[reforma trabalhista]]></category>
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					<description><![CDATA[Regime de capitalização pode levar à falência do INSS, que paga quase 70% das aposentadorias no Brasil; seguridade social também corre perigo. Projeto de “reforma” deve ser apresentado nesta quarta A proposta de “reforma” da Previdência do governo Jair Bolsonaro deve ser anunciada nesta quarta-feira (20). No...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Regime de capitalização pode levar à falência do INSS, que paga quase 70% das aposentadorias no Brasil; seguridade social também corre perigo. Projeto de “reforma” deve ser apresentado nesta quarta</h3>
<p class="" style="text-align: justify;">A proposta de <a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/02/aposentadoria-e-para-viver-nao-para-receber-so-a-beira-da-morte" target="_blank" rel="noopener noreferrer">“reforma” da Previdência</a> do governo Jair Bolsonaro deve ser anunciada nesta quarta-feira (20). No mesmo dia, as centrais CUT, CTB, Força Sindical, Intersindical, CSP-Conlutas, CGTB, CSB e Nova Central farão uma <a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/02/assembleia-nacional-na-praca-da-se-prepara-resistencia-a-reforma-da-previdencia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assembleia unificada</a> dos trabalhadores na Praça da Sé, em São Paulo, para construir ações de resistência à reforma. Caso o regime de capitalização pretendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, seja realmente aprovado, quem já está aposentado também corre riscos.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Esse regime, em que cada trabalhador é responsável por poupar para sua aposentadoria, poderia resultar na total <a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2018/10/especialistas-criticam-proposta-de-bolsonaro-sobre-capitalizacao-da-previdencia" target="_blank" rel="noopener noreferrer">falta de recursos</a> para o INSS. “A capitalização não determina esse tipo de contribuição e vai desidratar a Previdência pública. Isso ameaça, sim, quem já está aposentado”, afirma a economista Patricia Pelatieri, do Dieese.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">O Regime Geral da Previdência (RGPS) foi responsável por 93,5% dos benefícios concedidos em 2017. Desse total, 68,4% correspondem a aposentadorias do INSS.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">“Essa reforma casa com a <a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2019/02/mp-de-bolsonaro-desmonta-previdencia-rural-e-cruel-para-trabalhador-do-campo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Medida Provisória 871</a>, que trata da revisão de todos os benefícios, e abre a possibilidade de revisar qualquer coisa que o Ministério da Economia considere suspeito”, critica a coordenadora de pesquisa do Dieese.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">A MP 871 está em vigor desde 18 de janeiro, e mira auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, pensões por morte, aposentadoria do trabalhador rural, auxílios-reclusão, auxílio-acidente, Benefício de Prestação Continuada (BPC) pago aos idosos carentes e a pessoas com deficiência.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Se a reforma passar da maneira como vem sendo ventilada pelo governo Bolsonaro, será o caminho para o fim dessa Previdência pública e da seguridade social, avalia a economista. “É um mercado muito cobiçado para os vendedores de previdência privada.”</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Patrícia lembra que em nenhum país do mundo o regime de capitalização da Previdência deu certo. “O custo de migração é muito alto e o trabalhador, quando aposenta, acaba tendo menos que a renda mínima para sobreviver”, relata. “No fim, o Estado acaba tendo de voltar a contribuir. Ou seja, só o sistema financeiro ganha por gerir esse mercado milionário de venda de planos privados de previdência ou para administrar a capitalização.”</p>
<h3><b>O horror da capitalização no Chile e no México</b> </h3>
<p class="" style="text-align: justify;"><a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/12/modelo-para-bolsonaro-previdencia-do-chile-atende-so-50-dos-pedidos-de-aposentadoria" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Implantado no Chile</a> nos anos 1980, durante o governo do ditador Augusto Pinochet – como qual o economista Paulo Guedes colaborou –, o regime de capitalização da Previdência levou ao empobrecimento dos aposentados do país. O índice de <a class="internal-link" title="" href="https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/12/modelo-para-bolsonaro-previdencia-do-chile-atende-so-50-dos-pedidos-de-aposentadoria/sem-aposentadoria-no-chile-idosos-cometem-suicidio" target="_blank" rel="noopener noreferrer">suicídio entre idosos chilenos</a> é um dos maiores do mundo.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Nove em cada dez aposentados chilenos recebem o equivalente a menos de 60% do salário mínimo local. Longe dos 70% preconizados pelos idealizadores do programa de capitalização, a aposentadoria média dos chilenos corresponde a 38% da renda que eles tinham ao se aposentar, segundo pior resultado entre os 35 países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).</p>
<p class="" style="text-align: justify;">No México, onde a capitalização foi adotada em 1997, a situação é ainda pior. Muitos trabalhadores não têm carteira assinada e não conseguem contribuir. Atualmente, 77% dos idosos já não contam com benefício de aposentadoria e 45% da população mexicana vive na extrema pobreza.</p>
<h3><b>Tramitação da reforma da Previdência</b></h3>
<p class="" style="text-align: justify;">Se o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seguir à risca o regimento da casa legislativa, o texto da reforma da Previdência passará por um processo longo.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">De acordo com a Secretaria-Geral da mesa da Câmara, o recesso carnavalesco começa na quarta-feira (27 de fevereiro) e dura a semana inteira seguinte, inclusive após a quarta-feira de cinzas. Os trabalhos só seriam realmente retomados na segunda-feira 11 de março.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), primeiro será analisada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) – que ainda não está definida e pode ser que ocorra somente após o Carnaval. Pelo regimento da Câmara, o prazo para análise na CCJ é de cinco sessões.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Após a CCJ, o texto vai para uma comissão especial, que ainda será formada. O prazo mínimo para apreciação é de 10 sessões, para apresentação de emendas. O máximo é de 40 sessões.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Depois, passa por votação em dois turnos tanto na Câmara dos Deputados. Para ser aprovada PEC precisa de 308 votos, três quintos do total de 513 deputados. Se passar na Câmara, segue para o Senado, onde também tem de ser submetida à CCJ e a uma comissão especial. Nesse período, as votações podem ser obstruídas pela oposição, o que pode atrasar o processo.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Para ser aprovada no Senado são necessários três quintos dos votos (54) do total de 81 senadores. Se houver alguma alteração em relação ao texto votado na Câmara, o texto volta para lá para ser votado novamente.</p>
<p class="" style="text-align: justify;">Caso realmente queira aprovar a reforma até julho, como Rodrigo Maia chegou a anunciar, terá de incluir votações de segunda a sexta-feira, além da convocação de deputados para garantir quórum.</p>
<p class=""><em>Fonte: RBA | www.redebrasilatual.com.br | Escrito por: Cláudia Motta | Foto: NO+AFP</em></p>
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		<title>Com modelo de reforma de Fraga, Bolsonaro pode ampliar ataque a direitos</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2018 15:40:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[A economia que com o projeto de Temer de reforma da Previdência seria de R$ 802,3 bilhões passaria a R$ 1,27 trilhão, dinheiro que deixaria de ir para benefícios aos trabalhadores Com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições deste ano, a proposta de...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>A economia que com o projeto de Temer de reforma da Previdência seria de R$ 802,3 bilhões passaria a R$ 1,27 trilhão, dinheiro que deixaria de ir para benefícios aos trabalhadores</h3>
<p style="text-align: justify;">Com a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas eleições deste ano, a proposta de reforma da Previdência pode adotar um modelo ainda mais radical no que tange aos ataques aos direitos dos trabalhadores. A imprensa comercial noticiou na quinta-feira (1) que a equipe de Bolsonaro recebeu um estudo do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e do especialista em Previdência Paulo Tafner, que propõe ampliar os cortes pretendidos pela proposta de Michel Temer. A economia que com o projeto de Temer seria de R$ 802,3 bilhões passaria a R$ 1,27 trilhão em dez anos, um dinheiro que certamente deixaria de ir para os benefícios previdenciários dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align: justify;">“Nós não sabemos ao certo quais as propostas que estão sendo estudadas pela equipe de governo do Jair Bolsonaro. No programa de governo dele não havia esse detalhamento, era muito genérico. Mas o que foi noticiado é que um grupo de trabalho de pesquisadores e economistas, do qual participa o Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, apresentou para essa equipe do Bolsonaro uma proposta que tem semelhanças com a proposta do Temer, mas ela é ainda mais ampla e profunda, tem um impacto ainda maior sobre a seguridade social e sobre a Previdência social pública”, afirmou o Supervisor do escritório do Dieese em São Paulo, Victor Pagani, em entrevista ao <em>Seu Jornal</em>, da TVT, nesta sexta-feira (2).</p>
<p style="text-align: justify;">Tão grave quanto o ataque ao bolso do trabalhador é o caminho proposto pelo estudo apresentado, que para viabilizar a reforma pretende a retirada dos direitos previdenciários e da assistência social da Constituição. “Isso vai permitir que eventualmente, no futuro, sejam feitas outras alterações com mais facilidade, sem precisar aprovar uma nova PEC (<em>Proposta de Emenda Constitucional</em>)”, afirma Pagani.</p>
<p style="text-align: justify;">“Isso é ruim para os trabalhadores, porque a retirada de direitos vai ficar mais fácil caso essa proposta seja aprovada”, defende o especialista.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o deputado distrital Chico Vigilante (PT), que divulgou nas redes sociais vídeo sobre o tema, a proposta de Fraga historicamente e frente a reformas de governos anteriores, será a mais drástica mudança se não houver mobilização e resistência por parte da sociedade. Vigilante destaca que o plano apresentado por Fraga foi elaborado para uma possível candidatura do apresentador de televisão Luciano Huck, candidatura que não chegou a se consolidar.</p>
<p style="text-align: justify;">“Dentre outros absurdos, esse plano determina que a aposentadoria só se dará aos 65 anos para os homens, e 62 para as mulheres. Mas tem um detalhe muito grave: mesmo você completando a idade para se aposentar com a aposentadoria completa, sem cortes, você tem que ter contribuído durante 40 anos. Sem essa contribuição, você não terá a aposentadoria integral”, diz. “A expectativa é que a maioria das pessoas vai se aposentar com metade do salário que ganhava”, afirma ainda. Para Vigilante, também é bastante grave a ideia de querer tirar a Previdência da Constituição.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma outra mudança é que o estudo apresentado prevê a implantação do regime de capitalização de forma progressiva, gradual, até 2040. “O atual regime é de solidariedade, portanto, quem está trabalhando hoje paga a aposentadoria, e o regime pretendido é inspirado no modelo chileno, que foi aprovado durante o governo Pinochet, que é esse regime de capitalização”, afirma o representante do Dieese. “A experiência chilena mostra os perigos disso – no futuro, de acordo com os riscos de mercado, e do valor das taxas cobradas pelo sistema financeiro para administrar esses fundos, você pode ter, como ocorreu no Chile, os valores das aposentadorias muito baixos, inferiores inclusive ao salário mínimo. Essa é uma diferença marcante entre as propostas, porque agora estão querendo que o salário mínimo deixe de ser o piso previdenciário. Querem que as pessoas ao se aposentar recebam benefícios inferiores ao salário mínimo”, diz Pagani.</p>
<p style="text-align: justify;">Os defensores da reforma falam em pagar 70% do salário mínimo e em desvincular esses benefícios. “Se o salário mínimo for reajustado e tiver um ganho real, isso não seria repassado para o piso previdenciário”, afirma o especialista à TVT.</p>
<p style="text-align: justify;">“Não há também informações de que vai haver cobrança dos grandes devedores no que tange às empresas. E a soma dessas dívidas é superior a R$ 400 bilhões. Também não fica claro o que vai ser feito em relação às desonerações. A proposta está centrada no corte de despesas e não tem um detalhamento do que vai ser feito para haver um aumento das receitas da Previdência”, afirma Pagani.</p>
<p style="text-align: justify;">A proposta também prevê a criação de um fundo próprio para as Forças Armadas. “E um possível aumento da alíquota de contribuição, mas isso também o Mourão disse que não é bem assim. Está tudo muito nebuloso, vamos ter de esperar essas propostas se concretizarem”, diz Pagani.</p>
<p style="text-align: justify;">As centrais sindicais já estão se preparando para fazer oposição a essas propostas que retiram direitos dos trabalhadores.</p>
<p> </p>
<p><em>Fonte: RBA | www.redebrasilatual.com.br</em></p>
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		<title>Terceirização irrestrita é passo para extinção dos concursos e do serviço público</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Sep 2018 13:18:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[concursos]]></category>
		<category><![CDATA[serviços público]]></category>
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					<description><![CDATA[Para entidades, uso de mão de obra terceirizada em vez de concursados no serviço público é mais um retrocesso de Temer que precisa ser revertido São Paulo – O decreto de Michel Temer que expande as possibilidades de contratação de mão de obra terceirizada no...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="nitfSubtitle">Para entidades, uso de mão de obra terceirizada em vez de concursados no serviço público é mais um retrocesso de Temer que precisa ser revertido</h3>
<p>São Paulo – O decreto de Michel Temer que expande as possibilidades de contratação de mão de obra terceirizada no serviço público representa mais um passo para a extinção da contratação de servidores qualificados por meio de concursos públicos. &#8220;A medida representa mais um passo para a extinção dos concursos, com o objetivo de reduzir a capacidade do Estado em responder às necessidades do povo brasileiro&#8221;, afirma o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindsep), Oton Pereira Neves. A informação é do portal da CUT.</p>
<p>De acordo como o sindicalista, a medida deve agravar as más condições de trabalho no serviço público e ampliar a exploração do trabalhador. &#8220;A terceirização aprofunda ainda mais a precarização das relações de trabalho”, afirma. </p>
<p>Em nota, a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), que representa mais de 80% dos trabalhadores no Executivo, reforça o entendimento de que o Decreto 9.507, publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (24), tem “potencial para fragilizar ainda mais o setor público, que já vem sendo fortemente atacado”.</p>
<p>“Todos os movimentos feitos por esse governo vão na direção de promover o desmonte completo dos serviços públicos. Tal objetivo foi traçado desde a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 95/16, que congela investimentos do setor por 20 anos”, afirma nota publicada pela Condsef.</p>
<p>Para o secretário-adjunto de Relações do Trabalho da CUT, Pedro Armengol, que é também diretor da Condsef, a ameaça de privatização do serviço público no país deve chamar a atenção dos trabalhadores para o cenário eleitoral, visto como oportunidade de reverter as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo Temer.</p>
<p>“Depois que o Supremo autorizou a terceirização sem limites na iniciativa privada, só nos resta eleger candidatos progressistas tanto para o Executivo como para o Legislativo, a fim de reverter essa reforma administrativa que vem sendo feita por esse governo golpista através de portarias e decretos. Estamos vivendo um estado de exceção. Por isso, a luta é política e passa pelas eleições de outubro”, ressalta Armengol. </p>
<p>O texto do decreto, segundo a CUT, tenta disfarçar a terceirização ilimitada do serviço público federal ao listar algumas hipóteses com restrição à contratação de serviço indireto, como quando os serviços forem “considerados estratégicos para o órgão ou a entidade, cuja terceirização possa colocar em risco o controle de processos e de conhecimentos e tecnologias”.</p>
<p>No entanto, essas vedações não estão impostas aos serviços auxiliares, instrumentais ou acessórios. Até então, a terceirização no serviço público era permitida apenas em atividades secundárias, como conservação, limpeza, segurança, vigilância e transportes.</p>
<p>Com o decreto, os servidores públicos estarão sujeitos a redução de salários, aumento de jornada e no número de acidentes de trabalho – como ocorre na maioria dos setores que abusam do emprego de mão de obra terceirizada.</p>
<p>Segundo estudo feito pelo Dieese, os terceirizados ganham em média 25% menos, se acidentam 60% mais e trabalham 12 horas a mais por mês. A rotatividade da mão de obra também é o dobro da registrada em relação ao contratado direto.</p>
<p>O decreto de Temer ainda chama atenção para a fragilidade da garantia dos direitos trabalhistas básicos – como o pagamento do salário – ao trabalhador terceirizado. No texto, está expresso que os contratos deverão desenvolver mecanismos para aferir a qualidade da prestação dos serviços, com adequação do valor do pagamento do contrato dependendo desse resultado.</p>
<p>A responsabilidade da Administração Pública quanto à garantia dos direitos trabalhistas também é anulada pelo decreto. O texto dispõe de cláusulas que deixam exclusivamente sob responsabilidade da empresa contratada o pagamento das obrigações trabalhistas, previdenciárias e contribuições com o FGTS.</p>
<p>“Na história da terceirização, o que mais existe é empresa de terceirização que dá calote nos trabalhadores. E se o trabalhador não tem a garantia da quitação dos direitos trabalhistas pela Administração Pública, vai sair com uma mão na frente e a outra atrás. E ninguém vai pagar por isso”, avalia o presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues. </p>
<p>Fonte: <a href="https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/09/terceirizacao-irrestrita-e-passo-para-extincao-dos-concursos-dizem-servidores-concursos-terceirizacao-no-setor-pode-tornar-trabalho" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2018/09/terceirizacao-irrestrita-e-passo-para-extincao-dos-concursos-dizem-servidores-concursos-terceirizacao-no-setor-pode-tornar-trabalho</a></p>
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		<title>Depois da reforma de Temer, só o trabalho intermitente cresce</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jul 2018 22:55:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[País fechou vagas em junho, na primeira queda do ano. Números divulgados hoje mostram mais uma vez que mercado, apesar do discurso, não cria as vagas necessárias para impulsionar a economia Sem criar vagas em junho, na primeira queda do ano, o emprego formal mostra...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="nitfSubtitle">País fechou vagas em junho, na primeira queda do ano. Números divulgados hoje mostram mais uma vez que mercado, apesar do discurso, não cria as vagas necessárias para impulsionar a economia</h3>
<p>Sem criar vagas em junho, na primeira queda do ano, o emprego formal mostra a estagnação do mercado de trabalho e da economia. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho, no mês passado foram fechados 661 postos de trabalho com carteira assinada, com 1,167 milhão de contratações e 1,168 milhão de demissões. Só o que cresceu foi a modalidade intermitente, criada com a &#8220;reforma&#8221; e que não significa uma garantia de trabalho efetivo.</p>
<p>No primeiro semestre, o saldo foi de 392.461 vagas, crescimento de 1,04% no estoque, de 38,2 milhões. Em 12 meses, fica ainda menor: 280.093 empregos formais, variação de 0,74%.</p>
<p>Segundo o Ministério, o saldo do trabalho intermitente foi 2.688 vagas no mês passado. Metade (1.348) no setor de serviços, com destaque para a função de assistente de vendas.</p>
<p>Os dados positivos do Caged se concentraram na agropecuária, com saldo de 40.917 empregos, com destaque para o cultivo de café (14.024) e de laranja (8.903). O setor de serviços ficou estável, com apenas 589 vagas a mais. O comércio fechou 20.971 postos de trabalho (-0,23%) e a indústria, 20.470 (-0,28%). </p>
<p>De janeiro a junho, a indústria abre 75.726 vagas (1,05%) e o comércio elimina 94.839 (-1,05%). Os serviços criam 279.130 (1,67%) e a agropecuária tem o maior crescimento percentual, de 4,51%, com saldo de 70.334 empregos formais. A administração pública abre mais 13.578 (1,76%) e a construção civil, 42.521 (2,12%). O saldo do Caged em 12 meses se concentra na área de serviços.</p>
<p>E o mercado formal segue &#8220;trocando&#8221; trabalhadores e reduzindo a remuneração. Em junho, o salário médio dos admitidos era de R$ 1.534,69, enquanto os que foram dispensados tinham ganho médio de R$ 1.688,25.</p>
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		<title>Com poucas chances de aprovação, Planalto tenta última cartada pela reforma da Previdência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2018 15:26:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[Estratégia é negociar derrubada de vetos relacionados ao Refis para microempresas e ao Funrural, mas insatisfação é grande. Oposição quer obstruir pauta até arquivamento da matéria Na abertura dos trabalhos do Congresso em 2018, neste dia 5/2/18, a reforma da Previdência continua sendo o assunto...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align: justify;">Estratégia é negociar derrubada de vetos relacionados ao Refis para microempresas e ao Funrural, mas insatisfação é grande. Oposição quer obstruir pauta até arquivamento da matéria</h3>
<p style="text-align: justify;">Na abertura dos trabalhos do Congresso em 2018, neste dia 5/2/18, a reforma da Previdência continua sendo o assunto da vez. A diferença é que, agora, a tendência predominante é pelo adiamento da matéria, ainda que o governo se proponha a mudar projetos de lei já aprovados, referentes ao Refis para micro e pequenas empresas e à negociação de dívidas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), para reverter o quadro desfavorável.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois projetos foram votados no final do ano, mas receberam vetos de Temer no apagar das luzes de 2018 e estão na pauta de votações da Câmara nesta semana. O senador José Pimentel (PT-CE) afirmou que existe um movimento no Executivo para condicionar a derrubada do veto ao Refis do Simples Nacional à aprovação da reforma e que a oposição precisa ficar em estado de alerta. Já em relação às mudanças no Funrural, a informação foi repassada por um assessor da Casa Civil, em reservado.</p>
<p style="text-align: justify;">“Repudiamos essa postura. Não aceitaremos que se barganhe em cima de um setor da economia que gera empregos e riqueza”, afirmou Pimentel. Em relação ao texto do Refis, o veto é total ao que foi aprovado. Já em relação ao texto do Funrural, o veto diz respeito ao desconto de 100% nas multas aplicadas às dívidas dos produtores. O item foi vetado pelo presidente, mas discutido bastante entre a equipe de articulação política do Planalto e o setor agropecuário durante a votação das duas denúncias contra Temer na Câmara, no ano passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo diante de qualquer novo acordo a ser tentado, muitos consideram escassas as possibilidades de obtenção de número de votos suficientes para aprovar a reforma, principalmente depois de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter anunciado a forte disposição de não colocar o texto em pauta, diante da resistência dos parlamentares.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos deputados contrários à reforma da Previdência, senadores também atuam para que o assunto seja engavetado. A avaliação da maioria dos integrantes do Senado é que, como vários deles tentarão a reeleição ou serão candidatos a outros cargos públicos nas próximas eleições, não haverá clima para votarem o texto que sairá da outra Casa legislativa entre o meio de março e início de abril.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 14pt;"><strong>‘Como diabo da cruz’</strong></span><br /> “Aqui todo mundo está fugindo desse assunto como o diabo foge da cruz”, admitiu o próprio více-líder do governo no Senado, José Medeiros (Podemos-MT), ao confessar a dificuldade.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Câmara, o líder do PT, Paulo Pimenta (RS), já anunciou: a bancada da sigla vai obstruir toda e qualquer votação na Casa até sepultar em definitivo a proposta da reforma. Seja entre deputados da base aliada ou da oposição, a avaliação é que o governo tem, atualmente, menos votos para aprovar a proposta do que tinha em dezembro passado. Mas a ideia é não baixar a guarda, por conta da pressão do mercado financeiro sobre o tema e o compromisso que Temer tem com o empresariado.</p>
<p style="text-align: justify;">“Esse governo não tem legitimidade para sequer apresentar essa reforma. Além disso, a proposta passa ao largo de vários problemas que não são debatidos, como é caso das dívidas bilionárias de grandes empresas com a previdência, a questão das super pensões e aposentadorias, além da previdência das Forças Armadas, que tem o maior déficit”, afirmou Pimenta.</p>
<p style="text-align: justify;">Também na avaliação do líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), a população está mobilizada contra a retirada de direitos, motivo pelo qual ele não vê condições para a proposta ser votada este mês. Outro parlamentar que deu declaração enfática sobre o tema, o deputado Cabo Sabino (PR-CE), disse que “aprovar a reforma é permitir o sepultamento do Congresso”. “Essa Casa está desgastada, todo mundo sabe disso, estamos sofrendo muitas pressões da sociedade. Não dá para votar essa matéria”, observou.</p>
<p style="text-align: justify;">Com tantas declarações contrárias ao tema, o líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), conclamou os movimentos sociais para intensificarem as atividades programadas para evitar o retrocesso. O principal foco é a mobilização nacional organizada pelas centrais sindicais e movimentos populares no próximo dia 19. “Vamos debater e mostrar para o país que esta proposta não serve para a democracia, muito menos para os trabalhadores”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">“Precisamos reunir os movimentos sociais, a população, os servidores públicos, centrais sindicais e a Contag e barrar mais uma tentativa do desgoverno”, acrescentou ele, ao pedir “unidade” por parte das siglas da oposição “em defesa da democracia”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Socorro a empresários</strong><br /> A preocupação tem razão de ser. A CUT denunciou que Temer pediu socorro aos empresários para conseguir o número de votos suficientes, conforme informou a agência de notícias Reuters. Segundo o presidente da central, Vagner Freitas, o Planalto repassou a representantes do empresariado uma lista com quase 90 deputados indecisos que deverão ser pressionados pelos representantes do mercado a votar a favor da medida.</p>
<p style="text-align: justify;">“Isso demonstra, mais uma vez, que o governo golpista e seus aliados no Congresso estão pouco se importando com a vontade e a opinião da maioria da população brasileira. Eles representam apenas a si mesmos, seus patrocinadores e investidores do mercado financeiro internacional. Querem acabar com a previdência pública e privatizar nossas aposentadorias”, disse Freitas.</p>
<p style="text-align: justify;">A análise sobre as dificuldades para apreciação da reforma da Previdência também é a mesma por parte de observadores políticos. “O tempo é muito curto para aprovação de uma reforma que exige processo demorado de votação”, avalia o diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop) Alexandre Bandeira.</p>
<p style="text-align: justify;">O cientista político Rócio Barreto, por sua vez, atribui a rejeição à proposta ao desgaste do governo. Sua opinião é que a descoberta do esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal, nas últimas semanas, que resultou na saída de todos os vice-presidentes da entidade, provocou ainda mais impacto entre os políticos do que se imagina. “Não vejo forças, por parte do governo, para buscar novos votos para a matéria”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">A princípio, o que está sendo esperado, oficialmente, é que o relator da PEC da reforma (Proposta de Emenda à Constituição 287), deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), apresente um novo texto sem alterar regras do benefício de prestação continuada – voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda – e sem modificar substancialmente a regra do tempo de contribuição para aposentadorias pelo Regime Geral de Previdência. Seu relatório também prevê que governos estaduais e municípios passem a unificar os regimes de servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, a exemplo do que já acontece no governo federal desde 2013.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.fecesc.org.br/com-poucas-chances-de-aprovacao-planalto-tenta-ultima-cartada-pela-reforma-da-previdencia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.fecesc.org.br/com-poucas-chances-de-aprovacao-planalto-tenta-ultima-cartada-pela-reforma-da-previdencia/</a></p>
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		<title>Reformas trabalhista e da Previdência são ‘combinação explosiva’ para o trabalhador</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jan 2018 13:01:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[Para professor da Unicamp, propaganda do governo é enganosa para a maioria dos pobres “Esse governo tem até 2018 para implantar um programa que não foi respaldado pelas urnas, um programa liberal que se tenta implantar no Brasil há pelo menos 40 anos, e o...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Para professor da Unicamp, propaganda do governo é enganosa para a maioria dos pobres</h3>
<p style="text-align: justify;">“Esse governo tem até 2018 para implantar um programa que não foi respaldado pelas urnas, um programa liberal que se tenta implantar no Brasil há pelo menos 40 anos, e o golpe parlamentar foi essa oportunidade de implantar a chamada agenda do mercado.” É assim que o professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp) Eduardo Fagnani avalia a insistência do governo em aprovar a “reforma” da Previdência, cuja votação está agendada para acontecer em 19 de fevereiro, na Câmara dos Deputados.</p>
<p>Em entrevista concedida à Rádio Brasil Atual, Fagnani é taxativo ao dizer que a propaganda oficial mente ao dizer que os mais pobres não serão afetadas pela PEC 287. “É uma estratégia. Como se eles estivessem fazendo uma reforma que atinge apenas os marajás do serviço público. Isso não é verdade”, aponta, destacando as dificuldades que o trabalhador terá para conseguir acesso ao benefício. “Para ter aposentadoria integral precisa contribuir durante 44 anos, isso inviabiliza, ninguém mais vai ter aposentadoria integral no Brasil. Isso é superior ao tempo de contribuição que os países desenvolvidos adotam.”</p>
<p>Para o economista, a combinação dos efeitos da “reforma” trabalhista, que precariza os empregos e diminui as receitas previdenciárias, com a proposta de mudanças do governo no sistema previdenciário inviabilizam o sistema, aumentando ainda mais a desigualdade no país. “Antes da reforma trabalhista, em média, 50% do trabalho era informal, mas no Maranhão esse índice é de 75%. Essas pessoas em geral não contribuem para a Previdência e não vão conseguir ter os 15 anos (de contribuição mínima). Isso não só prejudica as camadas de menor renda mas a população que mora nas regiões Norte e Nordeste, o que vai ampliar a desigualdade regional e a desigualdade de renda no país.”</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><strong>Confira abaixo a íntegra da entrevista.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><em>A propaganda do governo diz que os mais pobres não serão afetados pela reforma da Previdência, mas, pela sua análise, mesmo com as mudanças feitas a partir da proposta original eles continuam sendo os mais afetados pela PEC 287. É isso mesmo?</em></p>
<p>Sim. A reforma também atinge os trabalhadores de menor renda, do chamado regime geral da Previdência Social. Esses trabalhadores, quase 100% dos rurais, por exemplo, recebem o piso do salário mínimo; mais de 80% dos aposentados do INSS urbano também recebem o piso. No regime geral, a média do benefício é em torno dos 1,5 a 1,6 mil reais.</p>
<p>O governo diz que esse pessoal não vai ser afetado. Mentira. Quem são os privilegiados para o governo? É o servidor público, e a propaganda enganosa do governo dá a entender que a reforma só vai atingir esse segmento, e não é verdade. A ideia do combate ao privilégio, que teria como alvo o servidor público federal, esconde o fato de que a maioria da população pobre, de baixa renda, vai ser afetada pela reforma.</p>
<p>E nem dá para dizer que o servidor público é exatamente um privilegiado. Existem poucas carreiras em que se ganha muito, mas a média da remuneração em geral é pouco maior que a do trabalhador da iniciativa privada…</p>
<p>Exatamente. A média do servidor público está em torno de quatro, cinco mil reais. Existem algumas categorias, em especial do Judiciário e do Legislativo, que têm salários acima de 30 mil reais, além de auxílio-alimentação e outros itens que transformam essa remuneração em valores altíssimos. Para restringir esses salários é muito simples, basta que se cumpra a Constituição. E o que ela diz? Nenhum salário deve ser maior que o salário do presidente da República. É muito mais fácil exercer a Constituição do que fazer uma reforma desse tipo.</p>
<p>E outra coisa importante, que pouca gente sabe, é que existem várias situações diferentes entre os servidores públicos. Você acha que o gasto da Previdência com o setor público em 2040, 2050, vai aumentar? Não vai, vai cair. Foram mais de 20 anos para aprovar uma legislação constitucional complementar em 2013 que cria o teto, qualquer servidor público que entrar no serviço público a partir de 2012 tem o teto igual ao do INSS. É outra mentira que o governo diz, porque a situação de longo prazo já foi equacionada.</p>
<p>Nessa campanha publicitária do governo, o servidor público entra como bode expiatório para desviar a atenção de outros pontos da reforma da Previdência que afetam a população.</p>
<p>É uma estratégia. Como se eles estivessem fazendo uma reforma que atinge apenas os marajás do serviço público. Isso não é verdade. Essa reforma, insisto, pega o trabalhador rural, de baixa renda, que se aposenta pelo INSS com muita dificuldade e tem uma contribuição equivalente a um salário mínimo.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><em>Sobre os efeitos dessa reforma, o valor médio da aposentadoria tende a cair e vai ficar muito mais difícil para o trabalhador conseguir a aposentadoria integral?</em></p>
<p>Aposentadoria integral acabou. Para conseguir a aposentadoria integral, que na prática é o teto de 5,5 mil reais tanto para o setor público quanto para o privado, isso vai ser impossível. Para ter aposentadoria integral precisa contribuir durante 44 anos, isso inviabiliza, ninguém mais vai ter aposentadoria integral no Brasil. Isso é superior ao tempo de contribuição que os países desenvolvidos adotam.</p>
<p>E que tem expectativa de vida maior que a do Brasil…</p>
<p>Tem tudo mais que o Brasil, expectativa de vida, renda per capita, IDH… Fizemos um documento com mais de 30 indicadores que mostram que é impossível fazer uma reforma no Brasil se inspirando no padrão dos países europeus, desenvolvidos, mas mesmo eles não exigem 44 anos de contribuição.</p>
<p>Aposentadoria integral, esquece, o que você pode ter é uma parcial. O governo queria inicialmente, para a parcial, exigir contribuição de 25 anos junto com o limite de idade, 65 anos para homens e 62 para mulheres. A sociedade gritou, eles recuaram, se tivesse 25 anos para a aposentadoria parcial, menos de 80% da população conseguiria comprovar 24 anos, excluiria todo esse segmento. Depois, baixaram para 15 anos e você pode dizer “poxa, agora está tudo bem”. Não está, e por duas razões. A primeira: com 15 anos de contribuição você tem 60% da aposentadoria. Segunda razão, antes da reforma trabalhista, já era difícil uma pessoa de baixa renda comprovar 15 anos de contribuição e quem não consegue vai para o benefício assistencial. Com a reforma trabalhista, o que vai acontecer? Vai se tornar quase impossível porque vai haver uma tendência de redução dos empregos com carteira assinada, que contribuem para a Previdência, e vão aumentar os empregos temporários.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><em>Como já está acontecendo.</em></p>
<p>Trabalho por hora, o trabalho intermitente… A tendência de contratação de pessoas jurídicas, cujas alíquotas são 50% do que paga o trabalhador com carteira assinada. A reforma trabalhista vai tornar o legal o trabalho precário. O Dieese diz que antes da reforma trabalhista uma pessoa em média, durante 12 meses, conseguia contribuir apenas nove meses por conta da rotatividade e da informalidade. Com a reforma trabalhista, vai reduzir esse período em que ele consegue contribuir. Isso também afeta os pobres, ao contrário do que eles dizem, não é uma proposta para acabar com os privilégios, mas para acabar com o direito à aposentadoria no Brasil, inclusive nas camadas de baixa renda.</p>
<p>Até porque a precarização do trabalho é maior nas camadas de mais baixa renda, e mesmo quando existe nas de alta, é possível a pessoa acessar outras alternativas, ao contrário dos mais pobres.</p>
<p>Não só nas camadas de mais baixa renda, como você falou corretamente, mas nas regiões mais pobres do país. Por exemplo, antes da reforma trabalhista, em média, 50% do trabalho era informal, mas no Maranhão esse índice é de 75%. Essas pessoas em geral não contribuem para a Previdência e não vão conseguir ter os 15 anos. Isso não só prejudica as camadas de menor renda mas a população que mora nas regiões Norte e Nordeste, o que vai ampliar a desigualdade regional e a desigualdade de renda no país.</p>
<p>O governo fala que essa reforma é para salvar a Previdência Social e que garantiria que o aposentado recebesse seu benefício no futuro. Mas, na prática, a combinação da reforma trabalhista com a da Previdência inviabiliza o sistema no curto e médio prazo com a queda da arrecadação.</p>
<p>Muito bem colocado. É uma combinação explosiva, já escrevemos isso, vários colegas, há um ano atrás. Isso vai quebrar a Previdência. Só a reforma da Previdência já tem um potencial enorme de reduzir as receitas do sistema previdenciário. O trabalhador rural não vai conseguir pagar e não vai contribuir. Por que pagar se não vai poder usar? Os jovens veem e pensam: “escuta, vou ter que contribuir 44 anos sem faltar um mês para ter aposentadoria? Dane-se, não vou contribuir”.</p>
<p>As camadas de maior renda vão para a previdência privada, que cresce 30% ao ano desde 2015. Só a reforma da Previdência tem o potencial de quebrar o sistema. Mas, juntando com a reforma trabalhista, esse potencial aumenta enormemente. As pessoas, ao invés da carteira assinada, vão estar no emprego temporário, de curta duração, com contribuição durante um período muito curto. Ou vão estar em um trabalho precário, que agora passou a ser legalizado, e não vão contribuir.</p>
<p>Esse é o projeto. Vai chegar daqui a quatro, cinco anos e não vão ver a redução da receita que vai acontecer, só vão dizer “o déficit aumentou”. Eles não querem saber que o déficit aumentou por conta da redução da receita, da recessão da economia, da reforma trabalhista que eles fizeram. O déficit aumentou, então vão tentar fazer a reforma que querem fazer, que simplesmente extingue a possibilidade de a pessoa ter direito à proteção à velhice.</p>
<p>E o governo ao mesmo tempo que investe contra o trabalhador com retirada de direitos e dificuldade de acesso à aposentadoria não demonstra se importar com ingresso de receitas por meio de cobrança de débitos bilionários. É um Robin Hood às avessas.</p>
<p>Há uma campanha terrorista. O governo não tem argumentos, não quer debate. a única maneira de fazer isso é pelo terrorismo e um deles é esse: sem a reforma da Previdência, o Brasil quebra. Mas o governo quer economizar com essa reforma, 500 bilhões em 10 anos. Hoje, a dívida das empresas com o governo é de 500 bilhões. Se cobrasse essa dívida, já faria a economia de 10 anos.</p>
<p>Tem várias alternativas para resolver essa questão, e passam pelo crescimento da economia e fazer com que não só os pobres e os trabalhadores paguem a conta. Há uma série de mecanismos de transferência de renda pra os ricos que se mantêm intocável. Esse estoque de transferência resolve facilmente o problema da Previdência.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><em>Quais são essas alternativas?</em></p>
<p>O governo quer fazer uma reforma para economizar 50 bilhões de reais anualmente em um período de 10 anos. Ele poderia rever, por exemplo, as isenções tributárias que concede a grandes grupos econômicos que, por ano, representam 300 bilhões. O governo deixa de arrecadar todo ano 20% da receita por conta de isenções do andar de cima.</p>
<p>Segunda alternativa: o Banco Mundial diz que o Brasil só perde para a Rússia em termos de sonegação, algo em torno de 10% do PIB. O governo não só não está interessado em investir no sistema de fiscalização como dá uma licença para sonegar com o perdão da dívida. Agora, acabou de refinanciar 1 trilhão e 500 bilhões de refinanciamento por 20 anos.</p>
<p>É um escândalo. Estão cortando o dinheiro da aposentadoria rural e estão fazendo um Refis para o agronegócio, para os grandes produtores rurais. nós pagamos de juros por ano, 400, 500 bilhões. Recentemente, o governo e o Congresso Nacional, o mesmo que está muito preocupado com a Previdência, isentaram as petroleiras internacionais de impostos que se estima que representem 1 trilhão em 25 anos.</p>
<p>Só essa suposta economia que haveria com a reforma da Previdência vai por água abaixo com essa isenção às petroleiras.</p>
<p>E vai beneficiar o que? Petroleiras, à custa de penalizar 110 milhões de pessoas? Só agora, o governo, nesse rolo compressor que está fazendo para aprovar a reforma da Previdência em fevereiro, está gastando, segundo os jornais, 30 bilhões de reais. Quase o primeiro ano de economia já foi embora.</p>
<p>Sem falar na questão crucial que é o crescimento econômico. Você não pode combater só o aumento da despesa, existe a alternativa de melhorar as receitas, o que acontece com o crescimento econômico. Pela Constituição, mais de dois terços das fontes de financiamento da Previdência são contribuição do empregado e do empregador sobre a folha de salário. Se a economia cresce, aumenta o emprego, aumenta o salário, aumenta a receita. Essa é a maneira mais inteligente, vamos dizer assim, de enfrentar a questão da Previdência. Como nós vimos no passado recente. A previdência urbana foi superavitária em mais de 40 bilhões durante vários anos no período recente quando a economia cresceu.</p>
<p>Existem alternativas, mas a ideia não é essa. Esse governo tem até 2018 para implantar um programa que não foi respaldado pelas urnas, um programa liberal que se tenta implantar no Brasil há pelo menos 40 anos e o golpe parlamentar foi essa oportunidade de implantar a chamada agenda do mercado. O que está em jogo é isso, porque um programa como esse não passa pelas urnas, não tem o voto popular. Para fazer isso, não há argumentos técnicos, não se quer o debate público, plural de ideias. Tem que se fazer o que? Terrorismo. Terrorismo econômico, terrorismo financeiro, terrorismo demográfico. Nenhum dos argumentos do governos e sustenta à luz dos dados, das informações.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p><em>Qual a importância da resistência e da mobilização popular para barra essa reforma da Previdência agendada para ser votada em fevereiro.</em></p>
<p>É fundamental. Entendo que há uma certo cansaço da política, uma descrença, mas está na hora de acordar. Na Argentina, houve uma mobilização extraordinária. Sabe qual era a reforma previdenciária na Argentina? Era só mudar o indexador, a correção do benefício, e veja que comoção, que pressão que teve. No Brasil, eles querem acabar com o direito de proteção à velhice dos pobres.</p>
<p>A mobilização popular é importante e não precisa ser em Brasília, tem que se dar nos municípios, porque 2018 é um ano eleitoral. Daqui a pouco, os deputados federais, os candidatos a senador e governador vão pedir votos. Então, faça pressão agora, na base eleitoral, nos municípios. Chame assembleias e questione “deputado, o senhor quer votar a reforma da Previdência, que história é essa?”. Porque no momento seguinte ele vai pedir votos. Esse é um momento importante para que a gente tenha uma tomada de consciência da gravidade do que está sendo votado no país e que as pessoas se mobilizem para impedir esse retrocesso.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/01/reformas-trabalhista-e-da-previdencia-sao-combinacao-explosiva-para-o-trabalhador" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/01/reformas-trabalhista-e-da-previdencia-sao-combinacao-explosiva-para-o-trabalhador</a></p>
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