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		<title>Com inflação em alta e o auxílio emergencial menor, brasileiros comem menos e mal</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2020 15:33:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A taxa de inflação de famílias com rendimento domiciliar inferior a R$ 1.650 chegou a 9,8% em setembro. A disparada dos preços atinge em cheio os mais pobres, como os que estão recebendo 50% a menos de auxílio Enquanto o salário ou é reduzido ou...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">A taxa de inflação de famílias com rendimento domiciliar inferior a R$ 1.650 chegou a 9,8% em setembro. A disparada dos preços atinge em cheio os mais pobres, como os que estão recebendo 50% a menos de auxílio</h4>
<p>Enquanto o salário ou é reduzido ou não tem aumento real, os preços disparam e fica difícil até comprar produtos da cesta básica, como arroz, óleo de soja, carne e leite, o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) reduziu pela metade o valor do auxílio emergencial pago a trabalhadores informais e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus. Quando ampliou o pagamento até dezembro, Bolsonaro reduziu o valor de R$ 600 para R$ 300, contribuindo para tirar da mesa dos brasileiros vários itens básicos da alimentação.&nbsp;</p>
<p>Em outubro, a prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, atingiu 0,94%. O dobro da registrada em setembro e a maior alta para o mês em 25 anos. A comida respondeu pela metade da inflação ao consumidor, com destaques para a carne bovina (4,83%) &#8211; item de maior peso entre os alimentos -, óleo de soja (22,34%), arroz (18,48%) e leite longa vida (4,26%).</p>
<p>Segundo o boletim Focus desta terça-feira (3), publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), as estimativas para o restante do ano e para o próximo são ainda piores. Para 2020, a previsão é de até 3,02% e para 2021 até 3,11%. Isso sem contar que, para o próximo ano, não está previsto mais nenhuma parcela do auxílio emergencial.</p>
<p>“Isso é uma injustiça e um descaso porque o salário não aumenta, o auxílio diminuiu, os preços só sobem e somos obrigados a comer menos e mal para podermos sobreviver”, lamenta a trabalhadora doméstica, Quitéria da Silva Santos.</p>
<p>“A gente vai na feira numa semana e na outra o valor já subiu, e não são centavos não, é mais de um real. Os produtos que custavam três reais passaram para quatro, de quatro passa pra cinco e vai subindo desesperadamente. E quem é assalariado? O que tem o salário no mesmo valor, sem reajuste, não tem condição de se alimentar da mesma forma que se alimentava”, complementou Quitéria.</p>
<p>De acordo com a trabalhadora, ela e o marido estão sobrevivendo de cestas básicas, porque o auxílio emergencial dele diminuiu e a aposentadoria dela, de um salário mínimo, nem vem completa porque vem com os descontos de vários empréstimos consignados que fez. O que sobra é para pagar aluguel, água, luz e o gás, explica.</p>
<p>“Antes já estava difícil, quando a gente estava recebendo auxílio de R$600, e agora que diminuiu está muito mais difícil. Os alimentos que a gente considera saudáveis para certa idade, como brócolis e couve-flor, não podemos comprar e estamos vivendo mais com batata doce e ovo. E tem pessoas que nem estão conseguindo comer”, diz Quitéria.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p>Se este desgoverno [de Bolsonaro] quer que a gente coma capim, tá faltando bem pouco para atender o desejo dele.</p>
<footer>&#8211; Quitéria da Silva Santos</footer>
</blockquote>
<p>A taxa de inflação de famílias com rendimento domiciliar mensal inferior a R$ 1.650,00 chegou a 9,8% em setembro deste ano, três vezes superior à observada entre as famílias com rendimento superior a R$ 16.509,66 por mês, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicados pelo Estadão.</p>
<p>O preço dos alimentos sofreu um aumento de 9,75% entre janeiro e outubro de 2020. Considerados apenas os alimentos consumidos no domicílio, aqueles comprados em supermercados, o avanço de preços no ano foi de 12,69%.</p>
<p>A situação da diarista Maria Domingas Araujo Santos também ficou bem difícil depois da redução do valor do auxílio e da disparada de preços dos alimentos. E para piorar, ela não está recebendo mais a cesta básica que estava recebia no começo da pandemia.</p>
<p>“Sem trabalho e com R$ 300 de auxilio não tem como comprar quase nada no mercado e ainda tenho que pagar o aluguel. Ninguém consegue comer mais nem frango, agora só ovo e olhe lá. Está tudo um absurdo e a gente ainda sem poder trabalhar. Tá bem complicado”, disse Maria.</p>
<p>Os preços dos alimentos só voltarão a dar trégua no primeiro trimestre de 2021, quando houver uma recomposição da oferta de alimentos no País, disse ao Estadão, Maria Andréia, do Ipea.</p>
<p>“Essas famílias vão ter que ir ao mercado de trabalho para complementar essa renda, ou realmente vão ter que fazer um ajuste (no consumo). Vão ter que deixar de lado outras coisas que estão consumindo para manter os alimentos em casa. Em algumas famílias isso é possível fazer, e outras vão passar necessidades”, disse.</p>
<p><em>*Edição: Marize Muniz<br />Fonte: <a href="https://www.cut.org.br/noticias/com-inflacao-em-alta-e-o-auxilio-emergencial-menor-brasileiros-comem-menos-e-mal-9a5f">https://www.cut.org.br/noticias/com-inflacao-em-alta-e-o-auxilio-emergencial-menor-brasileiros-comem-menos-e-mal-9a5f</a><br /></em></p>
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		<title>Retomada da economia sem política pública piora vida das mulheres</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 07:55:10 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="dd-m-editor">
<h4>Mães solos e mulheres negras são as mais afetadas com a volta às aulas. Culpar o aumento da desigualdade e do desemprego ao não retorno das aulas é falácia e não reflete a realidade do país, dizem especialistas</h4>
<p>Preocupados em atender a pressão do empresariado, inclusive de escolas particulares, os governos federal, estaduais e municipais estão anunciando diariamente medidas para a retomada das atividades econômicas, entre elas, a volta as aulas, mesmo com a curva crescente de contaminação e morte por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, no país.</p>
<p>Na maioria dos estados, o recomeço das aulas está previsto para agosto, outros estão mais avançados e querem voltar antes. No Rio de Janeiro, escolas particulares pressionam pelo retorno à sala de aula e o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) anunciou que a volta das escolas privadas seria facultativa a partir do dia 10 de Julho.</p>
<p>Uma das falsas justificativas para o retorno das aulas é que muitas pessoas, principalmente as mulheres, não têm com quem deixar os filhos para trabalhar e podem perder seus empregos.</p>
<p>“A retomada da economia sem pensar na realidade da mulher, que é a maioria na força de trabalho, vai prejudicar ainda mais a vida delas, principalmente as negras e mães solos”, afirma a socióloga da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da CUT Nacional, Adriana Marcolino.</p>
<p>“As mulheres também não veem segurança para a retomada das aulas presenciais”, afirma Adriana se referindo a pesquisa do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), que revelou que 86,73% dos entrevistados disseram que não enviariam seus filhos para as atividades presenciais antes do ritmo da contaminação cair.</p>
<p>“Quem irá ficar com as crianças em casa, protegidas contra o coronavírus, para que essas mulheres voltem a trabalhar? Seremos mais uma vez empurradas para fora do mercado de trabalho?”, questiona Adriana.</p>
<p>Quase nove em cada dez trabalhadores &#8211; ocupados ou buscando emprego -que vivem completamente sozinhos com seus filhos menores de 14 anos no país são mulheres. Entre os quase 2 milhões de brasileiros nessa situação, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicado na Folha de S. Paulo, 1,76 milhão são do sexo feminino e 233 mil ao masculino. As negras são maioria nesse universo de mulheres vulneráveis, embora sejam 54% da força de trabalho feminina, as pretas e pardas equivalem a 64%, ou quase 1,1 milhão, das profissionais que são “mães solo”.</p>
<p>De acordo com a técnica do Dieese, mesmo nas famílias que têm os dois cônjuges é muito possível que na negociação interna da família a mãe opte por ficar cuidando do filho e o pai assuma seu posto de trabalho porque não tem com quem deixar seus filhos.</p>
<p>“No caso das mães solos a situação é muito mais grave porque elas precisam do trabalho para sustentar sua casa e a família e por outro lado não têm como defender a retomada das aulas e não podem contar com nenhuma estrutura pública e com isso são ainda mais penalizadas”.</p>
<p><strong>Dificuldades no acesso e na permanência do trabalho</strong></p>
<p><strong><span class="dd-label"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-4259" src="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadsckmulheres-na-industria-672x402xfit-40d94.jpg" alt="systemuploadsckmulheres na industria 672x402xfit 40d94" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="672" height="402" srcset="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadsckmulheres-na-industria-672x402xfit-40d94.jpg 672w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadsckmulheres-na-industria-672x402xfit-40d94-300x179.jpg 300w" sizes="(max-width: 672px) 100vw, 672px" /></span><br /></strong></p>
<p>Leila Lopes, negra, divorciada, mãe solo, moradora da periferia e caixa numa rede de restaurantes foi chamada para o retorno ao trabalho no shopping, mas preferiu ser dispensada, porque não tinha com quem deixar seu filho Rafael de 11 anos, que depende dela para estudar em casa e se alimentar. E ela não é única.</p>
<p>A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) mostrou que 7 milhões de mulheres abandonaram o mercado de trabalho na última quinzena de março, quando começou a quarentena. Além da demissão, elas têm mais dificuldades para procurar uma vaga e se manter no mercado.</p>
<p>“Esses dados demonstra a dificuldade que o país ainda encontra em garantir uma política de acesso e permanência das mulheres no mercado de trabalho e políticas adequadas de cuidados dos filhos, para que elas possam exercer suas profissões. O que a pandemia fez foi escancarar este problema e a retomada da economia piorar ainda mais”, afirma Adriana.</p>
<p>Ela conta que em Portugal, para que as mulheres conseguissem manter sua renda e garantir proteção à vida das crianças, o governo deu um vale para que as trabalhadoras pudessem contratar uma pessoa para cuidar dos seus filhos enquanto elas estão trabalhando. No Brasil, o auxílio emergencial para as mães solos no valor de R$ 1200 não chegou para muitas mulheres, principalmente as negras e da periferia.&nbsp;</p>
<p>“Esta retomada da economia antes da hora vai empurrar as mulheres para fora do mercado de trabalho, ampliando a parcela de mulheres na inatividade, que já são a maioria”, comentou Adriana. &nbsp;</p>
<div class="dd-more">&nbsp;</div>
<p><strong>Outras possibilidades</strong></p>
<p>Para a economista da Unicamp, Marilane Teixeira, muitas mulheres, principalmente as negras, que estão tendo dificuldades em administrar emprego e a responsabilidade de cuidar dos filhos vão tentar viabilizar arranjos familiares ou com vizinhos porque não tem política pública de assistência para poderem continuar trabalhando.</p>
<p>“O Estado deveria dar alguma contribuição adicional para que estas mulheres pudessem de alguma forma compartilhar responsabilidades, mas como não tem milhares de mulheres vão pedir demissão ou tentar garantir alguma estrutura na comunidade e contar com a solidariedade das pessoas para conseguirem voltar ao trabalho”, afirma.</p>
<p>O maior risco, complementa Adriana, é que muitas mulheres estão perdendo a autonomia econômica e outras estão sendo obrigadas a criar situações pouco protegidas para as crianças pra poder conseguir trabalhar. Tudo isso por falta de uma política pública que garanta a essa mulher o direito de voltar ao trabalho com tranquilidade, mantendo seus filhos seguros.</p>
<p><span class="dd-label"><img decoding="async" class=" size-full wp-image-4260" src="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadsckdivulgac3a7c3a3o-707x457xfit-4aae7.jpg" alt="systemuploadsckdivulgac3a7c3a3o 707x457xfit 4aae7" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="707" height="457" srcset="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadsckdivulgac3a7c3a3o-707x457xfit-4aae7.jpg 707w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadsckdivulgac3a7c3a3o-707x457xfit-4aae7-300x194.jpg 300w" sizes="(max-width: 707px) 100vw, 707px" /></span></p>
<p><strong>Questão de classe</strong></p>
<p>Marilane destaca que também é uma questão de classe. Com a reabertura da economia, apesar da curva de contaminação em alta, quem pode vai contratar babá para continuar trabalhando em casa, com toda família protegida, quem não pode vai se arriscar e ainda pode colocar os filhos em risco. &nbsp;</p>
<p>“A classe média vai pagar a babá para fazer seu home office ou mesmo pintar a unha, enquanto a empregada doméstica, por exemplo, que está sendo obrigada a trabalhar mesmo antes da reabertura comercial, precisa levar seu filho ao trabalho e acabou perdendo a criança porque a patroa não teve paciência em ficar com o menino enquanto a mãe levava o cachorro para passear”, disse a economista.</p>
<p>Marilane se referiu à morte de Miguel Otávio, de cinco anos, que caiu do 9º andar de um prédio de luxo, no Centro de Recife no dia 2 de junho. Naquele dia, como não tinha com quem deixar o filho, a doméstica Mirtes Renata de Souza, o levou para o trabalho e enquanto foi passear com o cachorro da patroa, a primeira-dama de Tamandaré, Sari Corte Real, deixou o filho sob seus cuidados. Como o menino pedia muito pela mãe, ela deixando que ele entrasse no elevador e ainda apertou o andar da cobertura, mas o menino apertou outros andares e acabou descendo no 9º de onde caiu de uma varanda de serviço.</p>
<p>A secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, concorda com Marilane e diz que a retomada da economia favorecerá só a classe média e alta deste país.</p>
<p>“Eu defendo o lockdown [fechamento total da economia] porque para o mercado não interessa em saber que são as mulheres pretas e pardas que estão na economia informal, no trabalho precário, com baixos salários, são as que mais precisam de renda, mas também não vão querer deixar seus filhos nas escolas para correrem o risco de perder seus filhos para a Covid-19”, ressalta.</p>
<p><strong>Papel da escola e papel do governo</strong></p>
<p>Para a professora e secretária de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Rosilene Corrêa Lima, a justificativa do governo de ter que reabrir escolas para as pessoas poderem ir trabalhar revela que a escola é vista de forma errada.</p>
<p>Segundo ela, os governantes estão distorcendo a concepção do processo educacional e transferindo para ele uma responsabilidade social do Estado sendo que o papel do governo federal e dos governos locais é investir o dinheiro público, disponível no Orçamento da União, nas políticas públicas de apoio à população pobre para, em primeiro lugar, as pessoas possam sobreviver com dignidade e, em segundo, para segurar a economia.</p>
<p>“Responsabilizar a escola pelo desemprego das mães que vivem sozinhas com seus filhos é falácia. Neste momento da pandemia, o que a gente menos precisa é desse tipo de mentira”.</p>
<p>“Mas o governo Bolsonaro, por exemplo, preferiu entregar o dinheiro público aos banqueiros, a título de ajuda por causa da pandemia. Só em março, receberam quase R$ 2 trilhões do ministro da Economia e em abril começaram a demitir milhares de bancários. É isso que aprofunda a crise econômica e não a escola aguardando a pandemia passar”, destaca Rosilene.</p>
<p>Fora que, aponta a dirigente, “tem que ser destacado que os protocolos em todo o mundo consideram escolas, faculdades e universidades como sendo os últimos espaços a serem reabertos, em função do altíssimo potencial de contágio desses lugares, o que causa, invariavelmente, repiques nos casos de contaminação”.</p>
<p><strong>As escolas estão preparadas?</strong></p>
<p><strong><span class="dd-label"><img decoding="async" class=" size-full wp-image-4261" src="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadscktorneiras20agencia2-653x391xfit-d96cd.jpg" alt="systemuploadscktorneiras20agencia2 653x391xfit d96cd" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="653" height="391" srcset="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadscktorneiras20agencia2-653x391xfit-d96cd.jpg 653w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2020/07/systemuploadscktorneiras20agencia2-653x391xfit-d96cd-300x180.jpg 300w" sizes="(max-width: 653px) 100vw, 653px" />&nbsp;</span><br /></strong></p>
<p>A Secretária de Combate ao Racismo da CUT e também professora, Anatalina Lourenço, disse que é preciso se perguntar se as escolas do país, de um modo geral, têm condições de voltar às aulas neste momento. Segundo ela, a estrutura da escola já coloca esta questão em xeque.</p>
<p>“Nas escolas públicas a gente vê escolas que só tem um lavabo com 4 torneiras para 700 alunos, um banheiro para os meninos e um para as meninas e as salas superlotadas, como é que se evita aglomeração deste jeito?”, questiona.</p>
<p>Segundo ela, se o governo estivesse comprometido de fato com o bem estar da sua população seria mais responsável em averiguar as condições dadas e ainda pagar um auxílio a nível estadual para que as mães resguardem suas vidas e as de suas crianças.</p>
<p><strong>Tem saída?</strong></p>
<p>Anatalina ressaltou que a saída não é o retorno às aulas, mas que também não existe saída mágica. Segundo ela, é por isso que os governos deveriam sentar com os sindicatos, organizações sociais, com os pais para definirem de fato o que é melhor.</p>
<p>“Não há saídas milagrosas, mas esta construção não deve ser feita de uma mão única, de cima para baixo. É preciso dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras da educação, com os alunos e país porque sozinho ninguém resolve nada. A gente precisa garantir que as crianças retornem às escolas com proteção à vida, e não correndo risco de serem contaminadas”, afirmou a dirigente.</p>
<p>“E é justamente por falta de uma ação contundente, seja de âmbito federal, estadual ou municipal que os governos agora tentam, de forma irresponsável,&nbsp; salvar economia a partir da abertura do comércio e das escolas. Isto é de uma irresponsabilidade sem precedentes”, concluiu Anatalina. &nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.cut.org.br/noticias/retomada-da-economia-sem-politica-publica-piora-vida-das-mulheres-5e40" target="_blank" rel="noopener">https://www.cut.org.br/noticias/retomada-da-economia-sem-politica-publica-piora-vida-das-mulheres-5e40</a></p>
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