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	<description>Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis</description>
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		<title>Denunciei uma situação de assédio eleitoral. E agora, o que acontece?</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Oct 2024 12:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[assédio eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
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					<description><![CDATA[Advogado especialista em Direito do Trabalho explica quais são os procedimentos tomados após o recebimento de denúncias pelo canal das centrais e do MPT O número de casos de assédio eleitoral em 2024, até agora, ainda faltando menos de uma semana para as eleições, com...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Advogado especialista em Direito do Trabalho explica quais são os procedimentos tomados após o recebimento de denúncias pelo canal das centrais e do MPT</em></p>
<p>O número de casos de assédio eleitoral em 2024, até agora, ainda faltando menos de uma semana para as eleições, com o primeiro turno marcado para o dia 6 de outubro, já superou em mais de quatro vezes o total de casos registrados em 2022.</p>
<p>Dados de todo o país, coletados até a quinta-feira, 19 de setembro, pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), apontam 319 denúncias de assédio eleitoral durante a campanha deste ano, contra 68 das últimas eleições. Do total, 265 denúncias são individuais, ou seja, não se referem a um mesmo caso.</p>
<p>Como em 2022, a CUT e demais centrais sindicais se uniram ao MPT para acolher denúncias dessa natureza. Pelo site <a href="https://centraissindicais.org.br/ae/">centraissindicais.org.br</a>/ae é possível relatar, de forma confidencial, os casos, que serão então encaminhados para investigação e eventual punição.</p>
<p>O Portal CUT conversou com o especialista em Direito do Trabalho, Antonio Megale, sócio do LBS Advogadas e Advogados, escritório que presta assessoria jurídica à CUT. De forma didática ele explica o que acontece após o registro da denúncia no site.</p>
<p><strong>Leia a entrevista:</strong></p>
<p><strong><em>CUT: O que acontece a partir do momento que a denúncia foi feita? Para onde ela é encaminhada?</em></strong></p>
<p><strong><em>Antonio Megale:</em></strong><em> A denúncia feita no canal das centrais sindicais é recebida e analisada pela assessoria jurídica e, caso haja prova e robustez nos fatos narrados, ela é protocolada no MPT. Caso seja preciso, a assessoria jurídica da central pode entrar em contato com o denunciante também, para apurar melhor a denúncia.</em></p>
<p><strong><em>CUT: Então, é preciso provar a situação?</em></strong></p>
<p><strong><em>Antonio Megale: </em></strong><em>É necessário ter algum indício de materialidade do fato, ou seja, indício mínimo de que o assédio ocorreu. A certeza sobre o fato só virá com a investigação, mas fotos, vídeos, prints de conversas no WhatsApp, tudo pode ajudar na investigação.</em></p>
<p><strong><em>CUT: O que vem a seguir? Como será a investigação? Haverá autuação?</em></strong></p>
<p><strong><em>Antonio Megale:</em></strong><em> A denúncia, após protocolada no MPT, será investigada pelo órgão. O MPT abre um inquérito civil para investigar a denúncia. O órgão poderá procurar o sindicato da região para apurar o fato, poderá marcar audiência com o denunciante, com o sindicato e mesmo com o candidato ou prefeito. As providências são analisadas e tomadas por cada procurador, a depender de caso.</em></p>
<p><strong><em>CUT: Há sigilo nas informações, ou seja, o anonimato é garantido ainda que os dados sejam preenchidos?</em></strong></p>
<p><strong><em>Antonio Megale: </em></strong><em>Há sim sigilo de informações, tanto pelas centrais quando pelo Ministério Público do Trabalho.</em></p>
<p><strong><em>CUT: Como é a proteção ao trabalhador? A denúncia é anônima, mas no caso de somente o denunciante ter sofrido o assédio, o que acontece? Pode haver represálias ou perseguição, posteriormente, na empresa?</em></strong></p>
<p><strong><em>Antônio Megale: </em></strong><em>A denúncia é anônima e os dados do denunciante serão sim preservados, mas nada impede que tanto o denunciante quando aquele que sofre o assédio sejam perseguidos. Nesse caso, é preciso fazer a complementação da denúncia ou nova denúncia, com um mínimo de indícios e provas.</em></p>
<p><strong><em>CUT: Qual orientação que destacaria para denunciar casos de assédio eleitoral?</em></strong></p>
<p><strong><em>Antonio Megale: </em></strong><em>A primeira orientação é denunciar. A segunda é juntar qualquer tipo de material que possa comprovar o assédio. A tecnologia pode ajudar. Pode-se tirar print de conversas em grupos de WhatsApp, fotografar, filmar. Tudo isso ajuda na apuração e na condenação.</em></p>
<p><strong>Como denunciar</strong></p>
<p>O canal para denúncias de casos é o site <strong><a href="https://centraissindicais.org.br/" target="_blank" rel="noopener">centraissindicais.org.br</a></strong>. Nele é possível descrever a situação com a garantia de preservação dos dados pessoais, ou seja, o denunciante terá seu nome mantido em sigilo.</p>
<p><strong>Assédio eleitoral</strong></p>
<p>A prática de assédio eleitoral é caracterizada coação, intimidação, ameaça, humilhação ou constrangimento associados a determinado pleito eleitoral, no intuito de influenciar ou manipular o voto, apoio, orientação ou manifestação política de trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho ou em situações relacionadas ao trabalho.</p>
<p>Algumas das formas de assédio eleitoral são:</p>
<ul>
<li>promessa ou concessão de qualquer benefício ou vantagem vinculada ao voto, à orientação política e à manifestação eleitoral;</li>
<li>ameaça de prejuízo ao emprego ou às condições de trabalho;</li>
<li>constrangimento para participar de atos eleitorais ou utilizar símbolos, adereços ou qualquer acessório associados a determinada candidatura;</li>
<li>falas depreciativas e condutas que causem humilhação ou discriminação de trabalhadores e trabalhadoras que apoiam candidato diferente do defendido pelo empregador;</li>
<li>outras condutas que causem ou possuam o potencial de causar dano psicológico e/ou econômico associados a determinado pleito eleitoral.</li>
</ul>
<p>A prática pode ocorrer no local de trabalho ou em situações relacionadas ao trabalho, tais como: publicações em redes sociais, sites, grupos de mensagem automática, deslocamentos, locais de treinamentos ou capacitações, eventos sociais, enfim, em qualquer circunstância ou ambiente presencial ou virtual que se relacionem com o trabalho das pessoas envolvidas na prática do assédio e também pode ocorrer em espaços públicos ou privados e no trabalho formal ou informal.</p>
<p>O assédio eleitoral abrange pessoas com contrato de trabalho formal direto com o assediador, independente da modalidade, a saber: empregado, servidores públicos, estagiários, aprendizes e as pessoas que prestam serviços por meio de empresa interposta (terceirizadas e fornecedoras), ou mesmo na qualidade de autônomas ou voluntárias e aquelas que buscam trabalho.</p>
<p><strong>As vítimas podem ser:</strong></p>
<ul>
<li>As pessoas que trabalham independentemente do seu estatuto contratual (empregados e empregadas, servidores e servidoras, terceirizados e terceirizadas);</li>
<li>As pessoas em formação, incluindo os estagiários e aprendizes;</li>
<li>Os trabalhadores e trabalhadoras cujo emprego foi rescindido;</li>
<li>Os voluntários e voluntárias;</li>
<li>As pessoas à procura de emprego e os(as) candidatos(as) a emprego; e</li>
<li>As pessoas que exercem autoridade, deveres ou responsabilidades de um empregador</li>
</ul>
<p><strong>Quem pode praticar assédio eleitoral</strong></p>
<p>O assédio eleitoral pode ser praticado não só pelos empregadores, mas também entre colegas de trabalho, em especial quando estes exercem algum cargo superior hierarquicamente. Veja abaixo:</p>
<ul>
<li>Pelo empregador, representantes ou prepostos das empresas, bem como dirigentes de órgãos públicos. Exemplo: o proprietário de um determinado estabelecimento passa a exigir o uso de uniforme com as cores, imagens ou dizeres de determinada candidatura; o dirigente público ameaça alterar a lotação do servidor ou empregado ou terceirizado a fim de direcionar seu voto;</li>
<li>Entre colegas de trabalho, não sendo necessária a existência hierarquia entre o assediador e a vítima do assédio. Exemplo: Colegas de trabalho passam a realizar, no ambiente laboral, reuniões com o intuito de coagir, direcionar e manipular a escolha política de colegas de trabalho;</li>
<li>Por trabalhadores e trabalhadoras em relação a superiores hierárquicos. Exemplo: Um grupo de trabalhadores passa a humilhar e constranger o chefe do setor em razão de seu voto ou posicionamento político;</li>
<li>Por terceiros, como tomadores de serviço e clientes. Exemplo: os clientes informam que poderão deixar ou reduzir a contratação de serviços de seus fornecedores se determinada candidatura for vencedora.</li>
</ul>
<p>Fonte: CUT Brasil, 26 de setembro de 2024</p>
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		<title>Eleições 2024: fique atento ao que se configura como assédio eleitoral no trabalho</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jun 2024 12:41:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[coação eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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					<description><![CDATA[A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou um recurso protocolado pelo empresário Luciano Hang e sua rede de Lojas Havan, contra a condenação ao pagamento de R$ 85 milhões por assédio eleitoral durante a campanha para a Presidência da República de 2018,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou um recurso protocolado pelo empresário Luciano Hang e sua rede de Lojas Havan, contra a condenação ao pagamento de R$ 85 milhões por assédio eleitoral durante a campanha para a Presidência da República de 2018, que resultou na vitória de Jair Bolsonaro (PL), candidato apoiado por Hang, contra Fernando Haddad (PT).</p>
<p>A sentença da indenização milionária por danos morais foi dada pelo juiz Carlos Alberto Pereira de Castro, da 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis (SC), em fevereiro deste ano, após trabalhadoras e trabalhadores da rede deporem no processo, denunciando que eram obrigados a usar camisetas verde e amarelas, com frases de cunho ideológico, alusivas à campanha do ex-presidente, além de assistirem <em>lives</em> em que Hang ameaçava de demissão os trabalhadores, caso Bolsonaro não fosse eleito.</p>
<p>O caso chama a atenção novamente para as práticas de patrões em períodos eleitorais. O pleito de 2024, em que serão escolhidos prefeitos e vereadores, é um período em que trabalhadores devem ficar atentos para que seus direitos e liberdade de voto não sejam novamente cerceados. É preciso estar bem informado e denunciar casos de assédio eleitoral.</p>
<p><strong>Mas, afinal, o que vem a ser o assédio eleitoral? </strong></p>
<p>Toda conduta que cause constrangimento psicológico ou físico ao empregado ou ao trabalhador para que ele vote em candidato imposto pelo empregador ou pessoa por ele designada é assédio eleitoral.</p>
<p>Muitos exemplos têm sido mencionados para facilitar a compreensão:</p>
<ul>
<li>prometer aos empregados um valor em dinheiro se o candidato do empregador vencer, os estimulando a votarem nele;</li>
<li>exigir que os empregados entreguem os títulos de eleitor para a empresa até que as eleições ocorram, buscando evitar que o trabalhador vote e as abstenções beneficiem o candidato que ele apoia;</li>
<li>departamentos de RH das empresas, por determinação do dono, ameaçar demitir empregados que declarassem voto em candidato contrário ao que ele indicava;</li>
<li>fazer menção indireta de que se determinado candidato ganhar as eleições seria necessário diminuir os quadros da empresa, dando a entender que “será melhor a união dos empregados” no voto ao candidato sugerido pelo chefe, e mesmo envio de e-mails que, em caso de não votarem no candidato do empregador, a própria empresa fecharia e todos seriam dispensados;</li>
</ul>
<p><strong>Provas</strong></p>
<p><a href="https://assets.cut.org.br/system/uploads/ck/boletim-coacao-eleitoral-e-crime-impressao.pdf" target="_blank" rel="noopener">Em cartilha especial, lançada no período eleitoral de 2022</a>, a CUT e centrais sindicais elencaram importantes informações sobre o tema, tendo como base o conteúdo do próprio Ministério Público do Trabalho (MPT).  Entre essas informações, a forma de provar as situações se assédio e assim, garantir a liberdade de voto e os direitos.</p>
<p>1 &#8211; Sempre que possível, grave as ameaças e reuniões em que o patrão esteja assediando os trabalhadores;</p>
<p>2 – Salve mensagens escritas por aplicativos como o WhatsApp, mantenha os e-mails, fotografe panfletos e documentos internos que apresentem qualquer indicativo de ameaça ou coação e;</p>
<p>3 – Encaminhe as provas. <strong>Procure o sindicato ou o MPT e denuncie sem medo. </strong>O trabalhador que for vítima de crimes de assédio eleitoral (não votou no candidato do patrão e foi demitido ou é perseguido na firma), deve procurar o sindicato da categoria ou o Ministério Público do Trabalho (MPT) para denunciar.</p>
<p><strong>Crime</strong></p>
<p>Patrões que ameaçam demitir quem não votar no candidato que eles determinam estão cometendo crime eleitoral, previsto na Constituição Federal de 1988.</p>
<p>O artigo 5°, parágrafo VIII diz “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Já o Artigo 14° reforça que a “soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e polo voto direto e secreto, com valor igual a todos”.</p>
<p>Significa que ninguém deve se submeter à ordem ou coação na hora do voto. O assédio eleitoral ou a compra de votos também está descrita como crime em lei pelo <a href="https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10574979/artigo-301-da-lei-n-4737-de-15-de-julho-de-1965" target="_blank" rel="noopener">artigo 301 do Código Eleitoral</a>.</p>
<p>A legislação prevê pena de até quatro anos de reclusão e pagamento de multa para quem &#8220;usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou partido&#8221;.</p>
<p>Os patrões também não podem oferecer benefícios ou vantagens a alguém que busca uma vaga ou obrigar um trabalhador a vestir uma camiseta de um candidato. Isto é considerado &#8220;abuso do poder diretivo&#8221; da empresa.</p>
<p>Nos casos de assédio, o MPT pode instaurar inquérito e investigar a conduta empresarial que viole as liberdades dos trabalhadores. Se constatada a ilegalidade, a empresa poderá ser condenada por danos morais individuais ou coletivos, além de ser obrigada a cessar imediatamente a prática.</p>
<p>O responsável pelo assédio também poderá ser punido – chefe ou patrão – inclusive criminalmente.</p>
<p>Os exemplos acima são apenas alguns entre centenas de ocorrências e os números e tipos de denúncia só sobem: eram 98 em 2018 e subiram para 903 nas eleições de 2022 (segundo dados divulgados em 20/10/2022 pelo Ministério Público do Trabalho).</p>
<p>Assim, caso qualquer trabalhador perceba que o empregador está lhe impondo votar num candidato mediante pressão ou coação ou prometer qualquer benesse se o candidato vencer, dentre outras situações, é preciso que sejam denunciados e a maneira de fazer isso, inclusive, sem precisar se identificar, é contatando aos órgãos que recebem tais denúncias, sendo os principais deles o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho, a Justiça Eleitoral ou mesmo a Justiça do Trabalho, comparecendo aos locais para formalizar a denúncia, ou através das redes sociais e sites destes órgãos, havendo também um aplicativo para denúncias chamado Pardal.</p>
<p>Outra medida bastante efetiva é denunciar no sindicato de sua categoria ou Centrais Sindicais, pois eles lhe auxiliarão a documentar a denúncia e adotar medidas diretamente contra o empregador, já que são também entidades fiscalizadoras das relações de trabalho.</p>
<p>Ao tentar direcionar seu voto, não é na defesa dos trabalhadores que os patrões pensam, mas em seus próprios interesses, cada vez mais se beneficiando e tirando direitos da classe. Por essa razão, denuncie o mau patrão, vote em quem você acredita que o representará em suas lutas diárias, nunca em alguém que nada fará por seus direitos.</p>
<p>E o mais importante: <strong>votem, exerçam seus direitos sem permitir que ninguém os cale!</strong></p>
<p>Fonte: CUT Brasil, 06 de junho</p>
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