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	<description>Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis</description>
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		<title>Desemprego recua para 10,5%, mas salários são menores e aumentam os &#8216;sem carteira&#8217;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 12:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
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					<description><![CDATA[Número de trabalhadores que conseguiu emprego sem carteira assinada no setor privado, portanto sem direitos, foi o maior da série história do IBGE, e os salários encolheram 7,9% no ano &#160; A taxa de desemprego no Brasil recuou de 11,20% para 10,5% no trimestre encerrado em abril,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Número de trabalhadores que conseguiu emprego sem carteira assinada no setor privado, portanto sem direitos, foi o maior da série história do IBGE, e os salários encolheram 7,9% no ano</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>A taxa de <strong>desemprego</strong> no Brasil recuou de 11,20% para 10,5% no trimestre encerrado em abril, mas ainda atinge 11,3 milhões de <strong>trabalhadores</strong>, os salários são menores e milhões foram contratados pela iniciativa privada sem carteira assinada, portanto, sem direito a férias, 13º e outros benefícios garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (<strong>CLT</strong>), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>De acordo com o IBGE, quase 39 milhões de trabalhadores estão na informalidade, o que contribui para a queda da taxa de desemprego, mas não para melhora de vida.</p>
<p>“Sem um projeto de retomada do crescimento com justiça social e direitos, a retomada do mercado de trabalho pós pandemia ocorre em bases ainda piores do que as registradas pré-pandemia, que já não era nenhuma maravilha”, afirmou a técnica da subseção da <strong>CUT</strong> Nacional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (<strong>Dieese</strong>), Adriana Marcolino.</p>
<p>De acordo com a técnica, os dados mostram que aquelas pessoas que saíram da força de trabalho durante a fase aguda da pandemia, pela impossibilidade de sequer poder procurar uma nova oportunidade, retornaram. No entanto, ressalta, o número de pessoas ocupadas trabalhando na informalidade cresceu de 36,3 milhões para 41,2 milhões =  42,7% do total de pessoas trabalhando.</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p><strong>Em cada 10 pessoas, cerca de 4 estão na informalidade.</strong></p>
<footer><strong>&#8211; Adriana Marcolino</strong></footer>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Confira os números da Pnad Contínua:</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Rendimento cai quase 8%</strong></p>
<p>O rendimento real habitual dos trabalhadores caiu 7,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e ficou em R$ 2.569. Segundo o IBGE, ficou estável em relação trimestre anterior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Recorde dos sem carteira</strong></p>
<p>O número de trabalhadores e trabalhadoras <strong>sem carteira </strong>assinada no setor privado atingiu a marca de 12,5 milhões, o maior da série história do IBGE iniciada em 2012. Só este ano, aumentou em 20,8% (2,2 milhões) o total de trabalhadores sem carteira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Informalidade</strong></p>
<p>A taxa de informalidade recuou para 40,1% da população ocupada (96,5 milhões de pessoas), contra 40,4% no trimestre anterior, mas ainda ficou acima da registrada no mesmo período do ano passado (39,3%). <strong>38,7 milhões de trabalhadores brasileiros são informais.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Trabalhadores por conta própria</strong></p>
<p>O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) manteve-se estável frente aos 3 meses anteriores, mas subiu 7,2% (mais 1,7 milhão de pessoas) em 1 ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Trabalhadores com carteira</strong></p>
<p>O total de trabalhadores <strong>com carteira</strong> de trabalho assinada somaram 35,2 milhões, subindo 2% (mais 690 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,6% (mais 3,7 milhões) na comparação anual. Segundo o IBGE, é o maior contingente com carteira desde o trimestre encerrado em abril de 2016.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Outros números:</strong></p>
<ul>
<li>população fora da força de trabalho (64,9 milhões de pessoas) manteve-se estável em 3 meses e caiu 5,3% (menos 3,6 milhões de pessoas) na comparação anual;</li>
<li>população subutilizada foi estimada em 26,1 milhões de pessoas, queda de 6% (menos 1,7 milhões) frente ao trimestre anterior;</li>
<li>número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas somou 6,6 milhões de pessoas, um recuo de 5,3% (menos 369 mil pessoas) em 3 meses;</li>
<li>número de brasileiros em desalento (pessoas que desistiram de procurar trabalho) somou 4,5 milhões, queda de 6,4% em relação ao trimestre anterior.</li>
<li></li>
</ul>
<p>Na análise que fez da pesquisa, a técnica do Dieese destacou alguns dados. O Brasil registrou 172,8 milhões de pessoas com 14 anos ou mais, distribuídas em:</p>
<p>. 107,9 milhões na força de trabalho (+5,1%) &#8211; todas que estão trabalhando + quem está procurando um emprego.</p>
<p>. 65 milhões fora da força de trabalho (-5,3%) &#8211; todas que não trabalham porque não precisam, ou porque estudam, ou porque são aposentades ou porque sequer tem condições para procurar um novo emprego.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Das 9 milhões de ocupações a mais em 1 ano (saiu de 87,5 milhões para 96,5 milhões), quase 5 milhões foram ocupações informais, sem direitos trabalhistas, previdenciários e sindicais&#8221;, concluiu Adriana Marcolino.</p>
<p>Mais informações no <a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/33917-pnad-continua-taxa-de-desocupacao-e-de-10-5-e-taxa-de-subutilizacao-e-de-22-5-no-trimestre-encerrado-em-abril" target="_blank" rel="noopener">site do IBGE.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://www.cut.org.br/noticias/desemprego-recua-para-10-5-mas-salarios-sao-menores-e-aumentam-os-sem-carteira-d5f2?fbclid=IwAR2fPRnGlegdot80rBDX5r8q2JpttX-LkOQ-FQ1rLx3IOQvjb4nOrAAvwWY" target="_blank" rel="noopener">CUT Brasil</a></em><br />
<em>Escrito por: Redação CUT | Editado por: Marize Muniz | Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias</em></p>
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		<title>Bancos privados demitem mais de 1,3 mil trabalhadores durante pandemia</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2020 14:39:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[bancários]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante maior crise sanitária do país, Itaú, Santander e Bradesco investiram R$ 1 bilhão em propaganda. Bancos Santander, Bradesco e Itaú – os três maiores privados do país – seguem descumprindo acordo firmado com movimento sindical e já demitiram mais de mil trabalhadores durante a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Durante maior crise sanitária do país, Itaú, Santander e Bradesco investiram R$ 1 bilhão em propaganda.</h4>
<p>Bancos Santander, Bradesco e Itaú – os três maiores privados do país – seguem descumprindo acordo firmado com movimento sindical e já demitiram mais de mil trabalhadores <a rel="noreferrer noopener" aria-label="durante a pandemia de coronavírus (abre numa nova aba)" href="https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/07/bancos-privados-pronampe-empresas/" target="_blank">durante a pandemia de coronavírus</a>. Os bancos demitem mesmo depois de investir quase R$ 1 bilhão em publicidade no período.</p>
<p>O processo de dispensa começou começou no mês de junho, no Santander , que soma 1.063 trabalhadores demitidos. O banco Bradesco começou com o processo de dispensas em outubro, atingindo 70 trabalhadores. No Itaú, foram quase 200 bancários despedidos.</p>
<p>A presidenta do <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Sindicato dos Bancários de São Paulo (abre numa nova aba)" href="http://spbancarios.com.br/" target="_blank">Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região</a>, Ivone Silva, afirma que a entidade tem cobrado mais transparência das instituições financeiras e também a recontratação dos funcionários. “Os bancos estão tão preocupados com a sua imagem, mas esquecem que responsabilidade social é respeitar os trabalhadores e manter empregos durante uma pandemia mundial. Foram R$ 21,7 bilhões de lucro líquido somados no semestre, com o investimento de R$ 1,2 bilhão em publicidade e propaganda” critica.</p>
<p>O sindicato acredita que as demissões no Brasil podem continuar nas próximas semanas. Recentemente, o Bradesco emitiu um comunicado sobre um “benefício adicional no desligamento” para trabalhadores que forem demitidos até dia 30 de novembro, sem justa causa.</p>
<p>“O comunicado anuncia o ‘benefício’ de manutenção dos planos de saúde e odontológico por seis meses a mais do que o banco é obrigado. A pandemia não acabou. Estes trabalhadores demitidos pelo Bradesco, pais e mães de família, não vão encontrar recolocação no mercado neste momento, uma vez que os demais bancos não estão contratando”, critica Ivone Silva.</p>
<h2>Itaú e Santander</h2>
<p>O banco <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Itaú já demitiu cerca de 200 trabalhadores (abre numa nova aba)" href="https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/10/itau-demissoes-pandemia-protesto/" target="_blank">Itaú já demitiu cerca de 200 trabalhadores</a>. Os relatos são de de que o bancos demitem por meio de aplicativos de reunião virtual, WhatsApp e e-mail. De acordo com a presidenta do Sindicato dos Bancários, os desligamentos evidenciam dois problemas graves na empresa.</p>
<p>“Primeiro, o descaso da direção do banco, que não se importa em mandar para a rua centenas trabalhadores em meio a uma crise gravíssima que mantém 13 milhões de pessoas desempregadas, mas que não deixou o banco sequer perto de ter prejuízo – pelo contrário, continua obtendo lucros astronômicos – foram R$ 8 bilhões de lucro liquido somente no semestre”, lamenta Ivone.</p>
<p>No Santander, as demissões ocorrem desde junho. Ao todo, são 1.063 funcionários despedidos no país. Além das demissões, o banco mantém as convocações para o trabalho presencial sem negociação com o movimento sindical, com aumento da terceirização em algumas unidades e manutenção de um acordo de home office prejudicial para os bancários, segundo o sindicato.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/10/bancos-privados-demitem-pandemia/">https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/10/bancos-privados-demitem-pandemia/</a></p>
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		<title>Especialistas alertam para as consequências psicossociais do desemprego e da fome</title>
		<link>https://secfloripa.org.br/especialistas-alertam-para-as-consequencias-psicossociais-do-desemprego-e-da-fome/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2020 14:24:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[consequencias]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
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					<description><![CDATA[Políticas fiscais que geram exclusão social, agravadas pela pandemia, são fonte de doenças físicas e mentais. A pandemia de covid-19 agravou a crise econômica que já havia no Brasil. O desemprego e o aumento da pobreza indicam uma dramática realidade e os números são alarmantes....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="description" itemprop="description">Políticas fiscais que geram exclusão social, agravadas pela pandemia, são fonte de doenças físicas e mentais.</h4>
<p>A pandemia de covid-19 agravou a crise econômica que já havia no Brasil. O desemprego e o aumento da pobreza indicam uma dramática realidade e os números são alarmantes. A verdade é que, para além de estatísticas, os dados acabam por revelar uma situação que afeta subjetivamente milhões de brasileiros e brasileiras, o que pode causar consequências para a sociabilidade a longo prazo, para além das questões objetivas, não menos importantes.</p>
<p>Dados apontam para uma realidade composta por pessoas frustradas, humilhadas e sem reconhecimento de si provenientes de políticas econômicas austeras. Além das implicações físicas relacionadas ao estresse e a outros problemas de saúde.&nbsp;</p>
<p>No mês de setembro,&nbsp;é celebrado no Brasil o Setembro Amarelo, uma campanha de conscientização sobre prevenção do suicídio.&nbsp;Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados anualmente 12 mil suicídios no país e os atendimentos de urgência cresceram durante a pandemia.</p>
<p>As políticas econômicas são fatores determinantes para o tipo de sociabilidade de uma população e de percepção da realidade. Sem esquecer jamais das questões objetivas, de subsistência alimentar e de moradia, compreendidas por psicólogos como necessidades primárias para a sobrevivência e formação da cidadania.&nbsp;</p>
<p>Ouça o áudio: EFEITOS PSICOSSOCIAL</p>
<p><audio controls="controls" muted="muted" style="vertical-align: middle; width: 100%;" type="audio/mpeg"><source src="images/audio/09-09-20 - EFEITOS PSICOSSOCIAL - MAIARA MARINHO.mp3" type="audio/mpeg" /><source src="images/audio/09-09-20 - EFEITOS PSICOSSOCIAL - MAIARA MARINHO.mp3" type="audio/mpeg" /></audio>
</p>
<p><strong><br />Desemprego</strong>&nbsp;</p>
<p>Segundo dados do <a href="https://www.dieese.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos</a> (Dieese), desde 2017, há um crescimento na extrema pobreza e a hipótese é de que ela siga crescendo, isto é, que o ano de 2020 não termine com recuperações nesse sentido. A <a href="https://covid19.ibge.gov.br/pnad-covid/" target="_blank" rel="noopener">Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid</a> (Pnad covid-19), do <a href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</a> (IBGE), fez um levantamento que aponta 41 milhões de desempregados no segundo semestre deste ano. Além disso, uma outra pesquisa realizada pelo <a href="http://www.ibope.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística </a>(IBOPE)&nbsp;e&nbsp;<a href="https://secure.unicef.org.br/Default.aspx?origem=drtggl&amp;gclid=EAIaIQobChMIhvvzja3a6wIVDoaRCh2hFAcNEAAYASAAEgL5WPD_BwE" target="_blank" rel="noopener">Fundo das Nações Unidas para a Infância</a>&nbsp;(Unicef) identifica que 9 milhões de pessoas deixaram de comer por algum período durante a pandemia.&nbsp;</p>
<p>Esses dados não são resultados apenas do fechamento dos postos de trabalho na tentativa de contenção da disseminação do vírus. Pelo contrário. São justamente as políticas fiscais feitas que permitem um acúmulo da riqueza mesmo em tempos de pandemia. Como mostra uma pesquisa da ONG Oxfam, entre março e junho deste ano, 42 bilionários brasileiros aumentaram suas fortunas em R$ 177 bilhões.&nbsp;</p>
<p>Mas, afinal, quais as consequências psicossociais e subjetivas da pobreza? Para Malu Mendes, psicóloga e pós-graduada em psicologia existencial sartriana, o trabalho é constituinte da nossa formação. Contudo, no contexto de desmonte dos direitos e de precarização do trabalho, há um movimento de falta de reconhecimento do sujeito de si. “Hoje a gente trabalha com muitas famílias que não têm garantias de um trabalho formal e aí ficam mais marginalizadas em condições de trabalhos autônomos em que não há garantia de retorno”.&nbsp;</p>
<h4 class="ckeditor-subtitle">Com auxílio menor, comida acaba antes</h4>
<p>Além disso, Malu comenta que em sua experiência clínica tem sido muito comum famílias que possuem renda para apenas duas semanas, não tendo condições financeiras para subsidiar o restante do mês. Isso já acontecia quando o auxílio emergencial estava em R$600. Com a diminuição, é provável que o alimento dure menos tempo na casa de famílias em condição de pobreza.&nbsp;</p>
<p>A psicóloga afirma que há dimensões subjetivas diferentes entre pessoas em condição de desemprego e pessoas em condição de fome. Isso porque “se já está num cenário que está faltando o básico que seria o alimento, possivelmente essa pessoa ou esse núcleo familiar já foi exposto a outros tipos de violações. Subjetivamente falando é uma violação muito grande. E aí o campo de possibilidades é muito restrito. O desemprego deixa a pessoa em um quadro de vulnerabilidade, agora quando falamos de fome há um rompimento muito grande de direitos. A negligência do Estado é muito grande. A gente está lidando com uma pessoa que não se reconhece enquanto sujeito de direito, e isso é muito delicado”. E o que há em comum entre os perfis de vulnerabilidade social agravada com a pandemia está relacionado justamente aos recortes de gênero, raça e classe. “A pandemia apenas torna nítido o que já vinha acontecendo”, afirma Malu.&nbsp;</p>
<p>Alguns estudos apontam como consequências psicossociais da pobreza o déficit na memória, o comportamento de desamparo e o estresse fisiológico crônico. De acordo com a psicóloga, “cada pessoa pode responder de maneira variada. Mas, realmente, se a gente pega uma situação de uma pessoa que vem de uma miserabilidade muito grande, o seu espaço de sociabilidade, suas relações familiares, relações de rede de apoio, são tão restritas que isso inviabiliza o seu desenvolvimento. E isso vai afetar o seu desenvolvimento físico, seu desenvolvimento emocional e inclusive a forma como essa pessoa vai se perceber no mundo”.&nbsp;</p>
<h4 class="ckeditor-subtitle">Transformação vem com políticas públicas&nbsp;</h4>
<p>Para romper com essa realidade que acompanha os sujeitos ao longo de toda sua trajetória de vida, algumas políticas públicas de moradia, de acesso à alimentação, políticas afirmativas, de inserção no mundo do trabalho com o fortalecimento da CLT e dos direitos trabalhistas, de fortalecimento da pesquisa, do esporte e da cultura, são mecanismos de transformação. Permitem uma vida saudável emocionalmente e possibilitam a construção de uma outra sociabilidade. É preciso “entender as desigualdades e criar subsídios para lidar e romper com ela”, afirma Malu.&nbsp;</p>
<p>Em sua tese de doutorado na Universidade Federal do Espírito Santo, Mônica Nogueira dos Santos apresenta alguns resultados relacionados à condição de pobreza a partir das seguintes perguntas: Qual(quais) sentimento(s) a pobreza te traz? Por que se sente assim?</p>
<p>Como demonstra sua pesquisa, os afetos negativos se sobrepõem aos afetos positivos, tais como tristeza, angústia, revolta, humilhação, incapacidade, fome e solidão. Nos afetos positivos aparecem felicidade, amor, solidariedade, humildade, esperança e vontade de estudar. Esses sentimentos estão relacionados à falta de habitação, falta de fornecimento de condições melhores de vida aos filhos, tentar e não conseguir transformar sua realidade e ter que pedir ajuda. A falta de emprego, como demonstra a pesquisa, é um fator determinante para o sentimento de humilhação que pode causar estresse crônico.&nbsp;</p>
<p>Em entrevista ao Democracia e Mundo do Trabalho em Debate, o economista britânico Guy Standing, conhecido pela formulação do termo ‘precariado’, fala sobre os afetos gerados pela nova morfologia do mundo do trabalho. Em suas palavras, “é verdade que sempre houve raiva, ansiedade, alienação e anomia. O que é distintivo agora é que os membros do precariado tendem a sofrer agudamente de todos os quatro ao mesmo tempo. A anomia provém de uma baixa probabilidade de mobilidade ascendente. Alienação decorre de ter que fazer muitas atividades que não se quer fazer, mas é capaz de fazer. A ansiedade origina-se da incerteza econômica crônica, e a insegurança e a raiva derivam, em grande parte, do sentimento de que nenhum partido ou político no mainstream articula uma agenda voltada para o precariado”.&nbsp;</p>
<h4 class="ckeditor-subtitle">Precariedade é projeto da elite</h4>
<p>Na capa da última edição da revista Veja, de setembro, intitulada “A dose certa”, a revista imprimiu uma imagem de uma caixa de medicamento escrita no canto superior esquerdo “Auxílio Emergencial” e uma tarja preta centralizada escrita “o uso continuado deste medicamento pode causar dependência”. Mesmo com os dados apontando o aumento da pobreza e da falta de acesso à comida, há quem diga que a Renda Básica Permanente seria um luxo que faria, inclusive, com que as pessoas não quisessem mais trabalhar. Quando, na verdade, o que pode ocorrer é que algumas pessoas, em pouquíssimas situações, tenham a opção de não se submeter a trabalhos superprecarizados. E isso seria um problema para a efetivação do projeto econômico que a elite pretende colocar em prática.</p>
<p><strong>Fonte: </strong> <a target="_blank" href="https://www.brasildefators.com.br/2020/09/08/especialistas-alertam-sobre-as-consequencias-psicossociais-do-desemprego-e-da-fome" rel="noopener">BdF Rio Grande do Sul</a></p>
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		<title>País fecha primeiro semestre com 1,2 milhão de empregos formais eliminados</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 16:54:36 +0000</pubDate>
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<h4>Com redução na maioria dos setores, as demissões (7,9 milhões) superaram com folga as admissões (6,7 milhões)</h4>
</div>
</div>
<p>O país fechou o primeiro semestre com 1,2 milhão de vagas formais eliminadas. Ou exatos 1.198.363 empregos com carteira a menos, queda de 3,09% no estoque. De janeiro a junho, as admissões somaram 6,7 milhões, queda de 18,3% em relação a igual período de 2019, enquanto as demissões totalizaram 7,9 milhões, aumento de 1,3%. Os dados são do “novo” Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado hoje (28) pelo Ministério da Economia.</p>
<p>Com os resultados, o estoque de empregos formais caiu para 37.611.260 em junho. No melhor momento, em igual mês de 2014, atingiu 41.245.162.</p>
<p>Entre os setores, a agropecuária abriu 62.633 vagas no semestre (4,21%). A administração pública, que inclui outras áreas, também cresceu, 1,41%, com 70.293 postos de trabalho.</p>
<p>O setor de serviços foi o que mais fechou vagas: 507.708 (-2,77%). Em seguida, o comércio eliminou 474.501 (-5,09%). A indústria fechou 246.593 (-3,28%) e a construção, 32.092 (-1,48%).</p>
<h4>Nem com flexibilização</h4>
<p>O corte se concentrou no período março-maio. Apenas no mês de junho foram fechadas 10.984 vagas – 906.444 demissões e 895.640 admissões. formais. Houve alta na agropecuária e na construção.</p>
<p>Mesmo a flexibilização não tem ajudado a abrir empregos no país, contrariando o discurso oficial. O trabalho intermitente teve saldo de 20.549 vagas no semestre, enquanto o parcial fechou 4.806. Já os desligamentos por “acordo” somaram 89.548.</p>
<p>O salário médio de admissão caiu para R$ 1.696,22.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/07/pais-fecha-primeiro-semestre-com-12-milhao-de-empregos-formais-eliminados/" target="_blank" rel="noopener">https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/07/pais-fecha-primeiro-semestre-com-12-milhao-de-empregos-formais-eliminados/</a></p>
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		<title>Pandemia cortou 450 mil vagas no comércio e deixou 2,5 milhões com salários reduzidos</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2020 10:07:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo do Dieese aponta necessidade de ação do poder público para evitar desastre ainda maior. E lembra que a economia já vinha mal antes da crise sanitária A pandemia de coronavírus atingiu duramente o comércio, setor mais afetado com corte de vagas até agora. De...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Estudo do Dieese aponta necessidade de ação do poder público para evitar desastre ainda maior. E lembra que a economia já vinha mal antes da crise sanitária</h4>
<p>A pandemia de coronavírus atingiu duramente o comércio, setor mais afetado com corte de vagas até agora. De janeiro a maio, foram fechadas 446 mil postos de trabalho com carteira assinada, segundo levantamento do Dieese, com base no&nbsp;<a href="https://www.redebrasilatual.com.br/tag/caged/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) (abre numa nova aba)">Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)</a>. “E boa parte dos que não foram demitidos também sofre os impactos: cerca de 2,5 milhões tiveram contratos suspensos ou jornada e salário reduzidos, conforme autorizado pela MP 936”, acrescenta o instituto, em estudo divulgado nesta quarta-feira (8).</p>
<p>O Dieese destaca ainda a própria característica do setor como agravante da situação. Aproximadamente um terço dos trabalhadores no comércio são informais. “E, com a crise do coronavírus, perderam a renda.”</p>
<p>No primeiro trimestre, o comércio concentrava 15,6 milhões de trabalhadores, entre assalariados (com e sem carteira), por conta própria e familiares. Um total de 17% dos ocupados no país, conforme estimativa do IBGE citada no estudo. Uma categoria com alto índice de informalidade e de rotatividade (64%), jornadas extensas e rendimentos baixos.</p>
<p>Entre as unidades da federação, apenas São Paulo fechou 142.300 vagas formais neste ano. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (-55.517), Minas Gerais (-48.081) e Rio Grande do Sul (-33.310).</p>
<h4>Crédito é fundamental</h4>
<p>Na análise, o Dieese alerta para a necessidade de ação do Estado para amenizar a grave crise do setor. “Se o governo não implementar novas medidas para fazer com que o crédito chegue às micro e pequenas empresas, milhares de negócios do setor desaparecerão, deixando outros milhões de trabalhadores sem trabalho e renda”, afirma.</p>
<p>Não basta ter linha de crédito, lembra ainda o instituto. “Precisa fazer chegar às empresas”, aponta, destacando as micro e pequenas. “Essas medidas são necessárias para todos os setores. Contudo, como uma característica fundamental do comércio é o grande número de micro e pequenos estabelecimentos de caráter familiar, elas se tornam imprescindíveis para o setor.”</p>
<p>Do total de solicitações de seguro-desemprego neste ano, mais de um quarto (26%, ou 248 mil) foram de trabalhadores do comércio. Em maio, o número cresceu 36% em relação a igual mês de 2019.</p>
<h4>Crise se acentuou, mas já existia</h4>
<p>Os comércios também representam cerca de um quarto dos trabalhadores atingidos pela&nbsp;<a href="http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.020-de-6-de-julho-de-2020-265386938#:~:text=O%20empregado%20com%20contrato%20de,%2C00%20(seiscentos%20reais)%2C" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Medida Provisória 936 (abre numa nova aba)">Medida Provisória 936</a>, que prevê redução de jornada e salários e/ou suspensão de contratos. De mais de 10 milhões, são 2,5 milhões no comércio.</p>
<p>O Dieese observa que as vendas já vinham fracas mesmo antes da pandemia, devido ao desemprego e da pouca renda disponível. Mas despencaram em abril, caindo 27% em relação a 2019.&nbsp;<a href="https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/07/vendas-comercio-tendencia-negativa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Hoje, o IBGE informou que as vendas subiram de abril para maio, mas têm queda de 7,2% na comparação anual (abre numa nova aba)">Hoje, o IBGE informou que as vendas subiram de abril para maio, mas têm queda de 7,2% na comparação anual</a>. Nesta semana, a MP 936&nbsp;<a href="https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/07/mp-reducao-salarial-senado-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="foi sancionada e tornou-se a Lei 14.020 (abre numa nova aba)">foi sancionada e tornou-se a Lei 14.020</a>.</p>
<p>O estudo do Dieese mostra que, “embaladas pelo isolamento social”, as vendas on-line têm bom desempenho. No primeiro trimestre, o faturamento cresceu 27% sobre 2019. “Tendência que já vinha sendo observada nos últimos anos, mas que se acelera e intensifica com a covid-19, aumentando o desafio para manutenção e geração de empregos no setor do comércio.”</p>
<h4>Economia enfraquecida</h4>
<p>O Dieese lembra ainda que a economia vem apresentando crescimento pífio” desde o final de 2014. No ano passado, depois de projeção inicial de 3%, o PIB fechou com apenas 1,1%. “Em 2020, apesar de mais uma vez o governo começar o ano fazendo projeções otimistas para o crescimento do PIB, na casa dos 2,5%,&nbsp;<a href="https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/05/pib-2019-tombo-primeiro-trimestre/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="a divulgação da queda de 1,5% no PIB no 1º trimestre (abre numa nova aba)">a divulgação da queda de 1,5% no PIB no 1º trimestre</a>&nbsp;evidenciou que o desempenho da economia já vinha aquém do esperado antes dos efeitos provocados pelo novo coronavírus. ”</p>
<p>“A pandemia encontrou uma economia enfraquecida devido à baixa taxa de investimento, elevada ociosidade, precarização do mercado de trabalho e crescimento das desigualdades sociais, em razão das políticas neoliberais implementadas desde 2016 e aprofundadas no atual governo”, afirma o Dieese.</p>
<p class="btn"><strong><a href="https://www.dieese.org.br/estudosepesquisas/2020/estPesq94CovidComercio.pdf">Confira aqui a íntegra do estudo.</a></strong></p>
<p><em>Fonte: Rede Brasil Atual | Escrito por: Vitor Nuzzi | Foto: Reprodução – Montagem RBA</em></p>
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		<title>Brasil tem 2,9 milhões de desempregados procurando trabalho há 2 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 11:28:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
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					<description><![CDATA[Outros 1,86 milhão (16%) procuravam emprego há menos de um mês e 5,21 milhões (44,8%), estavam desempregados entre 1 mês e menos de 1 ano. Os dados são do trimestre encerrado em dezembro de 2019 No trimestre encerrado em dezembro do ano passado, 2,9 milhões...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Outros 1,86 milhão (16%) procuravam emprego há menos de um mês e 5,21 milhões (44,8%), estavam desempregados entre 1 mês e menos de 1 ano. Os dados são do trimestre encerrado em dezembro de 2019</strong></p>
<p>No trimestre encerrado em dezembro do ano passado, 2,9 milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados (25% do total) procuravam se recolocar no mercado de trabalho há pelo menos 2 anos, segundo a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (14).</p>
<p>O número é 6,5% menor que o registrado no final de 2018, quando 3,1 milhões de desempregados se encontravam nessa situação, mas o que aumentou não foi a taxa de emprego formal, com direitos e, sim, a informalidade, ocupações sem a garantia dos direitos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), como férias, 13º, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e seguro-desemprego.</p>
<p>A PNAD Contínua mostra que a taxa de informalidade em todo o país foi de 41,1% em 2019, a maior desde 2016, ano do golpe de estado que destituiu a presidenta Dilma Rousseff e aprovou a flexibilização trabalhista, legalizando formas de contratação como o trabalho intermitente.</p>
<p>Em 18 estados a taxa média de informalidade foi maior ainda e variou de 41,2% dos trabalhadores de Goiás até 62,4% dos trabalhadores do Pará e 60,5% do Maranhão. Em 11 desses 18 estados, a taxa de informalidade ultrapassou 50% e apenas Distrito Federal (29,6%) e Santa Catarina (27,3%) tiveram taxas de informalidade abaixo de 30%.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quem procurava emprego</strong></p>
<p>De acordo com o a PNAD do IBGE, do total de desempregados no 4º trimestre de 2019, além dos que estavam há pelo menos dois anos na luta, 1,65 milhão (14,2%) de trabalhadores procuravam emprego há mais de 1 ano e há menos de 2 anos.</p>
<p>Outros 1,86 milhão (16%) procuravam emprego há menos de um mês e 5,21 milhões (44,8%), estavam desempregados entre 1 mês e menos de 1 ano.</p>
<p>Nas regiões Nordeste e no Norte, o chamado desemprego de longa duração segue acima da média nacional. A taxa de desempregados que buscam emprego há pelo menos 2 anos ficou em 29,9% no 4º trimestre no Nordeste e em 25,7% no Norte.</p>
<p> </p>
<p><strong>Quem desistiu porque cansou de levar porta na cara</strong></p>
<p>O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego depois de muito procurar e não conseguir) ficou em 4,6 milhões em 2019.</p>
<p>A taxa média anual de informalidade em 2019 ficou em 41,1% da população ocupada, maior nível desde 2016, e também foi recorde em 20 estados.</p>
<p> </p>
<p><em>Fonte: CUT Brasil | Escrito por: Redação CUT | Foto: Roberto Parizotti-CUT</em></p>
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		<title>Taxa de desemprego diminui, mas por aumento da informalidade, que bate recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Aug 2019 19:37:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[informalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE na sexta-feira dia 30 de agosto mostra que a taxa de desemprego recuou no país, mas devido à criação de vagas no mercado informal, que bateu novo recorde. No trimestre encerrado em julho,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE na sexta-feira dia 30 de agosto mostra que a taxa de desemprego recuou no país, mas devido à criação de vagas no mercado informal, que bateu novo recorde. No trimestre encerrado em julho, a taxa de desocupação caiu para 11,8%, o que representa 12,6 milhões de pessoas desempregadas, contra 12,5% no trimestre imediatamente anterior (fevereiro a abril de 2019). Por sua vez, o número de trabalhadores empregados sem carteira assinada atingiu 11,7 milhões no período, enquanto os trabalhadores por conta própria sem CNPJ chegaram a 24,2 milhões.</div>
<div style="text-align: justify;">O nível de informalidade dos trabalhadores ocupados é recorde dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), iniciada no primeiro trimestre de 2012. A condição, prejudicial ao trabalhador, já atinge 38,683 milhões de pessoas, o que corresponde a 42,3% da população economicamente ocupada do país. No chamado trimestre móvel de fevereiro, março e abril, esse percentual era de 41,3%.</div>
<div style="text-align: justify;">São considerados informais as pessoas empregadas no setor privado sem registro na carteira, trabalhadores domésticos também sem carteira, trabalhadores “por conta própria” sem CNPJ e empregadores sem CNPJ, além de pessoas que ajudam parentes e amigos.</div>
<div style="text-align: justify;">“Desde o início da crise econômica a inserção por conta própria vem sendo ampliada em função da falta de oportunidade no mercado formal. Um dos sinais de recuperação do mercado de trabalho, dada experiências em crises anteriores, é a redução desta forma de inserção, que atingiu o nível mais alto neste trimestre”, explicou o gerente da PNAD Contínua, Cimar Azeredo.</div>
<div style="text-align: justify;">Nos meses de maio, junho e julho, foram criados apenas 10 mil postos de trabalho regulares. O número de empregados no setor privado com carteira assinada marcou 33,1 milhões, marca considerada estável pelo instituto, em comparação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado.</div>
<div style="text-align: justify;">Com o aumento no número de postos sem carteira cai também média salarial da população. Segundo o IBGE, o rendimento médio real habitual do trabalhador chegou a R$ 2.286, contra R$ 2.311 nos três meses antes. O número de empregados no setor privado com carteira assinada marcou 33,1 milhões, estável em comparação ao trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado.</div>
<div style="text-align: justify;">A força de trabalho total – a soma das pessoas ocupadas e desocupada – é também a maior da série histórica, estimada em 106,2 milhões: um aumento de 610 mil pessoas (0,6%) quanto ao trimestre anterior e de 2 milhões (1,9%) no mesmo período do ano passado.</div>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ftaxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde%2F&amp;linkname=Taxa%20de%20desemprego%20diminui%2C%20mas%20por%20aumento%20da%20informalidade%2C%20que%20bate%20recorde" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ftaxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde%2F&amp;linkname=Taxa%20de%20desemprego%20diminui%2C%20mas%20por%20aumento%20da%20informalidade%2C%20que%20bate%20recorde" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ftaxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde%2F&amp;linkname=Taxa%20de%20desemprego%20diminui%2C%20mas%20por%20aumento%20da%20informalidade%2C%20que%20bate%20recorde" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ftaxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde%2F&amp;linkname=Taxa%20de%20desemprego%20diminui%2C%20mas%20por%20aumento%20da%20informalidade%2C%20que%20bate%20recorde" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ftaxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde%2F&amp;linkname=Taxa%20de%20desemprego%20diminui%2C%20mas%20por%20aumento%20da%20informalidade%2C%20que%20bate%20recorde" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ftaxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde%2F&#038;title=Taxa%20de%20desemprego%20diminui%2C%20mas%20por%20aumento%20da%20informalidade%2C%20que%20bate%20recorde" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/taxa-de-desemprego-diminui-mas-por-aumento-da-informalidade-que-bate-recorde/" data-a2a-title="Taxa de desemprego diminui, mas por aumento da informalidade, que bate recorde"></a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>DESALENTO &#8211; 4,8 milhões de desempregados já deixaram de buscar trabalho, diz IBGE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2019 14:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emprego e Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[ibge]]></category>
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					<description><![CDATA[Últimos dados sobre emprego no Brasil mostram que, das 13,4 milhões de pessoas sem emprego, 37,8% desistiram da procura O número de pessoas aptas ao trabalho mas sem emprego no Brasil superou a marca dos 13,4 milhões no primeiro trimestre de 2019. Isso significa dizer...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Últimos dados sobre emprego no Brasil mostram que, das 13,4 milhões de pessoas sem emprego, 37,8% desistiram da procura</h3>
<p>O número de pessoas aptas ao trabalho mas sem emprego no Brasil superou a marca dos 13,4 milhões no primeiro trimestre de 2019. Isso significa dizer que 12,7% dos brasileiros e brasileiras estão desempregados. Os dados atualizados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última terça (30).</p>
<p>&#8220;Os dados confirmam o indicativo do aumento do número do desemprego. Talvez o mais importante seja o volume desse aumento de desocupados. São 1,2 milhões de pessoas, comparando com o trimestre anterior. A taxa aumentou mais de um ponto percentual, o que é muito significativo em um primeiro trimestre&#8221;, comenta Patrícia Pelatieri, coordenadora de pesquisas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).</p>
<p>Uma análise mais aprofundada sobre os dados do IBGE revela outros recortes que permitem avaliar a evolução do cenário laboral brasileiro: 6,8 milhões de pessoas estão subocupadas. Tratam-se, em geral, de trabalhadores informais ou que se dedicam aos chamados bicos, trabalhando menos horas do que poderiam.</p>
<p>O sociólogo Ricardo Antunes, um dos maiores estudiosos brasileiros sobre o mundo do trabalho, explicou em entrevista ao Brasil de Fato que este tipo de trabalho, informal, intermitente é a &#8220;antessala do desemprego&#8221;.</p>
<p>Os números apontam também para um grupo crescente de trabalhadores desalentados, ou seja, desempregados que deixaram de procurar emprego, cresceu 3,9% no último trimestre. No total, 180 mil pessoas desistiram de encontrar um trabalho, somando 4,8 milhões de brasileiros.</p>
<p>Antunes interpreta que a condição de desalento não significa que o trabalhador ou a trabalhadora não queira mais buscar emprego porque não precisa. &#8220;Eles não buscam mais emprego porque estão fazendo isso há um, dois anos. Para buscar emprego você tem que acordar cedo, ter dinheiro para condução, para alimentação. É muito custoso&#8221;, analisa.</p>
<p>Somados os trabalhadores sub-ocupados, os trabalhadores que poderiam trabalhar mas não o fazem por diversos motivos – uma mãe que não pode trabalhar por ter que cuidar de um filho pequeno sem acesso a creche, por exemplo – e os trabalhadores desalentados, o Brasil atingiu o recorde de 28,3 milhões de pessoas classificadas pelo IBGE como subutilizadas.</p>
<p>&#8220;É muito preocupante olhar esse quadro, principalmente ao verificarmos o perfil dos desalentados, dos sub-ocupados e desempregados. São, em sua maioria, mulheres jovens entre 18 e 24 anos. Trabalhadores de ocupações elementares, com baixa escolaridade. Estamos falando de um empobrecimento da classe trabalhadora muito significativo&#8221;, alerta Pelatieri.</p>
<p>De acordo com Antunes, a criação de bolsões de desempregados é servil ao sistema capitalista. Sobretudo no cenário atual, em que as políticas sociais estão em retração, e com os efeitos da reforma trabalhista, tornando trabalhadores cada vez mais reféns às condições degradantes impostas pelos empregadores.</p>
<p>&#8220;O desemprego é o flagelo mais brutal. E cada vez mais esse bolsão de desempregados se confunde com o bolsão de subempregados, de informais intermitentes, porque todos esses vivenciam muitos horários de suas vidas em que deveriam trabalhar para sobreviver, na condição real de desemprego&#8221;, concluiu Antunes.</p>
<p><em>Fonte: Brasil de Fato | Escrito por: Redação | Colaboração Lu Sudré e Rodrigo Chagas | Edição: Rodrigo Chagas | Foto: José Cruz / Agência Brasil</em></p>
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		<title>Emprego: com 43 mil vagas a menos, Brasil tem pior março desde 2017</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 22:31:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Empregos]]></category>
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					<description><![CDATA[Maior perda foi registrada no setor de comércio, que teve 28.803 demissões no período O mercado de trabalho formal apresentou, em todo o País, saldo negativo de 43.196 empregos com carteira assinada em março. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira 24, em Brasília, pelo Cadastro Geral...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Maior perda foi registrada no setor de comércio, que teve 28.803 demissões no período</h3>
<p>O mercado de trabalho formal apresentou, em todo o País, saldo negativo de 43.196 empregos com carteira assinada em março. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira 24, em Brasília, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, foram registradas 1.216.177 admissões e 1.304.373 demissões no período.</p>
<p>No mês anterior, o saldo havia ficado positivo, com 173.139 admissões (1.453.284 admissões e 1.280.145 demissões). Com isso, no acumulado do bimestre (fevereiro/março), o saldo está em 129.943. É o pior resultado para o mês de março desde 2017.<br /> A maior perda registrada em março foi no setor de comércio, que apresentou uma diminuição de 28.803 vagas, seguido de agropecuária (-9.545), construção civil (-7.781), indústria da transformação (-3.080) e serviços industriais de utilidade pública (-662).</p>
<p>Três setores tiveram resultados positivos: serviços (4.572), administração pública (1.575) e extrativa mineral (528).</p>
<p>Os estados que apresentaram os piores resultados foram Alagoas (-9.636 vagas), São Paulo (-8.007), Rio de Janeiro (-6.986), Pernambuco (-6.286) e Ceará (-4.638).</p>
<p>Os que anotaram saldo positivo foram Minas Gerais (5.163), Goiás (2.712), Bahia (2.569), Rio Grande do Sul (2.439), Mato Grosso do Sul (526), Amazonas (157), Roraima (76) e Amapá (48).</p>
<p>O salário médio das admissões registradas em março ficou em R$ 1.571,58, valor que, se comparado ao mesmo período do ano anterior, representa perda real de R$ 8,10 (-0,51%).</p>
<p>Já o salário médio que era pago no momento da demissão apresenta queda maior, de R$ 29,28 na comparação com março de 2018 – valor que representa perda real de -1,69%.</p>
<p><em>Fonte: Carta Capital / Agência Brasil</em></p>
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		<title>Terceirização irrestrita pode acabar com emprego da classe média no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Sep 2018 08:56:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[terceirização]]></category>
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					<description><![CDATA[É a devastação máxima da proteção via mercantilização do trabalho, diz professor da USP que prevê a generalização da contratação de trabalhadores terceirizados e como PJs, sem direitos, sem proteção Totalmente descolados da realidade do mercado de trabalho e das condições de vida dos trabalhadores...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="noticiah2">É a devastação máxima da proteção via mercantilização do trabalho, diz professor da USP que prevê a generalização da contratação de trabalhadores terceirizados e como PJs, sem direitos, sem proteção</p>
</h3>
<div id="ck" class="ck">
<p style="text-align: justify;">Totalmente descolados da realidade do mercado de trabalho e das condições de vida dos trabalhadores e trabalhadoras, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, no dia 20 de agosto, aprovar a terceirização também para as atividades-fim das empresas. Alguns usaram como argumento a modernização, o que é uma falácia, como comprova análise do professor Ruy Braga, do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), um estudioso do tema, em entrevista a Luís Eduardo Gomes, do Sul21.</p>
<p> De acordo com o sociólogo, a terceirização irrestrita, considerada constitucional pela maioria dos ministros do STF, vai aumentar o subemprego, achatar a renda das famílias e dificultar a retomada do crescimento. Ele diz ainda que há poucas chances de grandes modificações para o atual cenário de desemprego recorde no país que, segundo o IBGE, atinge quase 13 milhões de trabalhadores. Para o professor Ruy Braga, está próximo o desaparecimento do chamado emprego protegido.</p>
<p> As previsões que Braga faz não são nada favoráveis ao trabalhador, confirmando que a CUT estava correta ao luta contra a aprovação e alertar os trabalhadores que o objetivo principal da ampliação da terceirização sempre foi reduzir salários, aumentar o número de horas trabalhadas e ignorar os riscos de acidentes e mortes dos terceirizados.</p>
<p> Para o professor Ruy Braga, o que se vê “no horizonte, se essa tendência não for revertida rapidamente, é o fim do emprego de classe média no país”.</p>
<p> “Você não vai ter mais esse último bastião de contratação de classe média, via concurso público, com algum tipo de proteção, carreira ou algo do estilo. O que você vai ter é a generalização da contratação de trabalhadores terceirizados, profissionais terceirizados, PJs, ou via cooperativas ou via empresas de intermediação de mão de obra, empresas de trabalho temporário”, diz o sociólogo.</p>
<p> No lugar da proteção, Ruy Braga vislumbra a generalização de práticas que são vistas no setor de transporte de passageiros por aplicativo. “Vai ter o Uber do professor, do enfermeiro, do jornalista, do arquiteto, do publicitário. Ou seja, um tipo de emprego precário mobilizado por plataforma digital. Essa é a tendência. Não se paga direito nenhum, não tem nenhum tipo de vínculo empregatício, ocorre ao sabor do ciclo econômico, ou seja, das flutuações de mercado. É a devastação máxima da proteção via mercantilização do trabalho”, afirma.</p>
<p> Leia a íntegra da entrevista:</p>
<p> <strong>Na última semana, acompanhamos, em Porto Alegre, a demissão de mais de 300 profissionais de um hospital, que logo em seguida foram substituídos por terceirizados. As demissões em massa com substituição por terceirizados é uma realidade que teremos a partir da liberação da terceirização irrestrita?</strong></p>
<p> Ruy Braga: Sem dúvida, porque, na realidade, o contexto da crise econômica atual favorece medidas de corte de custos pelas empresas e o ajuste está sendo feito sobre o trabalho. Ou seja, muitas empresas estavam simplesmente esperando a pacificação dessa questão pelo Supremo a fim de iniciar esse ciclo de ajuste estrutural dos seus quadros. Como o Supremo eliminou a questão do último dique, a última barreira contra a terceirização – que era a súmula 331, do Tribunal Superior do Trabalho -, agora foi dada a largada para essa mudança estrutural do mercado de trabalho do país. Evidentemente, num contexto econômica, isso vai se dar de forma ainda mais acelerada.</p>
<p> Se nós tivéssemos uma situação relativamente normal da economia, com algum tipo de crescimento, a média que foi no último período de 14, 15 anos atrás, ainda assim haveria um ajuste estrutural do mercado de trabalho brasileiro tendo em vista as taxas de rotatividade históricas. Agora, com esse contexto de crise, esse ajuste vai se dar de forma ainda mais rápida, com a repetição desses exemplos pelo País afora. Ou seja, empresas mais ou menos endividadas irão optar por esse tipo de expediente, que, na realidade, o objetivo essencial é a diminuição de custos. Eles consideram o trabalho como um custo e naturalmente, do ponto de vista da lógica econômica que guia as escolhas dessas empresas, é o que tem que prevalecer. Então, a gente vai, infelizmente, passar por um momento muito deletério do ponto de vista dos direitos dos trabalhadores.</p>
<p> O trabalho terceirizado é bastante conhecido pela literatura. Recentemente houve uma revisão de mais de 100 estudos, feito pelo pessoal do Dieese, demonstrando que o trabalho terceirizado afasta o trabalhador de direitos ou benefícios oriundos da negociação coletiva, praticamente, não há negociação coletiva, é um trabalho de jornadas mais longas, que remunera menos – em torno de 25% a menos em atividades comparáveis -, é um tipo de trabalho em que você encontra a tendência a um maior adoecimento, que se submete a taxas de rotatividade mais elevadas, é um tipo que a gente costuma chamar de trabalho precário, mesmo que o vínculo seja formalizado. Então, o que a gente espera é um ajuste estrutural do mercado de trabalho brasileiro, que deve ocorrer num ritmo mais intenso, e uma difusão generalizada da precariedade das condições de trabalho, que evidentemente repercutem nas condições de vida da população.</p>
<p> <strong>A grande promessa da terceirização irrestrita, assim como da reforma trabalhista, é de que iria facilitar a contratação. Que impacto tais medidas podem ter na questão do desemprego?</strong></p>
<p> RB: No desemprego, nenhum. O que vai acontecer é um aumento do subemprego. É uma falácia e uma inverdade dizer que reformas da legislação trabalhista que atacam o polo protetivo do trabalho, que de alguma maneira eliminam direitos, criam empregos. Não criam empregos. O que cria emprego, basicamente, é o investimento, público ou privado. Sem investimento – e a taxa de investimento no Brasil é declinante -, não há criação de novos empregos. O que vai acontecer é uma substituição de empregos mais ou menos protegidos por empregos precários, com uma tendência da estabilização do nível de desemprego nessa faixa que a gente conhece, que hoje está em torno de 13%. E se você somar as demais fatias da questão do subemprego ou do desalento você vai alcançar em torno de 27 milhões de pessoas ou desempregadas ou subempregadas no país. Isso tende a se cristalizar, com o aprofundamento da precarização daqueles que, de alguma maneira, ainda mantém um certo vínculo formal de emprego. Então, não há horizonte por conta de reforma trabalhista para o aumento do emprego.</p>
<p> Essa é uma realidade bastante conhecida, a própria OIT [Organização Internacional do Trabalho] publicou, em 2015, uma análise bastante minuciosa de 61 casos nacionais acompanhando as reformas trabalhistas, que se intensificaram no mundo a partir de 2007 e 2008. Em todos os casos, não houve criação de emprego, o que se verifica é um aumento do subemprego, da informalidade ou do trabalho precário. Com os efeito que são mais do que conhecidos: o aumento da desigualdade social, o aumento da violência. Ou seja, não há muita novidade nessa seara.</p>
<p> <strong>Essa precarização pode ter um efeito cascata negativo, de diminuição do poder de compra e sobre o mercado de consumo?</strong></p>
<p> RB: Os dois efeitos principais da generalização da terceirização, tendo em vista o achatamento da renda do trabalhador, são: por um lado, a diminuição do consumo, ou seja a erosão da capacidade de consumo das famílias trabalhadoras, e, por outro lado, efeitos perversos sobre a Previdência. O que a gente está assistindo, na realidade, é um desmanche do pacto distributivo que foi estabelecido com a Constituição de 1988. E essa solidariedade intergeracional tende a se fragilizar a um ponto insustentável num futuro previsível. Não há horizonte de aumento da arrecadação, mas o contrário. Com o achatamento da renda o que você vai ter é uma incapacidade, uma dificuldade muito grande de manter a Previdência num nível sustentável. Até porque, com a generalização da terceirização no setor público, que fatalmente irá acontecer num contexto de teto de gastos, você elimina um dos principais pilares da Previdência, que é a contribuição previdenciária do funcionalismo público, que é algo muito importante para as contas da Previdência.</p>
<p> <strong>Os defensores das reformas têm argumentado que contratar no Brasil era muito difícil, engessado, e que era necessário desregulamentar o mercado de trabalho. Uma reforma era necessária?</strong></p>
<p> RB: Em primeiro lugar, é uma falácia considerar que o mercado de trabalho é rígido, porque não é. Basta você ver as taxas de rotatividade no emprego formal. São taxas elevadíssimas para os padrões internacionais, ou pelo menos entre os países comparáveis ao Brasil. Não há propriamente inflexibilidade ou rigidez. A contratação também é muito simples, por uma razão muito evidente: o nível de salário que se paga na entrada do mercado de trabalho é baixíssimo. Se você olhar o emprego criado no ciclo de expansão, de 2003 a 2013, 94% do mercado formal pagava até 1,5 salário mínimo. Hoje em dia, você tem empregos criados, temporários ou contratos de tempo parcial, que pagam menos do que é um salário mínimo. O que se paga hoje na entrada é muito pouco. O nível salarial é o que de fato regula, em última instância, as contratações na entrada. E as demissões são absolutamente fáceis de se fazer no país. Instituiu-se, na verdade, uma prática de não pagar direitos na demissão. É por isso que você tinha até recentemente tantos processos na justiça trabalho. Então, o que se tem é um mercado de trabalho ultra flexível, altamente mercantilizado, em que a CLT, na realidade, era o mínimo do mínimo. Ou seja, algo muito tênue separando a civilização da barbárie de mercado de trabalho. Hoje, você já não tem mais isso, ou seja, vai ter a generalização da barbárie.</p>
<p> Sem dúvida nenhuma, precisávamos de reformas da CLT, principalmente trazendo a CLT para a realidade do tipo de trabalho, por exemplo, sob plataforma digital, que acontece no século XXI, mas no sentido de ampliar a proteção social e facilitar a contribuição previdenciária, de garantir um fortalecimento das negociações coletivas que fosse de fato algo importante, no sentido de organizar melhor o mercado de trabalho, adaptando à realidade do século XXI. O que foi feito foi o contrário: eliminar direitos, mexer em cláusulas que eram mínimas de proteção trabalhista e atacar propriamente qualquer forma de regulação do trabalho que favorecesse o trabalhador. Então, esse tipo de situação coloca o mundo do trabalho brasileiro em uma situação periclitante, em que a degradação das condições tendem a se precarizar ainda mais num futuro previsível.</p>
<p> <strong>Por que o presidente Temer segue dizendo que não houve retirada de direitos com as reformas?</strong></p>
<p> RB: Porque o presidente Temer mentiu à nação, é um corrupto que deveria ter sido tirado do cargo há muito tempo. Evidentemente, mentiu para a nação para aprovar essa reforma.</p>
<p> <strong>Voltando à questão do serviço público. Podemos ter serviços públicos terceirizados em áreas consideradas essenciais como educação, saúde, quem sabe até na área de segurança?</strong></p>
<p> RB: Na saúde e educação, a contratação OSs (Organizações Sociais sem Fins Lucrativos) para administrar hospitais e escolas já é uma realidade no país. Ainda é uma realidade minoritária em relação ao conjunto das instituições, mas agora, com a liberação da terceirização para atividade-fim, vai se transformar em majoritária.</p>
<p> <strong>O senhor acredita que vai haver uma generalização das OSs?</strong></p>
<p> RB: Sim, não tenha dúvida. Agora, o que você vai ter no serviço público é uma contratação via OSs, via empresas de emprego temporário, empresas de intermediação de mão de obra e cooperativas. O que é importante destacar é que, no mundo do trabalho que a gente vive hoje, são poucos os espaços de contratação de profissionais que efetivamente oferecem oportunidade para aquilo que a gente antigamente chamava de carreira. Ou seja, de você progredir funcionalmente no interior de uma instituição. São poucos esses espaços, eles vão se tornando cada vez mais seletivos no setor privado, por conta do achatamento das empresas, por conta do próprio processo de externalização de atividades, de formação de empresas em rede. Então, aquelas camadas médias das empresas vão sendo progressivamente eliminadas. Organizacionalmente e tecnologicamente falando, as funções vão sendo substituídas por sistemas de informação, por exemplo, inteligência artificial, software e assim por diante. Então, você não tem mais nas empresas aquilo que tradicionalmente se podia identificar como sendo empregos de classe média, ou seja, que associavam qualificação, proteção, carreira, progresso e avanço institucional, de renda ou coisa do estilo. Essas camadas estão sendo eliminadas. Onde você ainda tinha isso? Qual é o espaço de sobrevivência de empregos de classe média no sentido mais tradicional? Não há dúvida que o principal espaço é o serviço público, o Estado. Agora, com a liberação da terceirização para atividade-fim, por um lado, e a PEC do teto dos gatos por outro, a gente tem uma combinação explosiva para o emprego de classe média. O que vemos no horizonte, se essa tendência não for revertida rapidamente, é o fim do emprego de classe média no país. Você não vai ter mais esse último bastião de contratação de classe média, via concurso público, com algum tipo de proteção, carreira ou algo do estilo. O que você vai ter é a generalização da contratação de trabalhadores terceirizados, profissionais terceirizados, PJs, ou via cooperativas ou via empresas de intermediação de mão de obra, empresas de trabalho temporário. Vão se multiplicar e vão tomar conta do aparelho do Estado brasileiro, com a formação dos cartéis, das máfias que a gente conhece. Já existem hoje e tendem a se generalizar. Esse é o horizonte. É claro que o judiciário vai se proteger. A elite do serviço público no país, aquele mais bem remunerado, juízes, promotores, vão dar um jeito, pelo peso corporativo que têm, de se proteger. Mas o restante vai ser devastado.</p>
<p> <strong>Essa era a minha pergunta: tem algum setor que pode ser protegido?</strong></p>
<p> RB: Juízes e promotores. Eles vão se proteger.</p>
<p> <strong>Só esses?</strong></p>
<p> RB: Só, é basicamente isso.</p>
<p> <strong>A reforma ainda deixou uma brecha para considerar fraudes quando os empregos são considerados como vínculo empregatício, com subordinação e exigência de frequência. Mas o que pode ser considerado fraude depois da liberação da atividade-fim?</strong></p>
<p> RB: O que eventualmente pode ser considerado fraude é o trabalho de Pessoa Jurídica, mas com vínculo de trabalho subordinado. Ou então essas formas de contratação de trabalho autônomo, mas que, na realidade, é o falso trabalho independente ou trabalho autônomo. Mas não o trabalho terceirizado. Ele foi regulamentado já, pacificado pela decisão Supremo.</p>
<p> <strong>Mas o que configura o trabalho subordinado agora?</strong></p>
<p> RB: Se você é contratado via PJ, mas ao mesmo tempo por uma empresa de intermediação do trabalho para prestar serviço para um terceiro, isso pode ser considerado fraude, porque, na realidade, você não é PJ, é um trabalhador subordinado. Mas vão ser casos cada vez mais difíceis de caracterizar, tendo em vista essa legislação.</p>
<p> <strong>O que eu lhe pergunto é o seguinte: tem lojas que terceirizam o setor de venda. Essas pessoas, de alguma forma, vão receber ordens dos proprietários, mesmo terceirizadas, ou não?</strong></p>
<p> RB: Claro que sim, mas o trabalho terceirizado é uma das formas mais clássicas do trabalho subordinado. O que não podia acontecer antes era você contratar vendedores numa loja de calçados via empresa de intermediação do trabalho ou empresa de trabalho temporário. Agora, você pode. Não tem fraude, pacificou.</p>
<p> <strong>Mas isso não pode ser considerado relação de subordinação?</strong></p>
<p> RB: Vai ser, mas o trabalho terceirizado é subordinado. O que poderia eventualmente criar alguma dúvida é se você tivesse, por exemplo, contratando por uma empresa um PJ, a vendedora cria uma empresa PJ e passa a se subordinar a um único empregador. Então, se você é PJ, a ideia é que você tenha liberdade, escolha diferentes empregadores, porque você é uma empresa. Mas se caracterizar que você é um PJ que só tem um único empregador, um único contratante durante toda a jornada, isso eventualmente poderia ser considerado fraude. No entanto, não é isso que vai acontecer, porque as empresas de comércio e do setor de serviços vão contratar empresas de trabalho terceirizado.</p>
<p> <strong>Elas vão contratar o posto de trabalho.</strong></p>
<p> RB: É isso que vai acontecer, e principalmente no setor de serviços. É o setor que vai ser mais rapidamente devastado por essa decisão.</p>
<p> <strong>Como o senhor mesmo disse, isso vai baratear os custos paras as empresas e isso tem sido visto como benéfico pelo setor empresarial, que se diz animado, segundo as pesquisas. Mas que tipo de prejuízos a terceirização pode trazer para as empresas?</strong></p>
<p> RB: As empresas ganham numa ponta, que é a ponta do custo do trabalho, e perdem na outra, que é a ponta do consumo. Então, a gente vai ter o que já aconteceu nos países que passaram por esse processo de ajuste: um dos motores do crescimento econômico vai ficar claudicando, que é o motor do consumo das famílias. A renda vai ser devastada e você vai perder um desses motores. Não tem muito segredo, quais são os motores do crescimento econômico: exportação, investimento público, investimento privado, consumo das famílias e endividamento. O que você vai ter agora é que o consumo das famílias não tem mais.</p>
<p> <strong>Muito se fala que essa decisão traz segurança jurídica para a volta do investimento. As duas coisas estão ligadas</strong>?</p>
<p> RB: Olha, não vejo segurança jurídica na nova CLT, nessa contrarreforma trabalhista. Existem muitas alterações que foram feitas na lei e contradizem a Constituição brasileira. Então, me parece que, por essa via, a gente vai ter problemas. Houve uma pacificação com a decisão do Supremo que é a eliminação da súmula do Tribunal Superior do Trabalho, a 331. Nesse ponto, agora, não há mais dúvidas a respeito de que tipo de atividade pode ser terceirizada. Nesse ponto, houve um reforço da segurança jurídica, mas não me parece que isso é suficiente para criar um meio-ambiente para investimento. Até porque um ambiente para investimento não é criado na oferta de trabalho, ele é criado na ponta da capacidade de produção das empresas, fundamentalmente. Uma empresa não vai, só porque tem condição ótima de contratação, investir na criação de outra fábrica se tem capacidade ociosa instalada na fábrica atual. Então, como a gente tem capacidade ociosa no Brasil hoje, não vai ser devastando o mercado de trabalho que você vai estimular as empresas a investirem.</p>
<p> <strong>Dá para dizer que se beneficia as empresas exportadoras e prejudica aquelas que dependem do mercado interno?</strong></p>
<p> RB: Olha, num certo sentido, sim. Mas a nossa pauta de exportação foi se tornando tão monótona, tão concentrada em produtos do setor primário — minério de ferro, soja, carne, enfim –, que são setores que já operam com um tipo de trabalho que é muito barato. Quando se fala em exportação, sim, alguns setores vão ser beneficiados porque vão pagar ainda menos para os seus trabalhadores. Mas, sinceramente, isso não é algo que chama a atenção quando se pensa no nível de devastação do mercado de trabalho que está sendo implementado no país hoje. Mesmo as empresas que exportam, elas, em alguma medida, interagem, fazem parte de grupos que têm pernas no mercado interno de trabalho. Ou seja, não sei se essa é a explicação. Eu acho que a explicação mais clara é a crise econômica e esse raciocínio que todo empresário tem de curto prazo, de pagar no próximo mês. O curto-prazismo faz com que se corte os custos e pressione os políticos que são pagos pelos empresários, notoriamente aqueles que votaram e encaminharam a contrarreforma da CLT.</p>
<p> <strong>Uma coisa que pouco se discute é sobre quem são as empresas terceirizadas. Ainda defende-se a terceirização como uma especialização, quando as terceirizadas não são especializadas, mas apenas contratadoras de mão de obra, correto?</strong></p>
<p> RB: Elas fazem a intermediação de postos de trabalho. Essa empresa não é um negócio, é o gato, o atravessador. Elas são desespecializadas, especializadas única e exclusivamente na contratação de força de trabalho. Elas não treinam ninguém.</p>
<p> O importante a destacar é que o mercado de trabalho brasileiro não é caracterizado por trabalho complexo, mas simples. Haja visto o nível de salários que se paga no país. O que se tem são empresas que se especializam no processo de intermediação de força de trabalho, o que significa basicamente que, na relação entre contratante e contratado de força de trabalho, você coloca um intermediador, um gato. É claro que quando você coloca um gato nessa relação direta de contratação, alguma das partes vai ganhar e outra vai perder, porque você não tem condições de colocar um terceiro numa relação, que vai evidentemente ganhar, se não tirar de um dos polos do contrato. Então, na realidade, essas empresas crescem e florescem sobre a devastação da proteção do trabalho. É uma forma de espoliação social. Elas crescem na medida que diminuem as formas de remuneração, os benefícios. Elas ganham porque o trabalhador deixa de receber benefícios, por exemplo, vale-alimentação, algum tipo de benefício concedido na negociação coletiva. A empresa ganha porque o trabalhador perde do ponto de vista do salário, porque vai ter uma jornada mais longa, no processo de espoliação social do trabalhador.</p>
<p> <strong>E acontece muito embuste nesse setor, empresas que abrem num dia, fecham no outro, reaparecem com outro CNPJ.</strong></p>
<p> RB: Não tenha dúvida, é outra face da espoliação social. Então, mesmo que a empresa seja formalizada, ela é irresponsável. Ou seja, abre, estabelece contratos, explora a força de trabalho, fecha por questões menores, é muito mais difícil de você fiscalizar, porque são muito mais pulverizadas, e deixam os trabalhadores a ver navios no momento do encerramento do vínculo empregatício. Isso é muito comum, é a regra, na realidade, no mundo das empresas terceirizadas do país. E é a generalização disso que vai acontecer num futuro próximo.</p>
<p> <strong>O objetivo das reformas também era a desobrigação de lidar com processos trabalhistas e com essas situações?</strong></p>
<p> RB: Sem dúvida. A despeito de você ainda manter a responsabilidade da empresa contratante, ainda assim o que vai acontecer é que os processos vão se alongar muito mais, distanciando ainda mais o trabalhador dos seus direitos. Hoje em dia, quando uma empresa que contrata diretamente deixa de cumprir com alguma obrigação trabalhista, naturalmente o trabalhador aciona a Justiça do Trabalho. Normalmente, são esses custos rescisórios são garantidos. Agora, você tem primeiro todo o processo contra a empresa terceirizada. Aí, depois que esgotar isso, você vai processar a empresa contratante. Ou seja, você alonga muito esse processo. Com essa contrarreforma trabalhista, você transfere o ônus dos custos processuais para o trabalhador. É ele que, caso perca o processo, vai ter que arcar com os honorários. Diga-se de passagem, é uma decisão contra a Constituição brasileira. Mas, de qualquer forma, quando você olha em uma perspectiva mais ampla, o que você percebe nitidamente é que está se produzindo, fortalecendo um desestímulo ao acesso à Justiça do Trabalho pelos trabalhadores. Eles não vão ter mais a Justiça do Trabalho para recorrer em termos práticos.</p>
<p> <strong>Também é uma forma de pressão para que o trabalhador aceite qualquer acordo?</strong></p>
<p> RB: Claro. A tendência é afastar o trabalhador cada vez mais dos seus direitos e, consequentemente, bloquear o acesso à Justiça do Trabalho. Forçar uma aceitação, uma subordinação já na ponta do encerramento do vínculo empregatício.</p>
<p> <strong>Como o senhor vê o futuro do mercado de trabalho. Quais são as perspectivas de curto e médio prazo? Algo pode acontecer para reverter o quadro de desemprego atual?</strong></p>
<p> RB: No curto e médio prazo, os próximos cinco anos, o que você vai ter é que, se houver uma recuperação do emprego, vai se dar na base da generalização do subemprego. Ou seja, de um tipo de emprego que remunera muito mal, com jornadas muito longas e distante da proteção trabalhista, dos benefícios da negociação coletiva de trabalho. O que me parece que deve acontecer, acompanhando outros casos internacionais, é uma estabilização do desemprego num patamar muito alto, com uma deterioração das condições de contratação no interior do mercado de trabalho. Por outro lado, isso atinge a renda, o que significa que um dos motores do crescimento econômico vai claudicar, e muito provavelmente vamos manter taxas muito baixas de crescimento econômico, o que repercute sobre a própria questão do investimento e, consequentemente, do desemprego. Finalmente, a questão previdenciária vai estar em risco. Com a deterioração das condições de consumo das famílias trabalhadoras, com a generalização do trabalho terceirizado, que deve se transformar nos próximos cinco anos na forma predominante e hegemônica de contratação no Brasil, e com esse tipo de impacto que vai ter sobre o emprego protegido, em particular no serviço público, a tendência é aprofundar as tensões em termos de financiamento da Previdência pública no país, com efeitos principalmente sobre a velhice. O aumento da pobreza na velhice.</p>
<p> <strong>Como o senhor vê o impacto de uma maior automação no mercado de trabalho?</strong></p>
<p> RB: O mundo está vivendo uma revolução 4.0 do ponto de vista da automação, da inteligência artificial, e isso tudo traz um elemento complicador. Os cálculos que são feitos nos países desenvolvidos apontam para uma coisa em torno de 22% dos empregos que seriam direta ou indiretamente atingidos pela revolução da automação 4.0, em particular no setor de serviços. No caso brasileiro, idem. A gente vai ter um impacto nessa direção, com a generalização do tipo de trabalho precário mobilizado por plataforma eletrônica, o que é um pouco o modelo do Uber. Você vai ter esse modelo se multiplicando. Vai ter o Uber do professor, do enfermeiro, do jornalista, do arquiteto, do publicitário. Ou seja, um tipo de emprego precário mobilizado por plataforma digital. Essa é a tendência. Não se paga direito nenhum, não tem nenhum tipo de vínculo empregatício, ocorre ao sabor do ciclo econômico, ou seja, das flutuações de mercado. É a devastação máxima da proteção via mercantilização do trabalho. Essa é a tendência que a gente percebe hoje no país.</p>
<p> <strong>E qual deveria ser um projeto de nação para adaptar o país à realidade da indústria 4.0?</strong></p>
<p> RB: Você tem que investir, basicamente, na qualificação, em setores que ainda conseguem criar empregos de qualidade, reverter completamente, desfazer a reforma trabalhista tal como ela ocorreu. Você tem que propor um aumento da proteção do trabalho e, principalmente, a medida mais importante de todas elas, tem que diminuir a jornada de trabalho sem diminuição de salário. Ou seja, tem que repartir a massa de trabalho existente por aqueles que estão dispostos a trabalhar. Sem isso, não há a menor possibilidade de reverter essas tendências no curto e médio prazo.</p>
<p>Fonte: <a href="http://contracs.org.br/destaque-central/15993/terceirizacao-irrestrita-pode-acabar-com-emprego-da-classe-media-no-pais" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://contracs.org.br/destaque-central/15993/terceirizacao-irrestrita-pode-acabar-com-emprego-da-classe-media-no-pais</a></p>
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