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		<title>Home office aumenta jornada e trabalhador sofre mais com doenças mentais</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 13:04:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
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					<description><![CDATA[Ansiedade, stress, depressão e Síndrome de Burnout são as doenças mais comuns entre trabalhadores que ficam mais tempo em frente ao computador ou celular, digitando, em reuniões on-line ou respondendo WhatsApp &#160; Os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil, que perderam vários direitos desde o...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Ansiedade, stress, depressão e Síndrome de Burnout são as doenças mais comuns entre trabalhadores que ficam mais tempo em frente ao computador ou celular, digitando, em reuniões on-line ou respondendo WhatsApp</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil, que perderam vários direitos desde o golpe de 2016, estão sofrendo também com o aumento de jornadas em casa, também chamadas de home office ou teletrabalho, modalidade que cresceu com a pandemia, e passam cada vez mais tempo em frente ao computador ou celular, digitando, em reuniões on-line ou respondendo mensagens de WhatsApp, o que aumenta o risco de adoecimento mental.</p>
<p>Nas negociações coletivas, dirigentes sindicais brigam pela regulamentação do teletrabalho, com pautas que vão desde o pagamento dos custos e equipamentos a questões como controle da jornada. O trabalhador precisa de um tempo para se desconectar do local do trabalho, fechar o computador no fim do dia como se estivesse voltando para casa, defende a pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), Marilane Teixeira. <strong> </strong></p>
<p>A desconexão e o estabelecimento de uma rotina de trabalho sem autoexploração evitam o adoecimento, afirma o psicólogo com especialização em psicologia clínica, hospitalar e de organizações, pós-graduado em Administração de Empresas na área da psicologia, Hernan Vilar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Longas e perigosas jornadas</strong></p>
<p>Um estudo elaborado pela Fhinck, plataforma que desenvolve estratégias de gestão em recursos humanos, <a href="https://valor.globo.com/carreira/noticia/2022/08/03/brasileiro-esta-trabalhando-mais-horas-e-tem-mais-reunioes-on-line-entenda-as-possiveis-consequencias.ghtml">divulgado pelo Valor Econômico</a>, mostrou que entre junho de 2020 e maio de 2022, o tempo que o trabalhador ficou em atividades digitais cresceu 85%.</p>
<p>Além disso, a jornada de trabalho aumentou em 6,7% ultrapassando 60 horas semanais e tanto a quantidade de reuniões como a comunicação eletrônica, por meio de WhatsApp, por exemplo, aumentaram em 20%.</p>
<p>O estudo mostra ainda que em se tratando de <strong>reuniões on-line</strong>, o aumento foi bem maior. Esse tipo de ‘encontro’ cresceu 78,4% em relação ao período antes da pandemia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Adoecimento mental</strong></p>
<p>O resultado prático na vida do trabalhador que exerce suas funções em home-office é fatídico. Um outro estudo, realizado pela rede social LinkedIn em novembro de 2021, apontou que durante a pandemia, 62% das pessoas estavam mais ansiosas e estressadas com o trabalho do que antes, no trabalho presencial.</p>
<p>Ansiedade e stress, assim como depressão e a Síndrome de Burnout são as doenças mais comuns entres os trabalhadores vítimas das longas jornadas, excesso de cobranças de metas e produtividade. A Burnout foi, inclusive, considerada doença ocupacional pela nova classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em janeiro deste ano. Os sintomas da doença, também conhecida como <strong>Síndrome do Esgotamento Profissional</strong> são  stress e exaustão extrema – mental e física – e são causados por condições desgastantes de trabalho.</p>
<p>A Síndrome de Burnout tem origem após um período de exposição ao excesso de responsabilidade, pressão, cobranças e competitividade. <strong><em>Veja mais informações sobre a doença a seguir.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>É preciso regular o teletrabalho</strong></p>
<p>A regulamentação do teletrabalho ainda caminha a passos lentos. Nas negociações coletivas, poucas categorias estão conseguindo avançar nas cláusulas permanentes para a modalidade. Os bancários, por exemplo, no início da pandemia, conquistaram alguns benefícios como ajuda de custo e equipamentos para o trabalho. No entanto, o tema é pauta da campanha salarial da categoria e pontos como o controle da jornada ainda estão ‘em aberto’ por parte dos bancos.</p>
<p>Por outro lado, a Medida Provisória (MP) nº 1108, aprovada no início de agosto, trata, entre outros temas, do teletrabalho ao permitir que empregadores sejam <em>dispensados</em> de controlar o número de horas trabalhadas por empregados contratados por produção ou tarefa.</p>
<p>“Foi mais um golpe contra os trabalhadores”, diz Marilane Teixeira. Ela explica que, com essa alteração, acentua-se ainda o descontrole da jornada e, portanto, aumentam os processos de exaustão dos trabalhadores.</p>
<p>“Se já havia um diagnóstico de excesso de trabalho de reuniões, de descontrole de jornada, isso vai aumentar ainda mais porque o contrato por produção pode ser tornar uma característica para todo trabalho nessa modalidade. O trabalhador vai ter que entregar a tarefa em um determinado tempo e vai ter que se virar para isso. Não haverá um controle de jornada”, diz a pesquisadora do Cesit/Unicamp.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote class="dd-blockquote"><p><em><strong>Isso impõe sobrecarga emocional maior e a sensação de que tem que estar o tempo todo a disposição. O resultado é o adoecimento, porque o trabalhador não terá mais o tempo de se desconectar do local do trabalho e ele precisa disso &#8211; fechar o computador no fim do dia como se estivesse voltando para casa</strong></em></p>
<footer><strong>&#8211; Marilane Teixeira</strong></footer>
</blockquote>
<p>Mas, para além dos fatores impostos pelas empresas, que rezam pela cartilha da produtividade, de controle do trabalhador e exploração ‘ao máximo’, dada segundo Marilane, entre outros pontos pela ideia dos empregadores de que o trabalhador tem mais tempo por não pegar o transporte público para trabalhar ou não por estar em casa, não precisar fazer pausa para o almoço, enfim, acreditar que ele ‘tem mais tempo, há aspectos que têm origem na conduta do próprio trabalhador e que, em muito contribuem para o adoecimento mental.</p>
<p>Para o psicólogo Hernan Vilar, às relações de trabalho, que antes eram caracterizadas predominantemente pela exploração e opressão ao trabalhador, somam-se hoje a autoexploração e a auto-opressão.</p>
<p>“Hoje ele mesmo se explora, se oprime em função do desejo de querer ter sucesso, melhorar na vida. E esse é um efeito do sistema capitalista quem vem construindo cada vez mais essa cultura”, diz Hernan.</p>
<p>A relação que estabelece entre o teletrabalho a exploração é uma sensação de falsa liberdade, ou seja, o trabalhador tem a ideia de que trabalhar em casa é estar livre, mas, na prática, é o contrário.</p>
<p>“O exercício da liberdade hoje é grande a ponto de nos aprisionarmos para sermos livres”, ele diz em relação à autocobrança que grande parte dos trabalhadores faz em relação ao seu trabalho em casa – a sensação de ter que estar disponível a todo instante, produzindo, mostrando serviço, muito pelo medo de perder o emprego, ele explica.</p>
<p>“Um paradoxo &#8211; é a situação de quando eu consigo utilizar da minha liberdade para me aprisionar nessa relação de trabalho”, explica Hernan.</p>
<p>Para além da deturpação das relações de trabalho, o psicólogo diz ainda que, com a pandemia, a realidade, a rotina, as relações, tudo mudou e isso influenciou no estado psicológico das pessoas.</p>
<p>“De repente tudo sumiu e a pessoa podia acordar mais tarde, pedir comida para ter que fazer já que antes comia em um restaurante&#8230; Todas as rotinas mudaram como passar a trabalhar no quarto, comer no quarto, não fazer mais atividades, encontrar as pessoas. Tudo isso fez com que as pessoas sofressem adoecimento”, ele explica.</p>
<p>Para evitar o adoecimento, ele prossegue, é necessário o trabalhador impor a si mesmo uma rotina de trabalho e, principalmente, de desconexão. “Se não for pela disciplina, não há como exercer a plena liberdade da vida. Tem que estabelecer horários, saber os limites”, ele diz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Burnout</strong></p>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de seis meses nessas condições já tornam o trabalhador suscetível à doença. Além do cansaço físico e mental, também são sinais dores de cabeça frequentes, alteração de apetite, insônia, falta de concentração, sentimentos de fracasso, insegurança, incompetência e desesperança, além de alterações de humor, pressão alta e dores musculares.</p>
<p>Dores de barriga, tonturas e depressão também fazem parte do rol de sintomas. E sobre a depressão, alertam especialistas, o quadro pode evoluir para a temida depressão profunda. Por isso é essencial ficar atento aos sinais e buscar ajuda profissional de psicologia ou psiquiatria.</p>
<p>No Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece, de forma integral e gratuita, todo tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento medicamentoso.</p>
<p>Para evitar a Burnout, além de buscar tornar saudável o ambiente de trabalho negociando condições com orientação da representação sindical, atos simples no dia a dia podem ajudar a minimizar os riscos, como atividades físicas, socializar com amigos e família, fugir da rotina do dia a dia, evitar drogas, até mesmo tabaco e álcool e, principalmente, descansar de forma adequada. Ao menos oito horas diárias são necessárias para recuperar energias físicas e mentais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://www.cut.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Cut Brasil</a> | Escrito por: Andre Accarini | Editado por: Marize Muniz | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</em></p>
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