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		<title>CUT-SC manifesta apoia à greve dos trabalhadores dos Correios</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 15:16:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em nota, central estadual reforça seu apoio ecetistas que entraram em greve por tempo indeterminado nessa segunda-feira para lutar em defesa dos direitos, da vida e contra o projeto de privatização. A Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina (CUT-SC) manifesta sua irrestrita solidariedade aos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Em nota, central estadual reforça seu apoio ecetistas que entraram em greve por tempo indeterminado nessa segunda-feira para lutar em defesa dos direitos, da vida e contra o projeto de privatização.</h4>
<div class="dd-m-editor">
<p>A Central Única dos Trabalhadores de Santa Catarina (CUT-SC) manifesta sua irrestrita solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras ecetistas que entraram em greve por tempo indeterminado na noite dessa segunda-feira, 17 de agosto, para lutar em defesa dos direitos, da vida e contra o projeto de privatização dos Correios.</p>
<p>A paralisação é um protesto contra o corte de mais de 70 cláusulas do acordo coletivo de trabalho da categoria., a privatização da empresa e negligência dos gestores dos Correios com a saúde dos trabalhadores em relação à Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus que já matou mais de 108 mil brasileiros.</p>
<p>Esta não é uma luta apenas dos ecetistas, mas de toda a classe trabalhadora. O serviço prestado pelos trabalhadores dos Correios se mostrou ainda mais essencial neste momento de pandemia para levar itens primordiais para todos, como mantimentos e remédios. É inadmissível que justamente neste momento – em que os trabalhadores estão diariamente colocando suas vidas em risco para os Correios continuem funcionando – a empresa corte direitos fundamentais da categoria, como vale alimentação, auxílio creche, licença maternidade de 180 dias e adicional de risco de 30%.</p>
<p>A CUT-SC reafirma seu apoio a esta legítima luta dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios de todo o Brasil. Juntos somos mais fortes!</p>
<p>Fonte: <a href="https://sc.cut.org.br/noticias/cut-sc-manifesta-apoia-a-greve-dos-trabalhadores-dos-correios-4b7d">https://sc.cut.org.br/noticias/cut-sc-manifesta-apoia-a-greve-dos-trabalhadores-dos-correios-4b7d</a></p>
</div>
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		<title>Supermercado Mundial, o menor direito trabalhista total</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Nov 2017 04:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Primeira greve em supermercado depois da Reforma Trabalhista protesta pelo fim das horas extras nos domingos e feriados trabalhados Pouco mais de um mês depois da sanção da Reforma Trabalhista, o presidente Michel Temer fez mais uma de suas maldades sem chamar muita atenção. Um...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Primeira greve em supermercado depois da Reforma Trabalhista protesta pelo fim das horas extras nos domingos e feriados trabalhados</h3>
<p style="text-align: justify;"> Pouco mais de um mês depois da sanção da Reforma Trabalhista, o presidente Michel Temer fez mais uma de suas maldades sem chamar muita atenção. Um decreto assinado no dia 16 de agosto tornou a atividade dos supermercados essencial. Na prática, isso abriu caminho para que funcionários sejam ainda mais explorados: desde então, as empresas não são mais obrigadas a pagar 100% de hora extra por domingos e feriados trabalhados. Agora, os efeitos começam a ser sentidos na prática. O que fez com que trabalhadores de uma das maiores redes de mercados do Rio, o Mundial, tivessem cortes de até R$700 no pagamento. Com isso, os funcionários cruzaram os braços:</p>
<p><strong>“A gente está fazendo História, primeiro supermercado a parar”, afirmam.</strong></p>
<p>Quando assinou o decreto, Temer afirmou que a legislação estava sendo atualizada “em favor dos empresários e do povo brasileiro que quer ir ao mercado no feriado e fim de semana”. Os trabalhadores foram esquecidos.</p>
<p>O movimento dos funcionários da rede, que emprega mais de 9 mil pessoas, nasceu de forma espontânea. Na segunda-feira (6), houve a primeira paralisação na Ilha do Governador, mas o supermercado não chegou a fechar. A notícia se espalhou em grupos de Whatsapp e chegou até a unidade da Praça da Bandeira, onde os colaboradores ocuparam a frente da loja, que acabou suspendendo o atendimento ao público. No dia seguinte, a onda de insatisfação chegou às unidades de Copacabana, Tijuca, Freguesia e Botafogo.<br /> “Começou com duas meninas no caixa e quando o gerente anotou o nome de uma delas, as outras apoiaram e também pararam. Então, começou a vir o pessoal da peixaria, laticínio, mercearia. Veio todo mundo para a frente de loja porque doeu no bolso de todos. De início, a gente só queria 15 minutos de atenção para eles verem que a gente não estava dormindo. Não imaginávamos que teríamos toda essa repercussão. Vídeos começaram a circular no whatsapp e encorajaram colegas de outras unidades”, contam funcionárias que pediram para ter a identidade preservada.</p>
<p>O corte dos benefícios foi o estopim para o movimento, porém o descontentamento dos trabalhadores com a empresa não é novo. Além da denúncia de acúmulo e desvio de função e da retenção do espelho de ponto, que impossibilitaria o funcionário de conferir as horas registradas, funcionários de frente de loja (operadoras de caixa, empacotadoras e fiscais) relataram não ter direito à pausa para lanche – nem mesmo as grávidas. Algumas pessoas conseguem a autorização para comer após apresentarem atestado médico. As caixas dizem também ter que esperar até uma hora pela rendição para ir ao banheiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Algumas pessoas conseguem a autorização para comer com atestado médico.</strong></p>
<p>O pagamento na rede é feito da seguinte forma: 40% no início do mês e o restante no fim, quando se somavam as horas extras dos dias da semana, os domingos e os feriados. Quem dependia desse dinheiro levou um susto ao receber o contracheque no fim do mês de outubro.</p>
<p>“Primeiro eles cortaram as horas extras pela metade, disseram que era para a gente se adaptar. Mas em seguida cortaram tudo. Depois, os domingos e em seguida os feriados. Tudo em um período de dois meses. E a gente já contava com esse dinheiro. Quem ganha menos acabou sentindo ainda mais”, afirmam funcionários.</p>
<p>O decreto de Temer dá segurança jurídica aos empresários para alocar funcionários para o trabalho nos domingos e feriados e a negociar com os sindicatos. No mês passado, na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro assinou um acordo com os supermercados em que o adicional dos feriados foi substituído por ajuda de custo fixa de R$30 em espécie ou vale-compras – o que foi sentido pelos trabalhadores neste mês. No caso do Mundial, o pagamento é feito em um vale-refeição, apelidado pelos funcionários de “vale-biscoito”, que só pode ser usado na própria rede.</p>
<p>Em assembleia realizada na sede do sindicato, que assumiu as negociações para que o movimento não seja declarado ilegal, os funcionários votaram pelo estado de greve e incluíram reivindicações a pauta. A mobilização que começou por conta das horas extras agora também pede o fim do acúmulo de função e o reenquadramento das caixas como operadoras de caixa ao invés de atendentes.</p>
<p>De acordo com os funcionários, após as paralisações, o Mundial voltou atrás em relação aos domingos e realizou o pagamento nas lojas. Porém, a questão dos feriados continua em aberto. Os trabalhadores acreditam que a pressão possa reverter a situação.</p>
<p>“Eu, sinceramente, acredito que vamos conseguir, mas não vamos desfrutar. A empresa já ‘visa’ a gente como pessoas demitidas”, afirma uma das funcionárias.</p>
<p><a class="btn btn-primary" href="https://theintercept.com/2017/11/17/mundial-greve-direitos-trabalhistas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja aqui vídeo da paralisação no Supermercado Mundial.</a>    </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para Mundial, a “situação já foi resolvida”</strong></p>
<p>Questionado sobre o corte nas horas extras, o estado de greve dos funcionários e possíveis perseguições aos trabalhadores envolvidos na mobilização, o Mundial informou que a situação já está resolvida:</p>
<p>O Supermercados Mundial esclarece que a situação envolvendo os funcionários foi desencadeada em função de uma alteração na política de benefícios da rede, mas que já foi resolvida junto aos colaboradores.</p>
<p>Com 74 anos de atuação no mercado do Rio de Janeiro, a rede sempre investiu no bem- estar de seus funcionários, oferecendo plano de benefícios completo, incluindo: assistência médica e odontológica, alimentação no local, auxílio-creche, seguro de vida e funeral, cartão farmácia, prêmio por assiduidade, assistência social, assessoria jurídica, entre outros.</p>
<p>O Mundial afirma ter resolvido a questão por ter pago os domingos trabalhados aos funcionários. Porém, a rede ainda não se posicionou sobre as demais reivindicações. A primeira reunião de negociações entre o sindicato e os advogados da empresa aconteceu nesta quinta-feira (16) na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE) no Rio.</p>
<p>A empresa pediu mais tempo para analisar a pauta e um novo encontro foi marcado para o próximo dia 22. O estado de greve continua.</p>
<p><em>Fonte: The Intercept Brasil – Texto: Juliana Gonçalves</em></p>
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