<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>SEC Floripa | </title>
	<atom:link href="https://secfloripa.org.br/tag/mercado-de-trabalho/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://secfloripa.org.br</link>
	<description>Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Apr 2019 20:33:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">210821651</site>	<item>
		<title>Bolsonaro ignora realidade do mercado de trabalho e põe em risco a Previdência</title>
		<link>https://secfloripa.org.br/bolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia/</link>
					<comments>https://secfloripa.org.br/bolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2019 20:33:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho e Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[previdência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://secfloripa.org.br/wordpress/index.php/2019/04/04/bolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia/</guid>

					<description><![CDATA[Se a reforma da Previdência for aprovada, com a atual realidade do mercado de trabalho e da economia brasileira, daqui a 30 anos o resultado será o fim do financiamento Previdência Social, diz Fagnani O governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer impor aos trabalhadores e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><em>Se a reforma da Previdência for aprovada, com a atual realidade do mercado de trabalho e da economia brasileira, daqui a 30 anos o resultado será o fim do financiamento Previdência Social, diz Fagnani</em></h3>
<p>O governo de Jair Bolsonaro (PSL) quer impor aos trabalhadores e trabalhadoras uma reforma da Previdência com regras equivalentes ou até mais duras do que as praticadas em países desenvolvidos, desconsiderando completamente a situação do mercado de trabalho brasileiro, que registra recordes nos números de desemprego e de contratações precárias.</p>
<p>As consequências desta reforma neste cenário, segundo o economista e professor da Unicamp, Eduardo Fagnani, serão o fim do financiamento da Previdência Social e a extinção do direito à proteção na velhice.</p>
<p>“Essa reforma quer impor regras de países desenvolvidos, com IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] elevado, e desconsidera completamente que essa não é a realidade do Brasil, que ocupa a 9ª posição em desigualdade numa relação de 198 países, com um mercado de trabalho cada vez mais precarizado”, diz o professor.</p>
<p> </p>
<p><strong>A realidade do mercado de trabalho brasileiro</strong></p>
<p>Atualmente, 52,6% dos trabalhadores brasileiros estão fora do sistema pleno de proteção social, isso sem considerar os 13,1 milhões de desempregados e os 4,9 milhões de desalentados, que desistiram de procurar emprego depois de muito procurar.</p>
<p>Esses trabalhadores (52,6%) não têm vínculo empregatício e, portanto, não têm proteção para o futuro, não têm acesso aos benefícios do INSS e não têm direito a FGTS. Trabalham por conta, são contratados de forma precária ou como Pessoa Jurídica, os chamados PJ’s.</p>
<p>Já os empregados com carteira assinada respondem por apenas 38,9% da força ocupada e os servidores públicos, 8,5%.</p>
<p>Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do IBGE, e foram compilados pelos economistas José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), e Juliana Damasceno de Sousa, pesquisadora do Ibre/FGV.</p>
<p> Segundo o professor Eduardo Fagnani, o Brasil tem hoje 170 milhões de pessoas entre 14 e 65 anos em idade ativa. Desse total, 100 milhões fazem parte da População Economicamente Ativa (PEA), que estão no mercado de trabalho ou tentando se inserir, e 70 milhões estão fora, são aqueles que não trabalham nem estudam, que estão fora do mercado e outros, que é uma minoria, só estudam.</p>
<p> </p>
<p>Do total da PEA, 27,9 milhões de trabalhadores estão subutilizados, segundo o IBGE – 13,1 milhões desempregados, 9,9 milhões subempregados e 4,9 milhões que não conseguem procurar empregos. Portanto, “estamos falando de uma população ocupada de aproximadamente 72,1 milhões de pessoas e de uma população excluída de 100 milhões”, diz Fagnani.</p>
<p>“Desse total, mais da metade trabalha sem carteira assinada e sem proteção. Com a reforma Trabalhista que ainda está sendo implementada, aqueles que ainda têm alguma proteção podem perdê-la a qualquer momento e terão dificuldade de contribuir com a Previdência Social”, explica Fagnani.</p>
<p> </p>
<p><strong>Desmonte do financiamento</strong></p>
<p> Para o professor da Unicamp, se a reforma de Bolsonaro passar, daqui a 30 anos o resultado será o fim do financiamento do caixa da Previdência Social.</p>
<p> Isso porque, explica Fagnani, com a difícil realidade do mercado de trabalho sem proteção social, mais a proposta que pretende instituir o regime de capitalização, não existirá no futuro quem continuará pagando o Regime Geral de Previdência Social (RGPS).</p>
<p> “A Previdência Social como conhecemos pode simplesmente acabar. Aí teremos uma massa de trabalhadores numa corrida de obstáculos que jamais conseguirá vencer”, diz o professor.</p>
<p> </p>
<p><strong>BPC</strong> </p>
<p>A consequência do desmonte, diz Fagnani, será a migração de cerca de 70% a 80% da população para a proteção social, o chamado Benefício de Prestação Continuada, que, segundo a proposta de Bolsonaro, terá o valor rebaixado de um salário mínimo para R$ 400.</p>
<p>“E além do valor rebaixado, há o risco de não haver correção monetária, ou seja, o governo poderá deixar esse valor congelado por 5, 7 ou até 10 anos. E o que era R$ 400 pode se transformar ainda em R$ 250”.</p>
<p> </p>
<p>Fonte: CUT Brasil, 04 de abril de 2019</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fbolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia%2F&amp;linkname=Bolsonaro%20ignora%20realidade%20do%20mercado%20de%20trabalho%20e%20p%C3%B5e%20em%20risco%20a%20Previd%C3%AAncia" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fbolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia%2F&amp;linkname=Bolsonaro%20ignora%20realidade%20do%20mercado%20de%20trabalho%20e%20p%C3%B5e%20em%20risco%20a%20Previd%C3%AAncia" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fbolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia%2F&amp;linkname=Bolsonaro%20ignora%20realidade%20do%20mercado%20de%20trabalho%20e%20p%C3%B5e%20em%20risco%20a%20Previd%C3%AAncia" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fbolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia%2F&amp;linkname=Bolsonaro%20ignora%20realidade%20do%20mercado%20de%20trabalho%20e%20p%C3%B5e%20em%20risco%20a%20Previd%C3%AAncia" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fbolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia%2F&amp;linkname=Bolsonaro%20ignora%20realidade%20do%20mercado%20de%20trabalho%20e%20p%C3%B5e%20em%20risco%20a%20Previd%C3%AAncia" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fbolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia%2F&#038;title=Bolsonaro%20ignora%20realidade%20do%20mercado%20de%20trabalho%20e%20p%C3%B5e%20em%20risco%20a%20Previd%C3%AAncia" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/bolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia/" data-a2a-title="Bolsonaro ignora realidade do mercado de trabalho e põe em risco a Previdência"></a></p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://secfloripa.org.br/bolsonaro-ignora-realidade-do-mercado-de-trabalho-e-poe-em-risco-a-previdencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3973</post-id>	</item>
		<item>
		<title>28 milhões querem trabalhar, mas não conseguem; 5 milhões desistiram de procurar</title>
		<link>https://secfloripa.org.br/28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar/</link>
					<comments>https://secfloripa.org.br/28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 May 2018 14:41:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Emprego e Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[recorde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://secfloripa.org.br/wordpress/index.php/2018/05/25/28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar/</guid>

					<description><![CDATA[Taxa recorde de desemprego e dificuldade para conseguir recolocação do mercado de trabalho faz quase 5 milhões de pessoas desistir de procurar emprego – 194% a mais do que em 2014 A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, pessoas que...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Taxa recorde de desemprego e dificuldade para conseguir recolocação do mercado de trabalho faz quase 5 milhões de pessoas desistir de procurar emprego – 194% a mais do que em 2014</h3>
<p>A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, pessoas que gostariam e precisam trabalhar mais e aqueles que desistiram de procurar emprego, bateu recorde histórico no primeiro trimestre de 2018, chegando a 24,7% – é mais alta taxa da série iniciada em 2012.</p>
<p>Se comparado com o primeiro trimestre de 2014, antes do golpe de Estado que tirou do poder uma presidenta democraticamente eleita, a população subutilizada cresceu 73% &#8211; 11,7 milhões de pessoas.</p>
<p>Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas com força de trabalho subutilizada. Desse total, 13,7 milhões estão desempregados, o que corresponde a 13,1%. Se comparado com 2014, o número de desempregados cresceu 94,2%, o que significa que há 6,6 milhões de pessoas a mais procurando emprego no País desde que o ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) assumiu o governo.</p>
<p>Os dados de subutilização da força de trabalho, divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que foi recorde também a taxa de desalento da força de trabalho. Aumentou em 194,9% o número de pessoas que desistiram de procurar emprego no primeiro trimestre de 2018 em comparação com o mesmo período de 2014.</p>
<p>O Brasil tem hoje 4,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sequer têm forças para procurar uma vaga no mercado de trabalho, depois de meses e meses de tentativas frustradas. A maioria (60,6%) vive na Região Nordeste, onde 2,8 milhões de trabalhadores estão desalentados.</p>
<p>Entre os que desistiram de procurar emprego, pretos e pardos são a maioria, representando 73,1%. Do total, 23,4% têm entre 18 e 24 anos e 38,4% ensino fundamental incompleto.</p>
<p>Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, o governo golpista e ilegítimo de Temer é o que a gente sabia que seria: um desastre para a classe trabalhadora brasileira.</p>
<p>“Não há geração de emprego, milhões de brasileiros desistiram de entregar currículos e outros tantos milhões estão trabalhando por conta própria ou sendo explorados com contratos temporários”.</p>
<p>O retrato do Brasil pós-golpe é miséria, desalento, desesperança.</p>
<p>Com o usurpador Temer, diz Vagner, o que temos são taxas recordes de desemprego e geração de trabalho precário e informal.</p>
<p>E as pesquisas confirmam a afirmação do presidente da CUT. No primeiro trimestre 2018, o Brasil atingiu o menor número de trabalhadores com carteira assinada desde 2012.</p>
<h3><strong>Norte e Nordeste mais penalizados</strong></h3>
<p>As Regiões Norte e Nordeste são as mais penalizadas com o desemprego e o subemprego. Com uma taxa de desemprego de 15,9%, o Nordeste é a Região que atingiu o pior índice.</p>
<p>Já o estado do Amapá registrou a maior taxa (21,5%). Na sequência vêm os estados da Bahia (17,9%) Pernambuco (17,7%), Alagoas (17,7%) e Maranhão (15,6%), todos no Nordeste.</p>
<p>Nas Regiões Norte e Nordeste o percentual de pessoas que trabalharam por conta própria, sem direitos, em condições precárias e sem renda fixa, também foi maior do que nas demais regiões. São 32,4% de pessoas no Norte e 29% no Nordeste.</p>
<p>São nessas regiões também que foram registrados os menores percentuais de empregos com carteira assinada &#8211; Norte (62,9%) e Nordeste (59,7%).</p>
<p>A Região Sul apresentou o maior índice (83,3%) de trabalhadores com registro em carteira, assim como também o menor número de desempregados (8,4%).</p>
<p>As menores taxas de desemprego foram registradas nas regiões Sul e Centro-Oeste &#8211; Santa Catarina (6,5%) Mato Grosso do Sul (8,4%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Mato Grosso (9,3%).</p>
<h3><strong>Total população ocupada</strong></h3>
<p>A população ocupada, estimada em 90,6 milhões de pessoas, era composta, no primeiro trimestre de 20018, por 67,4% de empregados, 25,3% de pessoas que trabalharam por conta própria, 4,8% de empregadores e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2F28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar%2F&amp;linkname=28%20milh%C3%B5es%20querem%20trabalhar%2C%20mas%20n%C3%A3o%20conseguem%3B%205%20milh%C3%B5es%20desistiram%20de%20procurar" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2F28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar%2F&amp;linkname=28%20milh%C3%B5es%20querem%20trabalhar%2C%20mas%20n%C3%A3o%20conseguem%3B%205%20milh%C3%B5es%20desistiram%20de%20procurar" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2F28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar%2F&amp;linkname=28%20milh%C3%B5es%20querem%20trabalhar%2C%20mas%20n%C3%A3o%20conseguem%3B%205%20milh%C3%B5es%20desistiram%20de%20procurar" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2F28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar%2F&amp;linkname=28%20milh%C3%B5es%20querem%20trabalhar%2C%20mas%20n%C3%A3o%20conseguem%3B%205%20milh%C3%B5es%20desistiram%20de%20procurar" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2F28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar%2F&amp;linkname=28%20milh%C3%B5es%20querem%20trabalhar%2C%20mas%20n%C3%A3o%20conseguem%3B%205%20milh%C3%B5es%20desistiram%20de%20procurar" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2F28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar%2F&#038;title=28%20milh%C3%B5es%20querem%20trabalhar%2C%20mas%20n%C3%A3o%20conseguem%3B%205%20milh%C3%B5es%20desistiram%20de%20procurar" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar/" data-a2a-title="28 milhões querem trabalhar, mas não conseguem; 5 milhões desistiram de procurar"></a></p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://secfloripa.org.br/28-milhoes-querem-trabalhar-mas-nao-conseguem-5-milhoes-desistiram-de-procurar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3758</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Governo Temer diz que geração de bico melhora mercado de trabalho</title>
		<link>https://secfloripa.org.br/governo-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho/</link>
					<comments>https://secfloripa.org.br/governo-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Feb 2018 08:16:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[direitos trabalhistas]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Temer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://secfloripa.org.br/wordpress/index.php/2018/02/03/governo-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho/</guid>

					<description><![CDATA[Caged aponta &#8220;geração&#8221; de 6 mil vagas com contrato intermitente de trabalho desde que Temer legalizou o bico com a reforma Trabalhista Em 2017, ano em que o governo  Michel Temer (MDB-SP) aprovou a reforma Trabalhista, que legalizou o bico e extinguiu pelo menos 100...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3 class="linhadeOlho">Caged aponta &#8220;geração&#8221; de 6 mil vagas com contrato intermitente de trabalho desde que Temer legalizou o bico com a reforma Trabalhista</h3>
<p>Em 2017, ano em que o governo  Michel Temer (MDB-SP) aprovou a reforma Trabalhista, que legalizou o bico e extinguiu pelo menos 100 itens da CLT, com o argumento de que a nova lei contribuiria para gerar emprego e renda, o Brasil fechou o ano com menos 20.832 postos formais de trabalho, redução de -0,05% no <a class="classtermo" href="http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/estoque">estoque</a> &#8211; e “gerou” quase seis mil bicos, empregos com contrato intermitente.</p>
<p>É o terceiro ano seguido no vermelho, apesar de o governo falar, e a mídia golpista reproduzir sem questionamentos, que a economia está em franca recuperação. A construção civil puxou os dados para baixo, com o fechamento líquido de 103.968 vagas com carteira assinada.</p>
<p>Outra promessa, a geração de renda, também não vingou. O salário dos contratados caiu em comparação com a remuneração dos demitidos. Em dezembro, o salário médio de admissão foi de R$ 1.476,35, ante R$ 1.701,51 recebido pelos trabalhadores dispensados</p>
<p>Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta sexta-feira )26) pelo Ministério do Trabalho, com a manchete: <a href="http://trabalho.gov.br/noticias/5417-caged-confirma-melhora-do-mercado-de-trabalho-em-2017">Caged confirma melhora no mercado de trabalho em 2017.</a></p>
<p>O corte atingiu, principalmente, mulheres e pessoas de menor escolaridade. Entre os demitidos estão quase 189 mil trabalhadores e trabalhadoras com ensino fundamental incompleto e 140 mil completo, enquanto o número de empregados com ensino médio aumentou em 303 mil. O mercado de trabalho tem 21.694 homens a mais e 42.526 mulheres a menos. </p>
<p><strong>Caged agora divulga também geração de bico</strong></p>
<p>Legalizado pela chamada reforma trabalhista como uma das formas de aumentar a geração de emprego no Brasil, o trabalho intermitente, que o presidente da CUT, Vagner Freitas, define como “bico”, agora está sendo medido pelo Caged, que antes só fazia estatística de geração de emprego formal, com carteira assinada e garantia de direitos.</p>
<p>Segundo o Caged, foram gerados 2.851 postos de trabalho com contrato intermitente, aquele em que o empregador diz que dias o trabalhador deve comparecer a empresa &#8211; um, dois ou três, ou menos por semana &#8211; e não dá direito a <a class="classtermo" href="http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/ferias">férias,</a> 13º, <a class="classtermo" href="http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/fgts">FGTS</a> nem seguro-desemprego. Dependendo de quantos dias trabalha, o trabalhador pode receber por mês menos de um <a class="classtermo" href="http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/salario_minimo">salário mínimo.</a></p>
<p>Até os intermitentes foram dispensados em dezembro &#8211; 277. Desde novembro, quando a Lei 13.467 entrou em vigor, foram admitidos com este tipo de contrato 5.971 trabalhadores e 330 foram demitidos, segundo os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho.</p>
<p>Outro efeito da nefasta lei, como diz Vagner, os &#8220;acordos&#8221; individuais entre patrão e empregado para dispensa de trabalhadores e trabalhadoras, somaram 6.696 nesses dois meses. Ao fazer esse tipo de acordo, os trabalhadores abrem mão de parte de suas verbas rescisórias &#8211; ao assinar o acordo, ao invés de 40% da multa do <a class="classtermo" href="http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/fgts">FGTS</a> receberão 20%, e 80% do que tiver depositado em suas contas individuais do Fundo;  o <a class="classtermo" href="http://www.contabeis.com.br/termos-contabeis/aviso_previo">aviso prévio</a> também cai pela metade e, para piorar, perdem o direito ao seguro-desemprego.</p>
<p>Os acordos afetaram, principalmente, trabalhadores e trabalhadoras que ganham menos, como auxiliares de escritório e assistentes administrativos. Também atingiu alimentadores de linha de produção, motoristas de ônibus e de caminhão, operadores de caixa e faxineiros, entre outras. Homens na maioria (58,6%) e de 30 a 49 anos (50,1%) e com até segundo grau completo (58,2%)</p>
<p>Fonte: <a href="https://cut.org.br/noticias/governo-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho-2cfd/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://cut.org.br/noticias/governo-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho-2cfd/</a></p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fgoverno-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho%2F&amp;linkname=Governo%20Temer%20diz%20que%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20bico%20melhora%20mercado%20de%20trabalho" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fgoverno-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho%2F&amp;linkname=Governo%20Temer%20diz%20que%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20bico%20melhora%20mercado%20de%20trabalho" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fgoverno-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho%2F&amp;linkname=Governo%20Temer%20diz%20que%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20bico%20melhora%20mercado%20de%20trabalho" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fgoverno-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho%2F&amp;linkname=Governo%20Temer%20diz%20que%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20bico%20melhora%20mercado%20de%20trabalho" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fgoverno-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho%2F&amp;linkname=Governo%20Temer%20diz%20que%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20bico%20melhora%20mercado%20de%20trabalho" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fgoverno-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho%2F&#038;title=Governo%20Temer%20diz%20que%20gera%C3%A7%C3%A3o%20de%20bico%20melhora%20mercado%20de%20trabalho" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/governo-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho/" data-a2a-title="Governo Temer diz que geração de bico melhora mercado de trabalho"></a></p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://secfloripa.org.br/governo-temer-diz-que-geracao-de-bico-melhora-mercado-de-trabalho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3682</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Mulheres e o mercado de trabalho: a primeira barreira é a entrevista</title>
		<link>https://secfloripa.org.br/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista/</link>
					<comments>https://secfloripa.org.br/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2018 15:39:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://secfloripa.org.br/wordpress/index.php/2018/01/16/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista/</guid>

					<description><![CDATA[Na sociedade machista em que vivemos, o mercado de trabalho pode ser nocivo às mulheres mesmo antes que ela conquiste sua inserção. O processo seletivo para uma vaga de emprego, e consequentemente a contratação, é mais difícil para as mulheres do que para os homens....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na sociedade machista em que vivemos, o mercado de trabalho pode ser nocivo às mulheres mesmo antes que ela conquiste sua inserção. O processo seletivo para uma vaga de emprego, e consequentemente a contratação, é mais difícil para as mulheres do que para os homens. E é possível afirmar isso com base, não só nas experiências individuais, como também cientificamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo divulgado em 2017 pela Universidade da Califórnia e pela Universidade do Sul da Califórnia revelou que elas são interrompidas durante entrevistas mais vezes do que os competidores do sexo masculino, o que pode causar estranheza, ansiedade e nervosismo nas entrevistadas. As mulheres costumam receber mais perguntas (em média, 17 para elas e 14 para os homens), as quais costumam ser intimidadoras e exigentes, as forçando a provar ainda mais sua capacitação. Já para os homens, quando são interrompidos, o interrogatório não é o mesmo. Pelo contrário: costumam ouvir algo “geralmente positivo e afirmativo”, segundo a pesquisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante deste cenário, superar a barreira da entrevista é uma vitória para as mulheres que buscam iniciar uma carreira, mas esta fase se apresenta cheia de medos e desafios, em vez de aprendizado e crescimento. Pensando nisso, a Think Olga elaborou este roteiro, em parceria com a </span><a href="https://www.thoughtworks.com/pt" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">ThoughtWorks Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">, empresa de consultoria tecnológica que valoriza a contratação e o desenvolvimento de pessoas pertencentes a grupos minorizados. Listamos perguntas e práticas preconceituosas das empresas no processo de contratação que muitas vezes passam despercebidas, mas que representam desvantagem e desrespeito que não deveriam ser comuns ou aceitas pelas candidatas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, para explicar como agir diante de tais situações, contamos com a consultoria da advogada trabalhista Amarílis Costa, mestranda em Humanidades, Direito e outras Legitimidades pela FFLCH – USP, coordenadora Adjunta do Grupo de Estudos Ciências Criminais e Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e co-fundadora do projeto Preta e Acadêmica. Ela explica que, embora muitas empresas não sigam isso à risca, a decisão do entrevistador, do RH ou dos gerentes da empresa devem ser feitas mediantes somente às capacitações profissionais da candidata e não à questão de gênero, sexualidade ou raça. Inclusive, anexar fotos ou vídeos no currículo não é obrigatório – mesmo que por solicitação da empresa – porque a aparência física da candidata não pode ser um fator de avaliação na hora da seleção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo em mente que a conquista do trabalho é mais difícil para as mulheres, principalmente negras e transexuais, nossa proposta não é aconselhá-las a desistir de uma oportunidade ao primeiro sinal de preconceito. Mas sim como, justamente, identificá-los e agir contra eles de modo a garantir que esta barreira possa ser quebrada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, ter uma entrevista segura e livre de preconceitos é um direito de todas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Por mais que não exista ainda uma relação de emprego estabelecida na entrevista, este ramo também é protegido pelo direito trabalhista e tem que obedecer a legislação”, finaliza Amarílis.</span></p>
<h4><b>SEUS PLANOS DE ENGRAVIDAR NÃO SÃO DA CONTA DE NINGUÉM</b></h4>
<p>Sim, a empresa precisa ser informada se a candidata tem uma doença que precisa ser tratada ou que a tornaria inapta para a função, mas não como critério de avaliação. Sendo assim, a questão sobre saúde não deverá surgir na entrevista de emprego. “A empresa pode precisar até de informações jurídicas na burocracia da contratação, como antecedentes criminais, por exemplo. Mas jamais perguntar diretamente para o candidato. Isso se confere em documentos e, em linhas gerais, não são questões pertinentes”, explica Amarílis.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar disso, as perguntas feitas mais frequentemente para mulheres são sobre maternidade. Muitas empresas argumentam que precisam saber se as mulheres estão grávidas ou se desejam engravidar para avaliar questões como licença-maternidade. Ou ainda, se têm filhos e se a criação e saúde deles poderiam influenciar seus horários de trabalho. Mais uma vez, é importante lembrar que homens também têm filhos, mas a paternidade não fica no caminho da contratação da mesma maneira que a maternidade fica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intenção de maternidade não é algo que se possa prever em exames admissionais – a empresa não pode pedir atestado ou exame para comprovação de esterilidade ou gravidez na admissão. Além disso, perguntas sobre maternidade são consideradas pessoais, discriminatórias e proibidas, portanto você não é obrigada a responder.</span></p>
<h4><b>SUA SEXUALIDADE NÃO MUDA O SEU DESEMPENHO</b></h4>
<p>“Não influencia na capacitação da candidata. Não é de interesse da empresa. Não deve ser questionada”, Amarílis é direta sobre a questão, mas alerta que as empresas não deixam de “investigar” sobre a orientação sexual de suas candidatas, usando perguntas capciosas sobre hábitos e hobbies, onde a candidata pode deixar escapar suas companhias ou lugares que frequenta. Ainda que as respostas não digam mais sobre a sexualidade da mulher do que a própria afirmação dela diria, existe um julgamento lesbofóbico ou bifóbico envolvido.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta estratégia também é usada para descobrir costumes da candidata, como, por exemplo, se ela costuma beber ou frequentar baladas.  Amarílis alerta que a resposta da mulher costuma ter mais peso e afetar a decisão de contratação. “Existe um julgamento de caráter e social atrelado a esta pergunta, geralmente atribuído ao sexo feminino”, argumenta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do que são consideradas perguntas pessoais, estas questões são proibidas pela legislação do trabalho, mas raramente punem o recrutador, pois a empresa argumenta ter feito perguntas leves, para descontrair. De qualquer modo, você não é obrigada a dar detalhes pessoais sobre sua vida. É importante ter atenção a perguntas pessoais que podem parecer somente parte de uma conversa descontraída.</span></p>
<h4><b>VOCÊ É LIVRE PARA TER A RELIGIÃO QUE VOCÊ ESCOLHER</b></h4>
<p>Segundo a especialista, não há nenhuma necessidade de responder perguntas relacionadas a crenças, mesmo quando a empresa é ligada a instituições ou trabalhos religiosos. “Não se pode, em momento algum, questionar valores  pessoais. E o primeiro deles é a fé”, destaca Amarílis.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo dados da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH), vinculada ao Ministério da Justiça, entre janeiro e setembro de 2016, foram registradas 300 denúncias de intolerância religiosa, pelo Disque 100. Um aumento de 105% na comparação com o ano anterior. Porém especialistas acreditam que o aumento poderia ser ainda maior, considerando que dados do ano inteiro não foram consolidados e que nem todos denunciam as agressões sofridas. E, como outros problemas sociais no Brasil, a intolerância religiosa pode chegar também às empresas e seus processos de seleção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando nisso, como candidata, é preciso desconfiar de perguntas relacionadas a símbolos religiosos, tais como turbantes, escapulários, colares de contas ou hijabs, por exemplo. Elas sugerem que não só a religião está sendo julgada, como também a influência dela na vestimenta da candidata – o que costuma acontecer principalmente com as mulheres. Perguntas mais diretas como “qual sua religião” ou “quantas vezes na semana você frequenta a igreja” também são vistas pela lei como práticas ruins.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso questionada, você pode recorrer ao seu direito de falar somente sobre suas capacitações durante a entrevista, respondendo com outra pergunta: “qual a importância dessa questão para o meu desempenho no trabalho?”</span></p>
<h4><b>RACISMO É CRIME</b></h4>
<p>Para além do gênero, o julgamento por aparência também é racista e elitista. Por isso, a entrada de uma mulher em uma empresa não pode, jamais, estar relacionada à sua disponibilidade de alisar o cabelo, por exemplo. “Existem alguns cargos e funções específicas que pedem algum tipo de alteração da imagem do empregado, como no setor da saúde, por exemplo. Porém, textura do cabelo, sendo algo natural da candidata, não cabe em tal exigência”, explica Amarílis.</p>
<p>E também nunca é suficiente destacar que a cor de sua pele não deve influenciar a escolha do avaliador e da instituição como um todo – isso porque, na prática, esta regra fundamental ainda não está sendo obedecida.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">São recentes – em torno de 15 anos – as políticas públicas, como as cotas, que garantem a presença da população negra nas universidades brasileiras. E, embora existam resultados positivos, ainda há muito a percorrer até que exista igualdade nos meios acadêmicos e também, como uma extensão disso, no mercado de trabalho, como aponta a diretora executiva do Instituto ID_BR, parceiro da ThoughtWorks, Luana Genot: “O público negro, após essa inserção na universidade, não segue sendo absorvido proporcionalmente no mercado de trabalho, sobretudo no setor privado”. E essa tendência tem nome: racismo institucional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2016, uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JtLaI_jcoDQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">campanha do Governo Estadual do Paraná</span></a><span style="font-weight: 400;"> viralizou por mostrar, de forma prática, como funciona o racismo institucional. Dois grupos de profissionais de RH foram expostos a um grupo diferente de imagens de pessoas em atividades do dia a dia. O primeiro grupo visualizou somente fotos de pessoas brancas, chutando que aqueles seriam gerentes, empreendedores e outros cargos de liderança. Já o segundo grupo visualizou as mesmas imagens, mas com protagonistas negros, e acreditou que eles fossem seguranças, empregadas domésticas e outras profissões comumente atribuídas a negros em um mercado de trabalho segregador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Gerente Geral do Escritório de BH da ThoughtWorks Lisiane Rocha, mesmo quando a atribuição do cargo de uma pessoa negra, especialmente uma mulher negra, está clara, existe uma dúvida de capacidades, muitas vezes já na entrevista de emprego. “</span><span style="font-weight: 400;">Em processos seletivos eu escuto com frequência que ‘essa pessoa precisará de apoio, não está pronta para exercer essa função e precisará de muito tempo para aprender’”, conta.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela percebe a questão de raça institucionalizada neste tipo de pensamento, quando pessoas brancas expõem, durante a entrevista, suas possíveis dificuldades na atuação daquela vaga. “Fica aparente para mim quando observo outros processos seletivos onde candidatos brancos trazem os mesmos pontos de desenvolvimento, mas isso é tratado como “grande potencial de aprendizado”, observa Lisiane. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em casos de racismo em entrevistas de emprego, existe a possibilidade do avaliador ou empresa serem apenados em outras esferas que não só a trabalhista, já que racismo é crime no Brasil. Amarílis incentiva a denúncia, mas  alerta que a candidata poderá encontrar dificuldades se não tiver provas. “Denunciar racismo no Brasil já é difícil e em caso de entrevistas, muitas vezes, não há testemunhas”.  </span></p>
<h4><b>NÃO HÁ LUGAR PARA TRANSFOBIA</b></h4>
<p>O mercado de trabalho para pessoas transexuais e travestis é tão escasso que não há dados estatísticos de quantas estão, atualmente, trabalhando no mercado formal. Contudo, sabe-se que a inclusão é urgente, pela situação de marginalidade social a que são submetidas e também considerando que 90% da população trans brasileira está na prostituição, de acordo com a estimativa da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a analista de sistemas na ThoughtWorks Brasil e membro do Grupo dos Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADVS) Daniela Andrade, mesmo algumas empresas que se dispõem a contratar pessoas trans não conseguem atendê-las já no processo de recrutamento, uma vez que possuem  pouco ou nenhum preparo sobre como lidar com documentação, além de nenhum controle sobre perguntas ofensivas e pessoais. “É muito comum ser perguntada sobre sua genitália ou sobre cirurgias de mudança de sexo”, relata Daniela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com Amarílis, tais perguntas são transfóbicas e inaceitáveis em uma entrevista. “O tratamento de pessoas trans tem que ser alinhado com determinações de dignidade, então é amplamente inadmissível a exposição e a objetivação dessas pessoas”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, enquanto ainda existem muitos constrangimentos, há poucas informações e proteção legal para pessoas trans. “Muitas mulheres trans nem sabem que podem enviar currículos com o nome que escolheram. Não é permitido na legislação trabalhista, mas também não é proibido. É nessas brechas que encontramos espaço para ocupar com as nossas identidades”, explica Daniela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se é uma mulher trans, há ainda a barreira de gênero, já abordada  aqui. Daniela fez um experimento que demonstra como a questão de gênero as afeta diretamente. Ela enviou, para as mesmas empresas, currículos assinados com seu nome de registro (masculino) e outros com seu nome social (feminino) e recebeu muito mais respostas com chamados para entrevistas com a primeira assinatura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do cenário alarmante, que só pode ser resolvido com muita consciência por parte dos setores privado e legislativo, Amarílis traz uma visão positiva para o futuro das mulheres trans no mercado de trabalho: “A área jurídica também costuma trabalhar com a questão do costume. Se espera e se imagina que questões já pautadas e incluídas </span><a href="https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/conselho-nacional-de-educacao-autoriza-uso-de-nome-social-na-educacao-basica-21818805"><span style="font-weight: 400;">em ambientes educacionais</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, sejam aplicadas também pelas empresas”.</span></p>
<h4><b>DEFICIÊNCIA NÃO DETERMINA APTIDÃO</b></h4>
<p>Em se tratando de direitos trabalhistas para pessoas com deficiência, pode-se notar um cenário mais avançado quando os comparamos com outros grupos minorizados, como pessoas negras e transsexuais. Existe uma lei específica de cotas de contratação de pessoas com deficiência nas empresas dos setores público e privado. A Lei N° 8.213, de 1991 garante que a empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher seus cargos da seguinte forma:</p>
<h4><span style="font-weight: 400;">– até 200 funcionários = 2% de cargos para pessoas com deficiência.</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">– de 201 a 500 funcionários = 3% de cargos para pessoas com deficiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– de 501 a 1000 funcionários = 4% de cargos para pessoas com deficiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">– de 1001 em diante funcionários = 5% de cargos para pessoas com deficiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, a analista de recursos humanos e recrutadora na ThoughtWorks Aneliz Silva, afirma que é preciso ficar atenta na maneira com que as empresas tratam o recrutamento de pessoas com deficiência. Muitas podem estar interessadas somente em preencher a obrigatoriedade das cotas, mas não em incluir ou adaptar suas instalações. “É possível perceber isso quando se aplica para uma vaga que não é dirigida para pessoas com deficiências. As empresas, muitas vezes, não têm nem mesmo a instalação necessárias para receber você”, explica Aneliz dividindo experiências que teve em função da própria deficiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela explica que, em função das cotas, a deficiência não afasta a candidata da oportunidade, mas a entrevista pode ser constrangedora quando o recrutador não está avisado e, principalmente, preparado para o atendimento. “O que se espera pela lei, é que todas as empresas tenham acessibilidade e a possibilidade de contratação diversa, do contrário, há discriminação”, diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amarílis confirma e destaca que, mesmo no telefone para agendar a entrevista, muitas perguntas podem ser evitadas. “Existe a necessidade da empresa instrumentalizar o processo seletivo da pessoa com deficiência de maneira a não constranger o candidato. Quando a empresa precisa de alguma informação relacionada a locomoção, essas perguntas podem ser feitas em formulários. O ideal é que a empresa esteja preparada para contratar a pessoa que tenha a aptidão técnica, independente da característica física”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, desconfie de perguntas feitas diretamente e, principalmente, as que colocam em teste a capacidade física da candidata de chegar ao local e utilizar as instalações da empresa. Na verdade, o contrário que deveria acontecer: como pessoa com deficiência, é importante questionar a empresa sobre esta acessibilidade </span><a href="https://nacoesunidas.org/onu-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-e-fundamental-para-a-implementacao-da-agenda-2030/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">como a ONU apontou</span></a><span style="font-weight: 400;">, não são as pessoas deficientes, mas sim os ambientes que não estão preparados para recebê-las.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim,</span> <span style="font-weight: 400;">entendemos que chegar à etapa final de um processo seletivo nesse mercado de trabalho cheio de fundamentos preconceituosos não é tarefa fácil para mulheres. Em pleno 2017, provar-se capaz não é suficiente. Ainda é necessário esconder nossa essência e nos sujeitamos a violências de diversas naturezas. Mas com informação e consciência, uma entrevista de cada vez, poderemos mudar esta realidade. Ao nos educarmos, educamos também a sociedade. Ao conquistarmos espaço, podemos trazer outras mulheres com a gente.</p>
<p><a href="http://thinkolga.com/2018/01/03/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-primeira-barreira-e-entrevista/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://thinkolga.com/2018/01/03/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-primeira-barreira-e-entrevista/</a><br /></span></p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fmulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista%2F&amp;linkname=Mulheres%20e%20o%20mercado%20de%20trabalho%3A%20a%20primeira%20barreira%20%C3%A9%20a%20entrevista" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fmulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista%2F&amp;linkname=Mulheres%20e%20o%20mercado%20de%20trabalho%3A%20a%20primeira%20barreira%20%C3%A9%20a%20entrevista" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fmulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista%2F&amp;linkname=Mulheres%20e%20o%20mercado%20de%20trabalho%3A%20a%20primeira%20barreira%20%C3%A9%20a%20entrevista" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fmulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista%2F&amp;linkname=Mulheres%20e%20o%20mercado%20de%20trabalho%3A%20a%20primeira%20barreira%20%C3%A9%20a%20entrevista" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fmulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista%2F&amp;linkname=Mulheres%20e%20o%20mercado%20de%20trabalho%3A%20a%20primeira%20barreira%20%C3%A9%20a%20entrevista" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fmulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista%2F&#038;title=Mulheres%20e%20o%20mercado%20de%20trabalho%3A%20a%20primeira%20barreira%20%C3%A9%20a%20entrevista" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista/" data-a2a-title="Mulheres e o mercado de trabalho: a primeira barreira é a entrevista"></a></p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://secfloripa.org.br/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-a-primeira-barreira-e-a-entrevista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">3660</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
