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	<description>Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis</description>
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		<title>Metrópoles do país têm 24,5 milhões de pessoas com renda mensal abaixo de R$ 275</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2021 04:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em um ano, pandemia arrastou para a miséria mais 4,3 mi de pessoas, que têm agora  faixa de renda do trabalho de ¼ do salário mínimo. Ao todo são 24,5 mi de brasileiros na miséria, nas regiões metropolitanas A fome e a miséria rondam os...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Em um ano, pandemia arrastou para a miséria mais 4,3 mi de pessoas, que têm agora  faixa de renda do trabalho de ¼ do salário mínimo. Ao todo são 24,5 mi de brasileiros na miséria, nas regiões metropolitanas</h4>
<p>A fome e a miséria rondam os lares brasileiros em todas as regiões do país com a pandemia do novo coronavírus que aprofundou a crise econômica; <strong><a href="https://www.cut.org.br/noticias/taxa-de-desemprego-bate-recorde-vai-a-14-7-e-atinge-14-8-milhoes-de-trabalhadore-1782">o desemprego</a> </strong>(14,7 %); a precarização das relações do trabalho e rebaixou os salários. Além disso, houve a disparada da inflação, especialmente nos preços dos alimentos (<a href="https://www.cut.org.br/noticias/preco-da-cesta-basica-sobe-na-maioria-das-capitais-no-primeiro-semestre-a0b0"><strong>a cesta básica chegou a aumentar quase 30% no Distrito Federal</strong></a>); os <a href="https://www.cut.org.br/noticias/reajuste-de-combustiveis-impacta-na-inflacao-e-corroi-poder-de-compra-das-famili-31f6"><strong>aumentos nos combustíveis e no gás de cozinha</strong></a> e os cortes no <a href="https://www.cut.org.br/noticias/auxilio-emergencial-e-prorrogado-em-meio-a-crise-politica-envolvendo-bolsonaro-704d"><strong>valor do auxílio emergencial e no número de pessoas assistidas</strong></a>.  A soma de todas essas mazelas têm deixado os pobres ainda mais pobres.</p>
<p>O resultado é que em apenas um ano aumentou em 4,3 milhões o número de brasileiros que têm renda per capita mensal, de apenas ¼ do salário mínimo (R$ 275), vivendo nas grandes cidades do país, revela a pesquisa publicada na quarta edição do <strong><a href="https://www.observatoriodasmetropoles.net.br/wp-content/uploads/2021/07/BOLETIM_DESIGUALDADE-NAS-METROPOLES_04.pdf">boletim nº 04 da Desigualdade nas Metrópole</a>s</strong>. No primeiro trimestre de 2020, as regiões metropolitanas somavam 20,2 milhões de pessoas nesta situação. Agora este número, no mesmo período, subiu para 24,5 milhões.  </p>
<p>Os pesquisadores levaram em conta as informações da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo é produzido em parceria entre Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Observatório das Metrópoles e o Observatório da Dívida Social na América Latina (RedODSAL).</p>
<p>Os recursos de benefícios sociais, como aposentadoria ou Bolsa Família, e o  auxílio emergencial também não entram no cálculo. Em parte do período pesquisado, o auxílio não estava sendo pago.</p>
<p><strong>Outros dados da pesquisa mostram queda maior de renda entre os mais pobres</strong></p>
<p>&#8211; a parcela dos 40% mais pobres perdeu rendimentos de 33,4%. De R$ 233,94 encolheu para R$ 155,89 ,no começo de 2021;</p>
<p>&#8211; os 50% que compõem a faixa intermediária registraram baixa de 7,6%. A renda caiu de R$ 1.313,12 para R$ 1.213,55.</p>
<p>&#8211; os 10% mais ricos tiveram queda bem menor, de 4,8%. A renda média do grupo recuou de R$ 6.921,41 para R$ 6.590,05</p>
<p>&#8211; em média o rendimento de toda a população nas regiões metropolitanas reduziu em 8,5%, de R$ 1.423,93 caiu para R$ 1.302,79. Essa redução fez a renda do trabalho retornar a patamar semelhante ao do início da série, em 2012.</p>
<p><strong>Desigualdade aumenta na pandemia</strong></p>
<p>No período pesquisado, a <strong>diferença entre pobres e ricos também aumentou</strong>. Os 10% mais ricos ganhavam, em média, 29,6 vezes mais do que os 40% mais pobres. A diferença <strong>subiu para 42,3 vezes</strong>.</p>
<p>Os dados são referentes ao índice Gini, que vai de zero a um. Quanto mais próximo de zero menor é a desigualdade. Mas não é isto que se vê no Brasil do governo de Jair Bolsonaro. Na média móvel, o Coeficiente Gini subiu de 0,608 para 0,637,  a maior marca da série histórica, segundo o boletim.</p>
<p><strong>Desigualdade nos estados </strong></p>
<p>A região metropolitana de João Pessoa (PB) é a mais desigual. O Coeficiente de Gini é de 0,729. Em seguida, aparecem Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), com a mesma marca: 0,687. Para os pesquisadores o elevado nível de informalidade nessas metrópoles ajuda a entender a disparidade nos ganhos com o trabalho.</p>
<p>Em entrevista ao jornal <a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/07/pandemia-empurra-43-milhoes-para-renda-muito-baixa-nas-metropoles-brasileiras.shtml">Folha de São Paulo</a>, os coordenadores do boletim, Marcelo Ribeiro, do Observatório das Metrópoles e André Salata, professor de pós-graduação em Ciências Sociais da PUCRS, disseram que o quadro pode melhorar se a vacinação contra a Covid-19 tiver impulso nos próximos meses e o país retomar a atividade econômica de forma segura. Para eles, os números do boletim reforçam a necessidade de medidas de proteção a camadas desfavorecidas nos próximos meses. Entre elas, está o auxílio emergencial.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.cut.org.br/noticias/metropoles-do-pais-tem-24-5-milhoes-de-pessoas-com-renda-mensal-abaixo-de-r-275-fbda" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.cut.org.br/noticias/metropoles-do-pais-tem-24-5-milhoes-de-pessoas-com-renda-mensal-abaixo-de-r-275-fbda</a></p>
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		<title>Renda dos trabalhadores cai 20% e inflação de alimentos aumenta</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 12:28:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Completa ausência de medidas da área econômica do governo eleva preços de produtos como óleo de soja, arroz e leite longa vida, com altas de 34,94%, 28,05% e 27,33% acumuladas no ano. O desprezo do&#160;desgoverno&#160;de Jair&#160;Bolsonaro&#160;pelas camadas mais pobres da população mantém em alta a&#160;inflação&#160;dos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="dd-m-editor">
<h4 class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather">Completa ausência de medidas da área econômica do governo eleva preços de produtos como óleo de soja, arroz e leite longa vida, com altas de 34,94%, 28,05% e 27,33% acumuladas no ano.</h4>
<p>O desprezo do&nbsp;<a title="desgoverno" href="https://pt.org.br/tag/desgoverno/" target="_blank" rel="noopener">desgoverno</a>&nbsp;de Jair&nbsp;<a title="Bolsonaro" href="https://pt.org.br/tag/bolsonaro/" target="_blank" rel="noopener">Bolsonaro</a>&nbsp;pelas camadas mais pobres da população mantém em alta a&nbsp;<a title="inflação" href="https://pt.org.br/tag/inflacao/" target="_blank" rel="noopener">inflação</a>&nbsp;dos alimentos, principal gasto das famílias das classes D e E. Segundo divulgou nesta quarta (23) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (<a title="IBGE" href="https://pt.org.br/tag/ibge/" target="_blank" rel="noopener">IBGE</a>), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) ficou em 0,45% em setembro – a maior para o mês desde 2012, quando ficou em 0,48%.</p>
<p>A alta foi pressionada justamente pelos preços dos alimentos e bebidas, que subiram 1,48% no período. O maior impacto foi causado pelas altas das carnes, tomate, óleo de soja e arroz. As carnes ficaram 3,42% mais caras, e tiveram o maior impacto dentro do grupo. Também ficaram mais caros o tomate (22,53%), o óleo de soja (20,33%), o arroz (9,96%) e o leite longa vida (5,59%). Os três últimos itens acumularam altas de 34,94%, 28,05% e 27,33% no ano, respectivamente.</p>
<p>Os transportes, com alta de 3,19%, também pesaram, puxados pela gasolina, que ficou 3,19% mais cara. O óleo diesel (2,93%) e o etanol (1,98%) também apresentaram alta. Apenas o gás veicular registrou queda de 2,58%.</p>
<p>O indicador – que é considerado uma prévia da inflação oficial do país – mostrou aceleração em relação ao índice de agosto, quando ficou em 0,23%. No ano, a prévia da inflação acumulou alta de 1,35% e, em 12 meses, atingiu 2,65%.</p>
<p>O IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado no trimestre, foi para 0,98%, acima da taxa de 0,26% registrada no mesmo período de 2019.</p>
<p>Todas as regiões pesquisadas tiveram alta de preços em setembro. O maior resultado foi registrado em Goiânia (1,10%), devido às altas nos preços da gasolina (8,19%) e do arroz (32,75%). Já a menor variação foi registrada na região metropolitana de Salvador (0,18%).</p>
<p>Enquanto o ministro-banqueiro da&nbsp;<a title="Economia" href="https://pt.org.br/tag/economia/" target="_blank" rel="noopener">Economia</a>,&nbsp;<a title="Paulo Guedes" href="https://pt.org.br/tag/paulo-guedes/" target="_blank" rel="noopener">Paulo Guedes</a>, se submete à humilhação pública pelos colegas de ministério, a expectativa de inflação do mercado para este ano chega a 1,99%, segundo o relatório Focus, divulgado nesta segunda (21) pelo&nbsp;<a title="Banco Central" href="https://pt.org.br/tag/banco-central/" target="_blank" rel="noopener">Banco Central</a>. Já para o Produto Interno Bruto (<a title="PIB" href="https://pt.org.br/tag/pib/" target="_blank" rel="noopener">PIB</a>), a projeção dos analistas é de um tombo de 5,05% em 2020.</p>
<p>Em meio à alta de alimentos da cesta básica, os estoques públicos de alimentos sofreram redução de 96% na média anual, em uma década, considerando seis diferentes tipos de grãos. O arroz está entre os que mais puxaram a queda na armazenagem. Além dele, o feijão sumiu dos estoques públicos há mais de três anos, e a soja, um dos principais produtos nacionais, não é armazenada desde 2013.</p>
<p>Segundo reportagem do portal ‘UOl’, a decisão deliberada do governo de manter os estoques baixos deixa os preços dos produtos à mercê da oferta e da procura do mercado e da oscilação no valor do dólar, sem interferência do Estado. “Em 2010, havia armazenadas quase 1 milhão de toneladas do grão, volume que despencou para 21 mil toneladas —patamar mantido desde fevereiro do ano passado a até agora”, destaca a matéria.</p>
<h4>Renda do trabalhador cai 20%</h4>
<p>Ao mesmo tempo, a renda do trabalhador brasileiro caiu, em média, 20,1%, segundo a pesquisa ‘Efeitos da&nbsp;<a title="pandemia" href="https://pt.org.br/tag/pandemia/" target="_blank" rel="noopener">pandemia</a>&nbsp;sobre o&nbsp;<a title="mercado de trabalho" href="https://pt.org.br/tag/mercadodetrabalho-2/" target="_blank" rel="noopener">mercado de trabalho</a>&nbsp;brasileiro’, publicada pela Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (<a title="FGV" href="https://pt.org.br/tag/fgv-2/" target="_blank" rel="noopener">FGV</a>&nbsp;Social), que mediu pela primeira vez os efeitos da pandemia da&nbsp;<a title="Covid-19" href="https://pt.org.br/tag/covid-19/" target="_blank" rel="noopener">Covid-19</a>&nbsp;em um trimestre fechado. No cálculo, consideram-se mercados formal e informal e também a parcela de trabalhadores sem&nbsp;<a title="emprego" href="https://pt.org.br/tag/emprego-2/" target="_blank" rel="noopener">emprego</a>.</p>
<p>No segundo trimestre desde ano, período de abril a junho, a renda teve queda de R$ 1.118 para R$ 893, em comparação com o trimestre anterior. Ainda de acordo com o estudo, a comparação entre esses dois períodos também mostra que a&nbsp;<a title="desigualdade" href="https://pt.org.br/tag/desigualdade/" target="_blank" rel="noopener">desigualdade</a>, medida pelo índice de Gini, aumentou 2,82%. Tanto a queda média na renda como o índice Gini atingiram nível recorde quando analisadas variações da série histórica, iniciada em 2012.</p>
<p>Os grupos que mais perderam foram os indígenas (-28,6%), analfabetos (-27,4%) e jovens entre 20 e 24 anos (-26%). O impacto da pandemia na renda da população mais pobre foi ainda maior do que na dos mais ricos. A metade mais pobre da população brasileira perdeu 27,9% da renda, em média, passando de R$ 199 para R$ 144. Enquanto isso, os 10% mais ricos perderam 17,5%, indo de R$ 5.428 para R$ 4.476.</p>
<p>“Trata-se de uma recessão excludente, onde o bolo de rendimentos cai para todos, mas com mais força entre os mais pobres”, diz o estudo. Ainda segundo a pesquisa, a queda na renda de 20,1% foi impulsionada pela redução na jornada de trabalho, que foi de 14,34%, em média, e a outros fatores, como a própria diminuição na oferta de vagas. Ao mesmo tempo, a taxa de ocupação, que mede o nível de emprego no país, caiu 9,9%, mas poderia ter caído 22,8% se não houvesse a redução das jornadas.</p>
<h4>Bilionários ficam mais ricos</h4>
<p>Enquanto cai a renda dos trabalhadores, os bilionários aumentaram suas fortunas durante o período de pandemia, tanto na&nbsp;<a title="América Latina" href="https://pt.org.br/tag/america-latina/" target="_blank" rel="noopener">América Latina</a>&nbsp;como no mundo. Os dados são de relatório divulgado nesta quarta (23) pela Organização Internacional do Trabalho (<a title="OIT" href="https://pt.org.br/tag/oit/" target="_blank" rel="noopener">OIT</a>). E informam que a redução de horas trabalhadas em todo o mundo levou a uma “drástica” diminuição do rendimento.</p>
<p>Segundo a OIT, apenas nos três primeiros meses do ano, os rendimentos provenientes do trabalho diminuíram em torno de 10,7% em relação ao mesmo período de 2019. Isso equivale a aproximadamente US$ 3,5 bilhões (perto de R$ 19,6 bilhões, no câmbio de hoje). “Essa cifra não inclui os efeitos das medidas adotadas pelos governos para sustentar o nível de renda”, pondera a entidade. A renda do trabalho caiu principalmente em países de renda menor. Segundo a OIT, a América foi a região mais atingida, com queda de 12,1%.</p>
<p>“Ao mesmo tempo em que redobramos esforços para vencer o vírus, devemos adotar medidas para mitigar seus efeitos nos aspectos econômico, social e de trabalho”, diz o diretor geral da OIT, Guy Ryder. “Principalmente, fomentar o emprego e a atividade empresarial, e assegurar a renda.”</p>
<p>O relatório ‘Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a&nbsp;<a title="Crise" href="https://pt.org.br/tag/crise/" target="_blank" rel="noopener">Crise</a>&nbsp;da Covid na América Latina e Caribe’, publicado pela Oxfam&nbsp;<a title="Brasil" href="https://pt.org.br/tag/brasil/" target="_blank" rel="noopener">Brasil</a>, segue a mesma linha. Segundo o estudo, 73 bilionários da América Latina e do Caribe aumentaram suas fortunas em US$ 48,2 bilhões (R$ 265,5 bilhões), apenas entre março e junho deste ano. No Brasil, os 42 bilionários do país aumentaram suas fortunas em US$ 34 bilhões (R$ 187,3 bilhões) no mesmo período.</p>
<p>“A Covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego, os bilionários não têm com o que se preocupar”, diz Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.</p>
<p>A entidade está revendo suas estimativas, considerando perdas maiores que as previstas inicialmente. Do quarto trimestre de 2019 para o segundo deste ano, por exemplo, calcula-se redução de 17,3% nas horas trabalhadas. É o equivalente a 495 milhões de empregos de jornada completa (48 horas semanais). Antes, previa-se retração de 14% (400 milhões).</p>
<p>Também se preveem quedas nos terceiro e quarto trimestres. “Um dos motivos (sobre a nova estimativa de retração) é que os trabalhadores nas economias em&nbsp;<a title="desenvolvimento" href="https://pt.org.br/tag/desenvolvimento-2/" target="_blank" rel="noopener">desenvolvimento</a>&nbsp;e emergentes, em particular no setor informal, têm sido muito mais atingidos do que em crises anteriores”, afirma a entidade.</p>
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		<title>Pressão da CUT e centrais garante renda emergencial para trabalhadores informais</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 17:31:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cut]]></category>
		<category><![CDATA[emergencial]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalhador informal]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto foi aprovado na Câmara e prevê pagamento de R$ 600,00 para informais e autônomos. Valor é três vezes maior do que Bolsonaro ofereceu e garantirá renda para milhões de brasileiros durante a pandemia A CUT, centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição tiveram...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="dd-m-editor">
<p class="dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather" style="text-align: center;"><strong>Projeto foi aprovado na Câmara e prevê pagamento de R$ 600,00 para informais e autônomos. Valor é três vezes maior do que Bolsonaro ofereceu e garantirá renda para milhões de brasileiros durante a pandemia</strong></p>
<p>A CUT, centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição tiveram uma importante vitória na luta para proteger trabalhadoras e trabalhadores informais, durante o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Foi aprovada na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (26), o Projeto de Lei (PL) 9236/17 que institui a Renda Mínima Emergencial, que será destinada a esses trabalhadores, pelo período de três meses, prorrogáveis, a depender da disseminação do vírus no Brasil e as consequentes medidas de isolamento social.</p>
<p>Incialmente, o governo de Jair Bolsonaro havia proposto o pagamento máximo de R$ 200,00, apenas para trabalhadores autônomos, durante três meses. Medida totalmente insuficiente para garantir o sustento das famílias. As centrais sindicais pressionaram parlamentares para que aprovassem o PL 9236, que determina um valor maior para o benefício.</p>
<p>Na sessão da quinta-feira, o Congresso votaria o valor de R$ 500,00, mas após a luta das entidades, com o apoio dos partidos de oposição como o PT, foi aprovado o valor de R$ 600,00 para o auxílio aos trabalhadores sem carteira-assinara.</p>
<h4><strong>Confira o que foi aprovado e quem tem direito:</strong></h4>
<p><strong>Benefício:</strong></p>
<p>Abono emergencial no valor de <strong>R$ 600,00</strong>, pagos durante os próximos três meses,</p>
<p><strong>Quem recebe:</strong></p>
<p>Trabalhadores com mais de 18 anos que não tenham emprego formal (CLT ou setor público) e que não recebam nenhum benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego outros programas de transferência de renda, com exceção ao Bolsa-Família. Neste caso, o trabalhador terá de optar por um dos dois benefícios (o abono emergencial ou o bolsa-família), aquele que for maior.</p>
<p>Entre os trabalhadores que podem receber o auxílio estão incluídos os informais, o microempreendedores individuais (MEI) e os contribuintes individuais e os inscritos no Cadastro Único Para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).</p>
<p>Outro critério é renda familiar máxima de três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou meio salário mínimo por pessoa (R$ 519,00), o que beneficiará a grande maioria das trabalhadoras que fazem faxina ou são empregadas domésticas informais.</p>
<p><strong>Limite:</strong></p>
<p>Os benefícios são limitados a duas cotas de R$ 600,00 por família, atingido o valor de R$ 1.200,00 para cada grupo familiar</p>
<p><strong>Casos especiais</strong></p>
<p>“Mães de família”, ou seja, as mulheres que sejam as responsáveis pelo sustento da casa receberão duas cotas de R$ 600,00, totalizando R$ 1.200,00.</p>
<p><strong>Comprovação de renda: </strong></p>
<p>O projeto prevê que a conferência dos dados do trabalhador será por autodeclaração, para evitar que ele fique desprotegido em um primeiro momento, caso de trabalhadores por aplicativo como UIber, Ifood, entre outros e de ambulantes e diaristas. Os trabalhadores “MEI”, já têm valor de renda declarado no cadastro de microempreendedor individual, portanto, neste caso, a seleção será automática.</p>
<p><strong>Como vai ser pago:</strong></p>
<p>Trabalhadores que já estão inscritos no CadÚnico, farão a solicitação do benefício por meio de um aplicativo a ser disponibilizado pelo governo, após o projeto ser sancionado. Depois disso, os valores serão creditados em conta bancário do trabalhador, que ele indicará no próprio aplicativo.</p>
<p>Nesse grupo incluem-se todos os brasileiros que participam de algum programa social do Governo Federal, inclusive o Bolsa-Família.</p>
<p>O aplicativo também vale para quem não está inscrito no CadÚnico. Basta preencher os dados.</p>
<p><strong>Não tenho conta bancária</strong></p>
<p>Se o trabalhador não tiver nenhuma conta vinculada ao seu CPF, o pagamento será disponibilizado por meio de conta do tipo poupança social digital, com abertura automática em nome dos beneficiários.  Não será necessário apresentar documentos para abrir essa conta, assim como não serão cobradas taxas e tarifas bancárias, em instituição que será indicada após a solicitação do benefício emergencial no aplicativo. Para esta conta, não haverá emissão de cartão físico ou cheques.</p>
<p><strong>Não tenho celular, o que faço?</strong></p>
<p>Neste caso, o trabalhador deverá procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua residência. A decisão por operacionalizar o benefício por meio do é justamente para atendender às recomendações de evitar aglomerações nestes tempo de pandemia.</p>
<p><strong>Aprovação do projeto</strong></p>
<p>O Pl foi aprovado no Congresso em votação simbólica nesta quinta-feira. Seguuira para votação no Senado para então ser sancionado e já começar a valer.</p>
<p><strong>Trabalhadores</strong></p>
<p>O projeto aprovado, depois da pressão da CUT, centrais e movimentos sociais, junto com os partidos de oposição é um mecanismo de garantir um mínimo de renda para milhões de trabalhadores que ficariam sem nenhuma condição de sustento durante o período da pandemia. Trabalhadores autônomos, pro aplicativo como motoristas de Uber, entregadores, trabalhadoras domésticas, ambulantes, e vários outros segmentos terão direito ao Abono Emergencial.</p>
</div>
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