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	<description>Sindicato dos Empregados no Comércio de Florianópolis</description>
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		<title>A todos os pais trabalhadores, um feliz dia!</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 14:32:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ser pai nos dias de hoje é mais do que amor. É resistência. Num mundo onde o trabalhador vale menos que a própria jornada… ser um pai presente virou um ato de coragem. Mesmo cansado, ele escuta. Mesmo sobrecarregado, ele abraça. Mesmo sem tempo, ele ensina.  O...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="cvGsUA direction-ltr align-center para-style-body"><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Ser pai nos dias de hoje é mais </span><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">do que amor.</span> <span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">É resistência.</span></p>
<p><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Num mundo onde o trabalhador vale menos que a própria jornada… ser um pai presente virou um ato de coragem.</span></p>
<p><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Mesmo cansado, ele escuta. Mesmo sobrecarregado, ele abraça. Mesmo sem tempo, ele ensina. </span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-center para-style-body"><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">O capitalismo tenta nos roubar tudo: nosso tempo, nossa energia, até o convívio com quem amamos. </span><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Mas um pai consciente não se entrega. Ele LUTA.</span></p>
<p class="cvGsUA direction-ltr align-center para-style-body"><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">Ser pai de verdade não é só colocar comida na mesa. </span><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">É colocar presença, afeto, exemplo. </span><span class="OYPEnA font-feature-liga-off font-feature-clig-off font-feature-calt-off text-decoration-none text-strikethrough-none">E defender seus direitos – dentro e fora de casa.</span></p>
<p>A todos os pais trabalhadores, um feliz Dia dos Pais!</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fa-todos-os-pais-trabalhadores-um-feliz-dia%2F&amp;linkname=A%20todos%20os%20pais%20trabalhadores%2C%20um%20feliz%20dia%21" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fa-todos-os-pais-trabalhadores-um-feliz-dia%2F&amp;linkname=A%20todos%20os%20pais%20trabalhadores%2C%20um%20feliz%20dia%21" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fa-todos-os-pais-trabalhadores-um-feliz-dia%2F&amp;linkname=A%20todos%20os%20pais%20trabalhadores%2C%20um%20feliz%20dia%21" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fa-todos-os-pais-trabalhadores-um-feliz-dia%2F&amp;linkname=A%20todos%20os%20pais%20trabalhadores%2C%20um%20feliz%20dia%21" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fa-todos-os-pais-trabalhadores-um-feliz-dia%2F&amp;linkname=A%20todos%20os%20pais%20trabalhadores%2C%20um%20feliz%20dia%21" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fa-todos-os-pais-trabalhadores-um-feliz-dia%2F&#038;title=A%20todos%20os%20pais%20trabalhadores%2C%20um%20feliz%20dia%21" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/a-todos-os-pais-trabalhadores-um-feliz-dia/" data-a2a-title="A todos os pais trabalhadores, um feliz dia!"></a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Artigo: O Rei do Ovo e os trabalhadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2025 14:53:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego e Desemprego]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Francisco Alano, presidente da FECESC No dia de ontem, 17 de junho de 2025, fomos surpreendidos com entrevista de Ricardo Faria , publicada pelo jornal Folha de São Paulo, em que afirma, entre outras coisas, “que contratar no Brasil é um desastre porque as...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Francisco Alano, presidente da FECESC</em></p>
<p>No dia de ontem, 17 de junho de 2025, fomos surpreendidos com entrevista de Ricardo Faria , publicada pelo jornal Folha de São Paulo, em que afirma, entre outras coisas, “que contratar no Brasil é um desastre porque as pessoas estão viciadas no Bolsa Família”.</p>
<p>Segundo ele, a holding Global Egss, de sua propriedade, com sede em Luxemburgo, produz  cerca de 13 bilhões de ovos por ano, através das empresas Granja Faria (Brasil), Hevo Group (Espanha) e a recém adquirida Hillandale Farms (Estados Unidos).</p>
<p>Declarou que compra uma empresa por mês e financia candidaturas consideradas liberais como Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Kim Kataguiri (União Brasil- SP) e Martel Van Hattem (Novo RS).</p>
<p>Afirmou que paga aos trabalhadores da sua empresa nos Estados Unidos, para embalar ovos, US$ 20 (R$ 110,00) por hora. Dá US$ 1.100 (R$ 6.050,00) por semana e US$ 5.000 (R$ 26.000,00) por mês. Oitenta por cento dos negócios da empresa é fora do Brasil e sua RESIDÊNCIA FISCAL é no Uruguai. E por fim reclamou que a Carga Tributária no Brasil é alta, as taxas de juros elevadas e há forte burocracia em cima das empresas.</p>
<p>As reações contra a entrevista de Ricardo Farias foram imediatas e contundentes:</p>
<p>Dados publicados nas redes sociais:  a Granja Faria paga para um operador de produção um salário médio de R$ 1.670,00 ou R$ 48,00 líquido por dia, para fazer o manejo de aves, coleta de ovos e limpar o local, exigindo ainda disponibilidade para morar na granja e vivência no ramo de avicultura. O influenciador Felipe Neto comentou nas redes sociais que além de ser um salário miserável, inferior à média nacional para a mesma função, ele ainda quer que a pessoa abandone a própria família, vá viver numa granja e passe o dia todo coletando ovos e manuseando galinhas para receber em média R$ 1.670,00 mensal.</p>
<p>Os problemas nas empresas de Ricardo Faria não se restringem à baixa remuneração. Segundo O Globo, ele foi alvo, em 2023, de inquérito do Ministério Público do Trabalho do Piauí, por irregularidades nos contratos de trabalho, suposta ausência de pagamento de salários e benefícios. Constam ao menos outros 17 processos trabalhistas no Tribunal Regional do Trabalho do Estado.</p>
<p>Nas ações os autores apontam irregularidades em rescisão de contrato de trabalho, pagamento de horas extras, pagamento de verbas rescisórias, remuneração e pagamento de indenizações e benefícios. Um dos autores pede indenização por danos morais e assédio moral.</p>
<p>Além disso Faria é alvo de processos trabalhistas em outros estados,  especialmente  em Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Maranhão.</p>
<p>Este mercenário, mais conhecido pela síndrome de Vira Lata, paga quase vinte vezes mais para um trabalhador americano em relação a um trabalhador brasileiro e reclama que os trabalhadores brasileiros estão viciados no Bolsa Família. Sabemos que o problema não é falta de mão de obra tampouco o Bolsa Família, mas sim o que a empresa se propõe a pagar aos trabalhadores.</p>
<p>Ao declarar que a sua RESIDÊNCIA FISCAL é no Uruguai, a sede da sua empresa é em Luxemburgo e 80% da produção de ovos está fora do Brasil, demonstra bem o compromisso do mesmo com o nosso País. Boa parte da sua movimentação financeira e dos seus negócios parece que estão em paraísos fiscais, certamente para se beneficiar de isenção de impostos e sonegação fiscal.</p>
<p>O empresário estreou em 2024, na lista da Revista Forbes, na 21ª posição, com um patrimônio de 17,45 bilhões de reais.</p>
<p>Esse cara é bilionário. Se ele reduzisse em alguns milhões a sua distribuição de lucro anual, poderia aumentar consideravelmente o salário de todas essas pessoas e ainda ofereceria uma vida digna para todos eles.</p>
<p>Somente a indignação e união de todos os brasileiros poderá mudar este quadro de exploração dos trabalhadores.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fartigo-o-rei-do-ovo-e-os-trabalhadores%2F&amp;linkname=Artigo%3A%20O%20Rei%20do%20Ovo%20e%20os%20trabalhadores" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fartigo-o-rei-do-ovo-e-os-trabalhadores%2F&amp;linkname=Artigo%3A%20O%20Rei%20do%20Ovo%20e%20os%20trabalhadores" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fartigo-o-rei-do-ovo-e-os-trabalhadores%2F&amp;linkname=Artigo%3A%20O%20Rei%20do%20Ovo%20e%20os%20trabalhadores" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fartigo-o-rei-do-ovo-e-os-trabalhadores%2F&amp;linkname=Artigo%3A%20O%20Rei%20do%20Ovo%20e%20os%20trabalhadores" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fartigo-o-rei-do-ovo-e-os-trabalhadores%2F&amp;linkname=Artigo%3A%20O%20Rei%20do%20Ovo%20e%20os%20trabalhadores" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Fartigo-o-rei-do-ovo-e-os-trabalhadores%2F&#038;title=Artigo%3A%20O%20Rei%20do%20Ovo%20e%20os%20trabalhadores" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/artigo-o-rei-do-ovo-e-os-trabalhadores/" data-a2a-title="Artigo: O Rei do Ovo e os trabalhadores"></a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Festa de Primeiro de Maio celebra trabalhadoras e trabalhadores na Beira-Mar de São José</title>
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		<dc:creator><![CDATA[infomidia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 20:34:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Festa da Trabalhadora e do Trabalhador]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir das quatorze horas, a Beira-Mar de São José será palco da Festa da Trabalhadora e do Trabalhador, um evento gratuito com diversas atrações culturais e de lazer para toda a comunidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright wp-image-17041" src="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2025/04/festa-trabalhadores-128x160.jpg" alt="" width="350" height="438" srcset="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2025/04/festa-trabalhadores-128x160.jpg 128w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2025/04/festa-trabalhadores-819x1024.jpg 819w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2025/04/festa-trabalhadores-768x960.jpg 768w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2025/04/festa-trabalhadores-700x875.jpg 700w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2025/04/festa-trabalhadores.jpg 960w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" />Neste Primeiro de Maio, Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, a Grande Florianópolis se prepara para uma grande celebração em homenagem à classe trabalhadora. A partir das quatorze horas, a Beira-Mar de São José será palco da Festa da Trabalhadora e do Trabalhador, um evento gratuito com diversas atrações culturais e de lazer para toda a comunidade.</h2>
<p>A programação inclui apresentações de música, teatro e poesia, além de manifestações da cultura popular como o tradicional Boi de Mamão. Para as crianças, haverá cama elástica e piscina de bolinhas. Pipoca será distribuída gratuitamente, garantindo um ambiente acolhedor e festivo para famílias e trabalhadores.</p>
<p>Com o lema &#8220;<strong>A luta também é feita com cultura!&#8221;</strong>, a iniciativa valoriza o papel da arte na conscientização e mobilização social, promovendo a união entre diversão e resistência. O evento conta com o apoio de diversos sindicatos, centrais sindicais e entidades representativas da classe trabalhadora.</p>
<p>Venha celebrar conosco o Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores! É tempo de festa, mas também de fortalecer a luta por direitos, igualdade e dignidade para todas e todos.</p>
<h3>Serviço</h3>
<p><strong>Data:</strong> Primeiro de Maio<br />
<strong>Horário:</strong> A partir das quatorze horas<br />
<strong>Local:</strong> Beira-Mar de São José – SC</p>
<p><strong>CUT, CTB, Intersindical, sindicatos e movimentos parceiros convidam: participe!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ffesta-de-primeiro-de-maio-celebra-trabalhadoras-e-trabalhadores-na-beira-mar-de-sao-jose%2F&amp;linkname=Festa%20de%20Primeiro%20de%20Maio%20celebra%20trabalhadoras%20e%20trabalhadores%20na%20Beira-Mar%20de%20S%C3%A3o%20Jos%C3%A9" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_email" href="https://www.addtoany.com/add_to/email?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ffesta-de-primeiro-de-maio-celebra-trabalhadoras-e-trabalhadores-na-beira-mar-de-sao-jose%2F&amp;linkname=Festa%20de%20Primeiro%20de%20Maio%20celebra%20trabalhadoras%20e%20trabalhadores%20na%20Beira-Mar%20de%20S%C3%A3o%20Jos%C3%A9" title="Email" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ffesta-de-primeiro-de-maio-celebra-trabalhadoras-e-trabalhadores-na-beira-mar-de-sao-jose%2F&amp;linkname=Festa%20de%20Primeiro%20de%20Maio%20celebra%20trabalhadoras%20e%20trabalhadores%20na%20Beira-Mar%20de%20S%C3%A3o%20Jos%C3%A9" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ffesta-de-primeiro-de-maio-celebra-trabalhadoras-e-trabalhadores-na-beira-mar-de-sao-jose%2F&amp;linkname=Festa%20de%20Primeiro%20de%20Maio%20celebra%20trabalhadoras%20e%20trabalhadores%20na%20Beira-Mar%20de%20S%C3%A3o%20Jos%C3%A9" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_linkedin" href="https://www.addtoany.com/add_to/linkedin?linkurl=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ffesta-de-primeiro-de-maio-celebra-trabalhadoras-e-trabalhadores-na-beira-mar-de-sao-jose%2F&amp;linkname=Festa%20de%20Primeiro%20de%20Maio%20celebra%20trabalhadoras%20e%20trabalhadores%20na%20Beira-Mar%20de%20S%C3%A3o%20Jos%C3%A9" title="LinkedIn" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fsecfloripa.org.br%2Ffesta-de-primeiro-de-maio-celebra-trabalhadoras-e-trabalhadores-na-beira-mar-de-sao-jose%2F&#038;title=Festa%20de%20Primeiro%20de%20Maio%20celebra%20trabalhadoras%20e%20trabalhadores%20na%20Beira-Mar%20de%20S%C3%A3o%20Jos%C3%A9" data-a2a-url="https://secfloripa.org.br/festa-de-primeiro-de-maio-celebra-trabalhadoras-e-trabalhadores-na-beira-mar-de-sao-jose/" data-a2a-title="Festa de Primeiro de Maio celebra trabalhadoras e trabalhadores na Beira-Mar de São José"></a></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Supermercados têm 357 mil vagas em aberto e vivem uma crise de emprego</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 17:58:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O jornal Folha de São Paulo publicou, na edição desta segunda-feira (24 de março) que o setor de supermercados está passando por uma crise de emprego “inversa a tudo o que se viu no Brasil por anos seguidos”. Com milhares de vagas abertas disponíveis (são...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O jornal Folha de São Paulo publicou, na edição desta segunda-feira (24 de março) que o setor de supermercados está passando por uma crise de emprego “inversa a tudo o que se viu no Brasil por anos seguidos”. Com milhares de vagas abertas disponíveis (são 357 mil vagas, de acordo com a reportagem), as redes de supermercado sofrem para encontrar trabalhadores e estão apelando para parcerias a fim de contratar, por exemplo, egressos do Exército.</p>
<p>Os motivos são óbvios: de acordo com a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), esta falta de mão de obra diz respeito a uma mudança no perfil dos jovens, que buscam mais flexibilidade na jornada, salários maiores e mais dignidade.</p>
<p>“Antes, o trabalhador procurava o supermercado. Agora, o supermercado está procurando, usando redes, oferecendo bolsas de empregos, e com iniciativas com Exército, Marinha e Força Aérea no sentido de que os egressos do sistema militar encontrem nos mercados oportunidade de emprego de forma mais rápida”, afirma Marcio Milan, vice-presidente da Abras. O empresário observa que nos últimos anos percebe-se uma mudança de perfil nas novas gerações, admite que o salário é ruim, mas argumenta que muitas “vantagens” são oferecidas, como a contratação pela CLT, além de vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-transporte, férias, 13º, fundo de garantia.</p>
<p>O vice-presidente afirma que, além das campanhas feitas pelas empresas e da parceria com as Forças Armadas, há ainda conversas com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Congresso para tentar mudar o cenário. O que o empresariado almeja é mais alterações na CLT (que já passou por uma reforma desastrosa em 2017, durante o governo de Michel Temer). Também pede debates aprofundados sobre o fim da escala 6×1, pois o setor teme a implantação da escala 4×3 proposta pela deputada Erika Hilton e o movimento VAT (Vida Além do Trabalho).</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24902 ls-is-cached lazyloaded" src="https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924.png" sizes="(max-width: 847px) 100vw, 847px" srcset="https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924.png 847w, https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924-300x122.png 300w, https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924-768x313.png 768w" alt="" width="847" height="345" data-src="https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924.png" data-srcset="https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924.png 847w, https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924-300x122.png 300w, https://www.fecesc.org.br/siteprincipal/wp-content/uploads/Captura-de-tela-2025-03-24-181924-768x313.png 768w" data-sizes="(max-width: 847px) 100vw, 847px" /></p>
<p>Para o empresariado, a alteração na CLT que tanto desejam permitiria a contratação dos trabalhadores por hora, sem onerar as empresas com os impostos sobre a folha de salários, o que seria “uma forma de atrair quem procura flexibilidade”. Milan afirma que o setor vê com preocupação os avanços pelo fim da escala 6×1 e implantação da escala 4×3, mas acredita que o debate é necessário. O problema, segundo ele, é que já há falta de mão de obra e os supermercados teriam mais dificuldades ainda de encontrar gente para contratar.</p>
<p><strong>Mínimas históricas</strong></p>
<p>O desemprego no Brasil atingiu mínimas históricas, segundo dados do IBGE. A taxa subiu a 6,5% no trimestre até janeiro, nível mais baixo da série iniciada pelo instituto em 2012 para o trimestre e igual ao trimestre terminado em janeiro de 2014.</p>
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<div id="google_ads_iframe_/27954005/folha/mercado_7__container__">O assessor econômico da FecomercioSP, Fábio Pina, argumenta que há aspectos positivos e negativos na baixa do desemprego. “O lado positivo é a taxa de desemprego baixa, ou seja, não há um exército de pessoas desesperadas para preencher qualquer vaga que apareça. O primeiro aspecto negativo é que ainda há uma quantidade grande de pessoas nem nem [nem trabalham nem estudam]. Então, o que eles estão produzindo para a sociedade? Como pretendem seguir sua vida?”</div>
</div>
</div>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Com informações da Folha de São Paulo, 24 de março de 2025</em></p>
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		<title>Feliz Natal!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 13:14:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neste Natal, renovemos nosso compromisso com a solidariedade, o trabalho digno e a justiça social. Que a esperança de um mundo mais igualitário guie nossos passos. Boas festas e muita luta em 2025! &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste Natal, renovemos nosso compromisso com a solidariedade, o trabalho digno e a justiça social.<br />
Que a esperança de um mundo mais igualitário guie nossos passos. Boas festas e muita luta em 2025!</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-16828 size-full" src="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100.jpg" alt="" width="1080" height="1080" srcset="https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100.jpg 1080w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-160x160.jpg 160w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-1024x1024.jpg 1024w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-150x150.jpg 150w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-768x768.jpg 768w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-570x570.jpg 570w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-500x500.jpg 500w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-1000x1000.jpg 1000w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-700x700.jpg 700w, https://secfloripa.org.br/wordpress_a/wp-content/uploads/2024/12/Natal-100-120x120.jpg 120w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Escala de 10&#215;1 é denunciada por trabalhadores da rede de supermercados Zaffari no Rio Grande do Sul</title>
		<link>https://secfloripa.org.br/escala-de-10x1-e-denunciada-por-trabalhadores-da-rede-de-supermercados-zaffari-no-rio-grande-do-sul/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 15:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Emprego e Desemprego]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[escala 10x1]]></category>
		<category><![CDATA[escala 6x1]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Acordo entre empresa e sindicato permitiria as condições degradantes; juíza fala em &#8216;trabalho análogo à escravidão&#8217; Os relatos de exaustão das pessoas submetidas à escala 6&#215;1 sensibilizaram uma grande parcela dos trabalhadores brasileiros. Um dia de folga para seis trabalhados – regime que parecia inquestionável e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="description"><em>Acordo entre empresa e sindicato permitiria as condições degradantes; juíza fala em &#8216;trabalho análogo à escravidão&#8217;</em></p>
<p>Os relatos de exaustão das pessoas submetidas à escala 6&#215;1 sensibilizaram uma grande parcela dos trabalhadores brasileiros. Um dia de folga para seis trabalhados – regime que parecia inquestionável e “normal” até pouco tempo atrás –, agora, tomou o lugar do absurdo, do inaceitável. A repercussão nacional deu voz a trabalhadores que relatam condições e escalas ainda mais degradantes e alegam existir manipulação de banco de horas, transgressão de direitos e cumplicidade dos sindicatos com a patronal. É o caso dos trabalhadores da Companhia Zaffari, uma empresa tradicional do Rio Grande do Sul e um dos maiores monopólios do varejo de alimentos brasileiro.</p>
<p>Os trabalhadores relatam, além de até dez dias trabalhados sem folga, horas extras obrigatórias em todos os finais de semana, sem compensação salarial. O salário líquido médio de um funcionário da rede é de R$1.200. Com 12.500 funcionários, a Companhia Zaffari é a 12ª maior rede de hipermercados do Brasil, cujo faturamento, em 2023, foi de R$ 7,6 bilhões.</p>
<p>“Em outros empregos, eu sempre trabalhei cinco por dois ou seis por um. Mas nunca assim. Pelo menos, eu conseguia falar com o chefe pra conseguir uma folga numa sexta, num sábado. Mas, aqui não tem esse diálogo. Sábado eles nunca dão folga. E a gente chega a trabalhar três domingos seguidos”. O sentimento é de desvalorização, desamparo e muita indignação de ver a vida passando dentro de um hipermercado, para ganhar um salário líquido abaixo do mínimo nacional. “Ninguém aguenta muito tempo”, constata.</p>
<p>Estes relatos são comuns aos trabalhadores de diferentes unidades da Companhia Zaffari. Apesar de contrariar diretamente a legislação trabalhista, que prevê descanso remunerado aos domingos no intervalo máximo de três semanas (ou seja, a cada dois domingos trabalhados, o próximo deve ser folgado) e veta a possibilidade de estender a jornada para além de seis dias, segundo os funcionários ouvidos pela reportagem, a empresa tem na violação destes direitos a regra do seu regime de trabalho.</p>
<p>Uma operadora de caixa que pediu para não ser identificada denunciou a mesma situação. “Tem gente que trabalha dez dias só pra ter uma folga. No domingo, a gente entra super cedo para sair super tarde. Eu acho isso um absurdo”. A funcionária começou a trabalhar na empresa enquanto ainda estava na escola. “Eu não tenho mais vida. Eu chegava com sono na escola e não conseguia prestar atenção. Eu estudava de manhã e trabalhava de tarde. Eu estava sempre cansada e eles brigavam comigo por estar cansada”. Por fim, revelou ter colegas que saíram do mercado com ansiedade e depressão. “A gente ganha pouco e ainda tem que gastar dinheiro com terapia, porque não dá pra aguentar”.</p>
<p>Outra regra da empresa, de acordo com as pessoas ouvidas pela reportagem, são os “dias de dobra”. Nas sextas, sábados e domingos as horas extras seriam obrigatórias. Uma outra funcionária afirmou que, durante sua contratação, foi dito que as extras seriam opcionais, mas “depois, quando já está trabalhando, eles falam que é obrigatório”.</p>
<p>Sua colega complementa: “eles nos pressionam para trabalhar a mais”. Nesses dias, caso o funcionário se recuse a trabalhar as horas extras, receberá desconto no banco de horas; caso trabalhe, as horas não são computadas como crédito. “E ainda nos dão esporro, que é pra gente não querer faltar. Tipo assim, tu trabalha ou trabalha”, explicou.</p>
<p>Ainda sobre as horas extras, que são prometidas como uma forma de aumentar o salário, a empresa utiliza do banco de horas para fazer a compensação. “Tu pode trabalhar e ficar com 20 horas sobrando e eles não vão te pagar. Mas se tu ficar com 2 horas faltando eles vão te cobrar”, explicou outro funcionário. “Antes de fechar a folha, eles começam a te mandar embora mais cedo. Fiquei três dias indo embora mais cedo pra não ganhar as horas extras”.</p>
<p>Na prática, alguns funcionários, por vários dias consecutivos, chegam a trabalhar 10h seguidas só para ter o direito a uma folga. “Teve um dia que eu coloquei um atestado. Fiquei uma semana trabalhando direto, mas tive muito que ir ao médico. Aí, mesmo com atestado, no meu ponto tava como ‘falta injustificada’. Nesse mês, tive um valor alto descontado do salário”, denunciou.</p>
<p>Para receber o auxílio alimentação, os trabalhadores seriam obrigados a trabalhar nos domingos e feriados: o valor extra desses dias é depositado em um cartão Zaffari. “Se trabalhou domingo e feriado, recebe o alimentação da semana. Se não trabalhar nesses dias, não recebe”, declarou um empacotador. Uma outra operadora de caixa explica o sistema: “São dois cartões, o salário e o alimentação. São cartões do Zaffari. O cartão salário dá pra sacar em qualquer caixa eletrônico. Mas o de alimentação só dá pra sacar nos caixas do Zaffari. Daí, eles depositam nesse cartão o valor dos domingos e feriados. Mas são poucos lugares que aceitam esse cartão. Então, na maioria das vezes, tu só usa ele no Zaffari mesmo. Tu está saindo tarde do trabalho e quer comprar alguma coisa, então acaba comprando aqui, já que tu precisa ir pra casa”. De acordo com os relatos, sem tempo por causa de uma jornada de trabalho exaustiva, o próprio Zaffari acaba por ficar com uma grande fatia do valor das horas extras pagas como auxílio alimentação, valor que não seria registrado na folha de pagamento.</p>
<p>Recentemente, a Companhia Zaffari instituiu um programa de distribuição de cestas básicas para seus funcionários. Segundo um deles, essa medida seria para compensar os baixos salários e a insatisfação crescente, que leva a alta rotatividade na empresa. Porém, uma operadora de caixa denunciou as regras do benefício. “Eles falaram que a gente ia ganhar a cesta básica, só não pode faltar, nem botar atestado. Aí, eu fiquei ruim por causa da comida que eles nos servem no refeitório. Eu me humilhei pra ir embora, porque passei o dia todo com dor no estômago. Era um domingo de dobra e eles não queriam me liberar”. A operadora de caixa contou que quando a situação chegou ao limite, passou mal e decidiu ir ao médico. “Então, eles falaram: ‘tu perdeu a cesta básica’. Eles estão tirando nosso direito de ficar doente. É muita humilhação não poder ficar doente para ganhar uma cesta básica”, desabafou.</p>
<p>Outra operadora de caixa denunciou casos de assédio contra funcionárias mulheres, vindo tanto de clientes, quanto de colegas de trabalho: “Tem um fiscal na minha loja que assediou uma menina. Passou a mão nela durante meses, até que ela decidiu falar com o gerente geral. Ele disse que tomaria providências. Aí, no outro dia, ela foi demitida, mas o fiscal continua lá!”. Também dá um relato próprio: “eu mesma já fui assediada na loja por um cliente, falei com o gerente geral, mostrei quem era a pessoa, mas ele fingiu que nem viu. Disse que ia tomar providência e não fez nada”.</p>
<p>A Companhia Zaffari foi contatada para comentar sobre os relatos de seus funcionários e não respondeu até a publicação desta reportagem e o espaço segue aberto.</p>
<p>Apontamentos semelhantes são facilmente encontrados nos relatos virtuais feitos por atuais e ex-funcionários do Zaffari no site “Indeed”, onde se fazem avaliações sobre a experiência em um emprego:</p>
<p><strong>Operador de loja (Ex-Funcionário) &#8211; Rio Grande do Sul &#8211; 30 de outubro de 2024</strong></p>
<p><em>“Experiência ruim. Trabalho escravo. E remuneração miséria. O engraçado que o ministério de trabalho não faz um controle.”</em></p>
<p><strong>Operador de caixa (Ex-Funcionário) &#8211; Novo Hamburgo, RS &#8211; 18 de maio de 2024</strong></p>
<p><em>“Vou resumir, você não tem mais vida. Salário baixo, muito trabalho, outros colegas sendo beneficiados por serem puxa, muita hora extra (principalmente final de semana pois você entra de manhã e só sai de noite) enfim, não recomendo. Passei dois anos nesse lugar”</em></p>
<p><strong>Vigia Patrimonial (Ex-Funcionário) &#8211; Passo Fundo, RS &#8211; 8 de março de 2024</strong></p>
<p><em>“A empresa fez um acordo com o MPT, que graças a Deus&#8230; A justiça anula&#8230; Trabalhar por mais de seis dias corridos, isso é escravidão!”</em></p>
<p class="ckeditor-subtitle">Um acordo entre o Zaffari e o Sindec-POA permitiria as condições degradantes</p>
<p>De acordo com Valdete Souto Severo, doutora em direito do trabalho pela Universidade de São Paulo (USP) e juíza do trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, a combinação de violações de direitos como a jornada de 10 dias (ou mais), trabalho em três domingos consecutivos, condicionamento do auxílio-alimentação ao consumo interno, restrição e constrangimento ao adoecimento dos funcionários, em tese, pode vir a ser enquadrado como trabalho análogo à escravidão.</p>
<p>“Isso é exatamente o que se considera trabalho análogo à escravidão, se usar o texto do artigo 149 do Código Penal, que fala sobre a condição degradante de trabalho e jornada extensa”. A combinação destas violações tem dois fatores principais: “é uma condição degradante porque impede que a pessoa tenha uma ‘vida de relações’, ou seja, tenha tempo pra estudar, se divertir, estar com a família. Outro fator é a extensão da jornada, que não são só as dez horas por dia, mas também a quantidade de dias na semana, porque, sobre isso, a Constituição é clara ao dizer que deve haver um descanso semanal, ou seja, não pode passar de 6 dias de trabalho consecutivo”.</p>
<p>Ainda assim, parte destas condições consideradas degradantes foram normatizadas e estabelecidas no último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) entre a empresa e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec-Poa), entidade que deveria atuar em defesa dos trabalhadores. Na trigésima primeira cláusula do acordo, que fala sobre o repouso semanal remunerado no domingo, em evidente oposição à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), diz o seguinte:</p>
<p>“Estando as empresas autorizadas a trabalharem com a utilização de empregados em domingos, ajustam as partes que, independentemente do gênero, a cada quatro semanas o repouso semanal remunerado deverá coincidir com o domingo, ou seja, após três domingos trabalhados o outro será necessariamente de repouso, hipótese em que a concessão do repouso semanal remunerado previsto no art. 7º, XV, da CF poderá ocorrer antes ou após o sétimo e até o décimo dia consecutivo de trabalho, não importando no seu pagamento em dobro desde que garantido o repouso remunerado em um único dia da semana iniciada na segunda-feira e finalizada no domingo.”</p>
<p>Ainda que a Reforma Trabalhista de 2017 tenha instituído a prevalência do acordo coletivo sobre o que está definido na lei, o que colocou em xeque diversos direitos trabalhistas, ela ainda veda a possibilidade de alteração, por meio de ACT, de diversos direitos mínimos, como o repouso semanal remunerado após o sexto dia consecutivo de trabalho. Não bastasse esta definição, o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS), em fevereiro de 2024, noticiou o resultado de uma ação em que pedia a nulidade de uma cláusula idêntica à citada acima, porém, que constava noutro acordo, no caso, entre o Sindec-Poa e o Comercial Zaffari. Na ação, argumenta o MPT-RS:</p>
<p>“Ao prever a possibilidade de concessão do repouso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho, não importando no seu pagamento em dobro, o caput da Cláusula Trigésima da norma clausulada afronta duplamente a ordem jurídica e extrapola os limites da autonomia coletiva”</p>
<p>Os nomes parecidos confundem, mas são empresas distintas. Enquanto a Companhia Zaffari é o maior monopólio de hipermercados e shoppings gaúcho, o Comercial Zaffari pertence a um primo de segundo grau dos gestores do Grupo Zaffari, mas que também figura entre as principais empresas do setor, ocupando o segundo lugar no ranking da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS).</p>
<p>Tanto a Companhia Zaffari, quanto o Sindec-Poa insistiram em manter a mesma cláusula julgada inconstitucional nos termos da vigente decisão tomada pelo Tribunal Superior do Trabalho há 14 anos atrás, onde se afirma categoricamente que “viola o art. 7º, XV, da Constituição Federal a concessão de repouso semanal remunerado após o sétimo dia consecutivo de trabalho”, tese que embasou o já citado processo perpetrado pelo MPT-RS.</p>
<p>Este novo acordo com a Companhia Zaffari foi protocolado exatamente 5 dias após a divulgação do resultado do processo do MPT, o que poderia indicar que a decisão fora observada e, mesmo assim, ignorada pelo sindicato, o que também poderia sugerir intenção em driblar as determinações da justiça, por meio de acordos específicos entre a entidade e a empresa em particular.</p>
<p>Recentemente, com o avanço da PEC pelo fim da escala 6&#215;1 e a inevitabilidade deste debate na esfera pública, o Sindec-Poa se pronunciou sobre o tema por meio de um texto de assinado por Nilton Neco, atual presidente do sindicato e membro da direção do Partido Solidariedade:“A luta pelo direito a uma jornada de trabalho digna é uma luta antiga e uma pauta que o Sindec-POA sempre fez questão de incluir nas convenções coletivas. Ao longo da nossa história, buscamos incessantemente condições que assegurem não só um descanso adequado aos trabalhadores, mas a valorização da sua qualidade de vida.”</p>
<p>Questionado se tem ciência das condições degradantes de trabalho dos funcionários da Companhia Zaffari e o uso da escala 10 por 1, o presidente do Sindec-Poa respondeu que não e garantiu que vai “enviar uma equipe para fazer uma vistoria em toda a rede [Zaffari]”. Em relação ao Acordo Coletivo, no primeiro momento, negou que exista um acordo direto com o Zaffari, dado que a empresa deve se submeter ao acordo geral feito com todo o setor de varejo de alimentos. Confrontado com o documento do acordo específico, argumentou que sua vigência teria expirado, informação que contrasta com a do Ministério do Trabalho, onde consta sua vigência até o dia 31 de dezembro de 2024.</p>
<p>Então, a resposta do presidente mudou. Se antes alegou não saber que os funcionários estavam submetidos a esta escala, depois, defendeu o acordo: “Mas está dentro da lei, viu? A escala 10 por 1”. Contra a decisão do TST e a obtenção de nulidade noticiada pelo MPT, argumentou: “Não saiu decisão no processo do MPT. Eles entraram e nós fizemos acordo com eles lá. Não saiu decisão ainda”.</p>
<p>A Assessoria de Comunicação do MPT, por outro lado, confirma que houve decisão no processo que anulou a cláusula do acordo com o Comercial Zaffari, mas que ainda há um processo em aberto contra a Companhia Zaffari. Sobre a posição do sindicato a respeito desta cláusula, respondeu que a entidade deve respeitar o acordo.</p>
<p>“A relação do Sindec com o Zaffari é boa. É uma empresa que tem respeito pela gente”, declarou. “Uma negociação coletiva é uma troca. As partes têm que se acertar. Então, tu perde numa cláusula e tenta melhorar outras”. Em troca de trabalhar 10 dias seguidos, a direção do sindicato argumenta que garantiu a remuneração extra de R$48 (para operadores) e R$36,80 (para empacotadores) nos domingos e feriados trabalhados. Este dinheiro, no entanto, como já dito, é depositado no Cartão Zaffari como auxílio-alimentação. Sob o mesmo argumento, defendeu a cláusula que permite o trabalho em três domingos seguidos. “Quem trabalhar três domingos tem folga adicional. O trabalhador tem mais folga por trabalhar três domingos”.</p>
<p class="ckeditor-subtitle"><strong>Um fio de esperança</strong></p>
<p>Em Porto Alegre, o Movimento pelo Fim da Escala 6&#215;1 realizou um protesto com a participação estimada de 3 mil pessoas no feriado da Proclamação da República, no dia 15 de novembro. No dia 30, foi realizada uma assembleia com a participação de diversos partidos políticos, movimentos sociais, centrais sindicais e sindicatos, onde se convocou uma nova manifestação.</p>
<p class="ckeditor-subtitle">Funcionários relatam condições degradantes de trabalho</p>
<p>“No começo, quando comecei no setor de hortifruti, eles puxaram o dez por um. Passou dois, três meses e ficou mais seguido. Às vezes é nove, às vezes é oito, às vezes é dez. Mas quando a gente é contratado eles falam que é seis por um”, relatou o funcionário Paulo, de 25 anos, que está na empresa desde setembro de 2023.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fonte: Brasil de Fato, 05 de dezembro de 2024</em></p>
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		<title>Atenção: 20 de novembro é feriado nacional!</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 19:49:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Atenção, trabalhadores! No próximo dia 20 de novembro (uma quarta-feira), teremos, pela primeira vez, um feriado nacional em razão do Dia da Consciência Negra.</p>
<p>A data vem para reforçar, em todo o país, a importância da luta contra o racismo e a necessidade de reflexão sobre a memória e resistência do povo preto.</p>
<p>Esta lei celebra o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra e foi sancionada pelo presidente Lula (PT) em dezembro de 2023. Anteriormente, a data era feriado em seis estados brasileiros e cerca de 1.200 cidades.</p>
<p><strong>Saiba mais:</strong> O 20 de novembro representa um marco importante na luta contra o racismo e pela promoção da igualdade racial no país. O feriado remete ao dia da morte de Zumbi, assassinado em uma emboscada por ter liderado a resistência contra os ataques portugueses contra o Quilombo de Palmares no século 17. De acordo com registros históricos, Zumbi nasceu em 1644 onde hoje está localizado o estado de Alagoas. Palmares é considerado o maior Quilombo da América Latina. Cerca de 20 mil pessoas moravam e trabalhavam no local, em busca de refúgio contra a escravidão e outras perseguições.</p>
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		<title>Vendedora com depressão após humilhações de gerente é indenizada</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 21:39:03 +0000</pubDate>
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<p>A trabalhadora também deverá receber indenização correspondente ao período de estabilidade provisória decorrente da doença ocupacional, indenização por danos emergentes, relativa ao reembolso por consultas psiquiátricas e de psicólogos, além de verbas salariais e rescisórias que não foram pagas corretamente. O valor provisório da condenação é de R$ 100 mil.</p>
<p>No caso, a vendedora relatou que durante o contrato desenvolveu síndrome do pânico, estresse e depressão graves. As causas seriam o excesso de trabalho na loja de eletroeletrônicos, a cobrança de metas inatingíveis e o rigor excessivo da gerente. Nos finais de mês, segundo a vendedora, quem não atingia as metas era impedido de deixar o expediente.</p>
<p>Em sua defesa, a loja disse que não deu causa às alegadas doenças. Afirmou que “jamais violou direitos individuais, notadamente a intimidade, a privacidade, a honra e a imagem, ou a dignidade da trabalhadora”.</p>
<p>A perícia médica concluiu que o nexo de causalidade entre o trabalho e as doenças que acometiam a vendedora deveria ser estabelecido se houvesse a comprovação dos fatos. A testemunha da própria empresa afirmou que a gerente era uma “pessoa nervosa” e agia com “pulso firme”.</p>
<p>Outra testemunha, que trabalhou por três anos no local, atestou o comportamento agressivo. Segundo o depoente, “a gerente falava bastante palavrão, xingava os colaboradores de demônio, arigó, burro e chateava a maioria dos funcionários”. Ele ainda afirmou que os xingamentos dirigidos à autora da ação eram mais frequentes. Por várias vezes, a viu em crises de choro, ocasiões nas quais os colegas chamavam o marido da empregada para buscá-la.<time class="x1ejq31n xd10rxx x1sy0etr x17r0tee x1roi4f4 xexx8yu x4uap5 x18d9i69 xkhd6sd x1n2onr6" title="29 de agosto de 2024" datetime="2024-08-29T11:34:53.000Z"></time></p>
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		<title>Empresas terão que cuidar da saúde mental dos trabalhadores para evitar adoecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2024 21:02:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhadores]]></category>
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					<description><![CDATA[Transtornos de saúde mental e casos de assédio no ambiente de trabalho serão inseridos na Norma Regulamentadora nº 1, que trata da sobre segurança e medicina do trabalho nas organizações Trabalhadores e trabalhadoras que sofrem com transtornos de saúde mental e casos de assédio no...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Transtornos de saúde mental e casos de assédio no ambiente de trabalho serão inseridos na Norma Regulamentadora nº 1, que trata da sobre segurança e medicina do trabalho nas organizações</em></p>
<p>Trabalhadores e trabalhadoras que sofrem com transtornos de saúde mental e casos de assédio no ambiente de trabalho passarão a ter a proteção da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), a principal que trata sobre segurança e medicina do trabalho nas organizações.</p>
<p>A decisão foi tomada na terça-feira (30/7), durante reunião da Comissão Tripartite Paritária Permanente, composta por integrantes do governo, sindicatos de trabalhadores e confederações de empregadores, que discute temas de segurança e saúde no trabalho.</p>
<p>De acordo com a decisão, as empresas terão que fazer a gestão desses ambientes de trabalho para evitar o adoecimento mental do trabalhador. O objetivo é evitar o excesso de sobrecarga de trabalho e dar atenção às questões do ambiente de trabalho saudável, sem nenhum tipo de violência contra o trabalhador, seja assédio moral, sexual ou qualquer outra forma de assédio.</p>
<h4><strong>Afastamento de trabalho</strong></h4>
<p>De acordo com dados da pesquisa Panorama da Saúde Mental nas Organizações Brasileiras, realizada em 2023, os transtornos de saúde mental são responsáveis por 38% de todas as licenças no INSS, mostrando um aumento significativo nos últimos anos.</p>
<p>Entre 2020 e 2022, os casos de afastamento por essas razões cresceram 30%, conforme a pesquisa. Esse aumento reflete um cenário preocupante para os trabalhadores e as empresas.</p>
<p>Fatores como estresse contínuo, a pressão por resultados e a falta de equilíbrio entre vida a pessoal e a profissional são alguns dos que contribuem para o aumento dos problemas de saúde mental no ambiente de trabalho.</p>
<p>A partir da publicação das atualizações da NR-1, as empresas deverão passar a identificar parâmetros psicossociais dentre os relatórios de gerenciamento de riscos, elaborados periodicamente para o cumprimento das exigências de segurança do trabalho.</p>
<p>Há crescimento dos índices de afastamento do trabalho por questões de saúde mental, especialmente após o período da pandemia de covid-19.</p>
<h4><strong>Benzeno</strong></h4>
<p>Outra decisão da Comissão Tripartite Paritária foi a recriação da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, que havia sido extinta em 2019 após funcionar por décadas. Considerada uma substância altamente tóxica e cancerígena, o benzeno é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos 10 maiores problemas químicos para a saúde.</p>
<p>Fonte: CUT Brasil, 01 de agosto de 2024</p>
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		<title>Cresce o número de ações contra demissões por discriminação. Saiba o que fazer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[sandra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 21:43:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos do Trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ação judicial]]></category>
		<category><![CDATA[assédio]]></category>
		<category><![CDATA[bullying]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhadores]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 2023, houve um crescimento de 16,5% nos casos que envolvem gordofobia, racismo, homofobia, etarismo, entre outras formas de discriminação como a demissão de trabalhadores que adoecem Casos de discriminação no mundo do trabalho são frequentes e envolvem diversas vertentes como o racismo, a gordofobia,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em 2023, houve um crescimento de 16,5% nos casos que envolvem gordofobia, racismo, homofobia, etarismo, entre outras formas de discriminação como a demissão de trabalhadores que adoecem</em></p>
<p>Casos de discriminação no mundo do trabalho são frequentes e envolvem diversas vertentes como o racismo, a gordofobia, a LGBTQIA+fobia, o preconceito contra negros negras, a discriminação por causa da idade (etarismo) e em relação às mulheres, que de forma velada, ao promoverem cortes, em geral, as empresas as colocam em primeiro lugar nas demissões.</p>
<p>No caso específico das mulheres, dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) comprovam a situação desfavorável a elas. No 4º trimestre de 2023, a taxa de desocupação entre as mulheres negras (que sofrem dupla discriminação) era de 11,1%, quase o dobro da taxa de desocupação entre os homens que foi de 6%.</p>
<p>Mas há uma resistência. Ainda que o cenário justo e ideal seja de não discriminação no mundo do trabalho, os casos existem e esses trabalhadores e trabalhadoras estão reclamando na Justiça direitos e reparações. A Constituição Brasileira, em seu artigo 7º, assegura ao trabalhador o direito à relação de emprego protegida contra a dispensa arbitrária ou sem justa causa. No entanto, por falta de regulamentação legislativa, esse direito não é aplicado às relações de emprego no Brasil.</p>
<p><strong>‘Briga’ na Justiça.</strong></p>
<p>Um levantamento feito pela Justiça do Trabalho com base em processos trabalhistas movidos em 2023 mostra que houve, em relação a 2022, um crescimento de 16,5% nos casos de demissões supostamente motivadas por discriminação. Os casos envolvem todos os fatores já citados &#8211; racismo, gordofobia, orientação sexual, idade e pessoas com deficiências. Ao todo, em 2023, foram apresentadas 16.085 novas ações sob alegação de discriminação.</p>
<p>Mas para além desses casos, há também processos que envolvem demissões de trabalhadores que adoeceram ou apresentam condições específicas. Exemplos comuns são os de trabalhadores demitidos por viverem com o HIV, terem câncer e por terem desenvolvido doenças psiquiátricas, causadas, em grande parte das vezes, pelas próprias condições de trabalho.</p>
<p>“O número de casos merece uma investigação sobre os motivos que contribuem para esse crescimento, inclusive para um patamar superior ao de 2019”, alerta o secretário nacional de Relações do Trabalho da CUT, Sergio Antiqueira. Em 2019 foram 15.195 novos processos.</p>
<p>O dirigente aponta o aumento da influência de conceitos ultraconservadores, disseminados pela extrema direita nos últimos anos como fator que contribui para o aumento de casos de discriminação. Ou seja, ele fala sobre a normalização dos discursos de ódio por parte da sociedade contribuindo para que, até mesmo no ambiente de trabalho, onde geralmente há códigos de conduta e regras de convivência, esses casos aconteçam.</p>
<p>“Temos visto o quanto o crescimento do fascismo no Brasil e no mundo e a forma como os algoritmos funcionam nas redes sociais têm atuado para o crescimento e naturalização de violência discriminatória contra vários grupos sociais”, diz Antiqueira que ainda cita a flexibilização de direitos promovida pela Reforma Trabalhista de 2017.</p>
<p>“É preciso avaliar qual contribuição teve a reforma Trabalhista para legitimar medidas discriminatórias promovidas pelas empresas no momento da demissão”, pontua o dirigente.</p>
<p>A secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT, Jandyra Uheara, alerta ainda que é preciso conscientizar a sociedade, a classe trabalhadora, gestores e empresas sobre as diferentes formas de discriminação. Ela afirma que este um caminho que leva a uma “maior procura e utilização de mecanismos de reparação”.</p>
<p>“O que queremos são ambientes de trabalho livres de assédios e discriminações e isto avança com sindicatos atuantes e presentes no cotidiano da classe trabalhadora”, ela pontua. O movimento sindical atua por meio de campanhas e nas negociações coletivas com a inclusão de cláusulas voltadas à promoção da inclusão, da igualdade, do respeito e contra todos os tipos de assédio.</p>
<p><strong>Direitos</strong></p>
<p>Cabe aos trabalhadores que entendem terem sido dispensados por atos discriminatórios procurarem, prioritariamente seus sindicatos para buscar apoio e orientação jurídica e poder garantir seus direitos.</p>
<p>“A Convenção nº 111 da OIT, que em 1965 foi ratificada pelo Brasil, veda a discriminação e o rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório e tem previsão em lei sobre o direito à reparação pelo dano moral, podendo o empregado optar entre ser reintegrado com ressarcimento integral de todo o período de afastamento ou perceber, em dobro, a remuneração do período de afastamento”, observa o secretário nacional de Relações do Trabalho da CUT.</p>
<p><strong>Importante</strong>: é preciso saber que cabe ao empregado provar a discriminação ocorrida por meio de testemunhas, áudios, documentos, ou quaisquer meios de prova.</p>
<p>O empregado for demitido poderá pleitear na Justiça do Trabalho a nulidade da dispensa além da indenização por dano moral. Se a Justiça reconhecer a demissão por discriminação, o empregado poderá optar entre ser reintegrado ao emprego e receber os salários relativos ao período do afastamento (entre a dispensa e a reintegração), ou receber uma indenização correspondente ao dobro da remuneração relativa ao período de afastamento.</p>
<p><strong>Discriminação no mercado de trabalho e na Justiça</strong></p>
<p>A discriminação ocorre não apenas com trabalhadores já empregados. Negros e negras, LGBTQIA+, pessoas com deficiências, pessoas gordas ou obesas, apesar de qualificação e competência inquestionáveis, muitas vezes são pessoas discriminadas em processos seletivos e ficam sempre atrás nas disputas pelas vagas abertas no mercado de trabalho.</p>
<p>A discriminação causa grande sofrimento. Por isso muitos recorrem à Justiça, que em vários casos dá ganho de causa aos trabalhadores discriminados e determinado o pagamento de indenizações. Num recorte sobre a gordofobia, entre 2019 e 2022, a Justiça brasileira, segundo a ferramenta Data Lawyer, contabilizou 721 processos em todo o país, envolvendo esse tipo de preconceito, dos quais, 328 foram ajuizados durante a pandemia (2020 e 2021).</p>
<p>Não contratar pessoas com base em seu biótipo não é considerado crime, mas pode ser enquadrado como injúria e implicar em pagamento de danos morais, respectivamente, nas esferas criminal e cível, explica o advogado trabalhista Eduardo Henrique Marques Soares, sócio da LBS Advogados.</p>
<p>“Não há legislação que trate diretamente do preconceito à pessoa obesa”, ele diz. No entanto, segundo o advogado, “pode-se também invocar o artigo 5º da Constituição federal, que impede qualquer tipo de distinção entre as pessoas, por quaisquer motivos, como é o caso da obesidade”.</p>
<p>Fonte: CUT Brasil, 28 de junho</p>
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